O Novo Programa da Formação Cultural está com inscrições abertas até 10 de janeiro! 

Venha ser CRIA, o programa de inovação dos espaços culturais municipais pelo olhar da juventude periférica da cidade de São Paulo. Serão selecionados 101 jovens com ideias para projetos inovadores para a gestão pública cultural que potencializem os espaços e ampliem relações com os territórios. 

Leia aqui o edital, se inscrevam, curtam e compartilhem!

Uma boa notícia!

Está no ar o I Prêmio ‘Orçamento, garantia de direitos e combate às desigualdades’, iniciativa da Assecor e da Fundação Tide Setubal, em parceria com organizações da sociedade civil,que visa reconhecer trabalhos e pesquisas que abordam o tema das Finanças Públicas não somente a partir de uma perspectiva da sustentabilidade fiscal, mas também de forma comprometida com o desenvolvimento social do país, o combate às desigualdades de raça, gênero e renda e à garantia de direitos para a população brasileira. A iniciativa é mais uma ação da Assecor para democratizar o debate sobre orçamento público brasileiro.

O prazo para submissão dos trabalhos é 06/03 e serão aceitos trabalhos relacionados a pelo menos um dos seguintes subtemas de interesse:

•  Orçamento público, democracia e garantia de direitos:

• Sistema tributário, dívida pública e política fiscal para a promoção da equidade

•  Novos arranjos financeiros para a implementação de políticas setoriais

  Premiação:

• 1º lugar: R$ 20.000,00

• 2º lugar: R$ 15.000,00

• 3º lugar: R$ 10.000,00

• 4º lugar: R$ 5.000,00

• 5º lugar: R$ 3.000,00

• Até 3 menções honrosas: R$ 2.000,00

Acesse aqui o edital.

HIV/AIDS no Brasil: Dados epidemiológicos.

 

O “Boletim Epidemiológico HIV/Aids”, do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (DCCI/SVS/MS), publicado anualmente, apresenta informações sobre os casos de HIV e de aids no Brasil, regiões, estados e capitais.

Acesse aqui o Boletim Epidemiológico HIV/Aids de 2021, publicado pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde.

Confira aqui os Dados Epidemiológicos de HIV/AIDS no Município de São Paulo. 

Aliança Pró-Saúde da População Negra convoca convoca seus associados e suas associadas à Assembleia Geral Extraordinária.

São Paulo, 02 de janeiro de 2022.

Edital 001/2022

Ref.: Convocação da II Assembleia Geral Extraordinária 

Ficam convocados/as todos/as os/as Associados e Associadas membros da Associação Aliança Pró-Saúde da População Negra, para a II Assembleia Geral Extraordinária dessa instituição, que ocorrerá no dia 27 de janeiro de 2022, às 19h, horário de Brasília. São pautas da assembleia:

  1. Relatório de Desempenho Institucional de 2021
  2. Relatório de Desempenho Financeiro – 2021 e Parecer do Conselho Fiscal
  3. Mensalidade
  4. Planejamento estratégico – 2022
  5. Outros informes e pautas de interesse da Aliança 

A II Assembleia Geral Extraordinária ocorrerá através do aplicativo Google Meet ou outro similar que será amplamente divulgado e disponibilizado através de e-mail, a ser enviado à cada um e cada uma dos associados e associadas que confirmarem presença através do e-mail observatoriopopnegra@gmail.com até o dia 25 de janeiro de 2022, às 0h00, horário de Brasília.

Eventuais justificativas de ausência também devem ser enviadas ao referido e-mail.

Geralda Marfisa – Diretoria Executiva

Mobilize-se!

As mulheres negras e suas famílias são as mais atingidas quando falamos sobre políticas básicas como educação, segurança alimentar e trabalho. Com a pandemia, as iniquidades se agravaram, expondo ainda mais a saúde reprodutiva das mulheres negras trans e cis, e violando o direito delas à saúde.
Não é possível falarmos sobre exercício de direitos reprodutivos dentro de um cenário de graves injustiças raciais e sociais. Precisamos de Justiça Reprodutiva para todes porque, sem justiça e redistribuição, não há exercício pleno de direitos!
Participe desta mobilização de Criola (@ongcriola) em torno do Dia Nacional de Mobilização pró-Saúde da População Negra e conte uma história real para mostrar como o #racismoadoece.

Recomendação de Leitura

Sobre a Presença/Ausência de dolo no crime de Genocídio: uma falsa polêmica ou um verdadeiro acordão?

Autor: Deivison Nkosi

Em meio à apresentação do Relatório da CPI da COVID-19 “a decisão dos Senadores foi a de recuar e isentar o Presidente da República desta responsabilidade. Diante do ocorrido o autor questiona “o que esse recuo nos diz sobre o Brasil, a CPI e o direito criminal”?

Leia o texto completo aqui!

Mobilize-se!

As mulheres negras e suas famílias são as mais atingidas quando falamos sobre políticas básicas como educação, segurança alimentar e trabalho. Com a pandemia, as iniquidades se agravaram, expondo ainda mais a saúde reprodutiva das mulheres negras trans e cis, e violando o direito delas à saúde.
Não é possível falarmos sobre exercício de direitos reprodutivos dentro de um cenário de graves injustiças raciais e sociais. Precisamos de Justiça Reprodutiva para todes porque, sem justiça e redistribuição, não há exercício pleno de direitos!
Participe desta mobilização de Criola (@ongcriola) em torno do Dia Nacional de Mobilização pró-Saúde da População Negra e conte uma história real para mostrar como o #racismoadoece.

21 anos do Fundo Brasil de Direitos Humanos

Com mais de 870 projetos de direitos humanos apoiadas e R$ 32,5 milhões de reais doados a grupos, coletivos e organizações de base de todas as partes do país, o Fundo Brasil completa 15 anos de atuação neste 2021. O vídeo “No Fundo, Eu Sou Você” lembra que direitos humanos são fundamentais para garantir a dignidade e a cidadania de todas as pessoas, sem exceção, e que defender esses direitos é defender todas as formas de existência e a própria democracia. Acompanhe esse debate: https://www.fundobrasil.org.br/

Produtora: Free Birdz

Redação e conceito: Kivitz e Fellipe dos Anjos

Design: Barros Ilustração: Bruno Oliveira

Motion: Guilherme Bento

Trilha e SFX: Wesley Camilo

Locução: Shirlena Marabilis, Rachel Daniel, Kivitz e Wesley Camilo.

Assista o vídeo aqui!

A Aliança realizará nesse mês de Novembro a Oficina sobre Teorias e Prática em saúde da população negra.

Para além da discussão política e os inúmeros argumentos que compõem essa discussão, a saúde da população negra requer a tomada de decisões importantes diante dos casos, quando eles acontecem, na realidade de cada um dos indivíduos.

Tais questões permeiam a relação entre usuários e os profissionais de saúde, de forma colaborativa, sempre atentos aos recursos disponíveis em toda RAS – Rede de Atenção à Saúde, considerando as inúmeras possibilidades presentes no território e na territorialidade de cada indivíduo, tal como nas inúmeras instituições que também compõem tal cena.

A atividade pretende mergulhar a fundo na realidade das unidades, seus territórios e vulnerabilidades, apostando metodologicamente na condução dos passos a serem dados na cena em que o caso acontece, com o envolvimento e atuação conjunta de todos os atores conforme suas competências.

A Oficina da Aliança sobre teorias e práticas em saúde da população negra – um estudo de caso, com a participação do Professor Celso Ricardo Monteiro, acontecerá dia 04 de Novembro de 2021, às 19h30, via Join Zoom Meeting.

Faça sua inscrição em observatoriopopnegra@gmail.com

Sobre o convidado: Cientista Social, Especialista em Saúde Pública com Ênfase em Saúde da Família, pela FMU|FIAM|FAAM; um dos organizadores do livro “Religiões Afro-Brasileiras, Políticas de Saúde e a Resposta à Epidemia de AIDS; consultor da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo na área de articulação com sociedade civil para IST/AIDS e Babalorixá da Sociedade Ketu Àse Igbin de Ouro.

Convocação

São Paulo, 05 agosto de 2021.

Ofício 011/2021

Ref.: Convocação da VIII Reunião da Diretoria Executiva

Ficam convocados/as todos/as os/as Diretores Executivos da Aliança Pró-Saúde da População Negra para IX Reunião da Diretoria Executiva desta Associação. A atividade acontecerá no dia 02 de setembro de 2021, às 19h30. 

São pautas da reunião:

1. Encaminhamentos e pendências da VIII Reunião Ordinária da Diretoria Executiva

2. Monitoramento e Avaliação da Agenda 2020/2023

3. Outros temas de interesse da Aliança

A IX Reunião da Diretoria Executiva ocorrerá através do aplicativo Google Meet ou outro similar que será amplamente divulgado e disponibilizado através de e-mail.

São Paulo, 05 de agosto.

Filipe Couto

Indicação de Leitura

A edição de Janeiro de 2021 da Revista RADIS dedicou-se ao tema “Resposta Afirmativa” apontando para a diversidade no campo das políticas públicas e o funcionamento do sistema de saúde no Brasil.

Leia aqui.

Saúde da População Negra é tema de debate no Dia Mundial da Saúde

A Aliança participou da Plenária Municipal de Saúde. A cada dia da semana de 05 de Abril especialistas discutiram temas relacionados à área de saúde que impactam a vida da população, especialmente neste período em que o Brasil enfrenta o momento mais crítico da pandemia de coronavírus. A programação da Semana Mundial da Saúde foi organizada pelos movimentos sindicais e sociais que atuam em frentes em defesa da saúde.

Em 08 de abril, a plenária discutiu o tema saúde da população negra, sob condução da Aliança. A atividade contou com a presença de: Maiara Souza, Psicóloga e mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP; Sheila Ventura, Assistente Social – Presidente da AProfe (Associação Pro Falcemicos); Geralda Marfisa, Formada em Gestão Pública, integrante do movimento negro dos APNs, Conselheira Gestora da Região Leste Cidade Tiradentes e da Diretoria da Aliança Pró-Saúde da População Negra e, a Iyálorixá Karem D´Osún, fundadora da Aliança Pró-Saúde da População Negra, com mediação de Flip Couto, Diretor Executivo da Aliança Pró Saúde População Negra e idealizador do Coletivo AMEM. Assista aqui:

Vacina já para todes!

 

Neste dia 07 de Abril, data que se comemora o DIA MUNDIAL DA SAÚDE, a Aliança Pró-Saúde da População Negra apresenta o vídeo “Vacina já para todes” com mensagens de seus/suas integrantes, com o intuito de mobilizar e articular a sociedade civil em defesa do Sistema Único de Saúde, a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra em todo o país e a urgência de uma plano nacional de vacinação, considerando a necessidade de promoção da igualdade racial, com equidade nas ações em saúde. No momento em que o país já ultrapassou o número de 330 mil mortes pelo coronavírus, a pandemia que escancarou as desigualdades raciais e sociais, levando-nos a um número maior de mortes na população negra do Brasil, é necessário que o Estado reaja, mudando os rumos de sua condução política-genocida.

A Aliança vem desde 2018 se organizando para o enfrentamento do racismo, mobilizando lideranças de diferentes coletivos negros e organizações, estudantes, pesquisadores, profissionais de saúde e afins, atenta à necessidade de políticas efetivas em atenção à saúde da população negra, no país, no Estado e no município de São Paulo. Venha tecer essa rede conosco!


Site: aliancaprospn.org

Instagram: @aliancaprospn

Facebook: /prosaudepopulacaonegra

E-mail: observatoriopopnegra@gmail.com

Resenha da Aliança – Abril de 2021

Em meio ao Dia Mundial para Eliminação da Discriminação Racial a Aliança mergulhou em sua memória ancestral com vistas a atual conjuntura política desse país. Isso porque, como faz aniversário em abril, junto do Dia Mundial da Saúde, temos lá nossas reivindicações, mas também, muito o que comemorar, sobretudo porque seguimos afetuosamente juntos e a covid nos mostrou que somos capazes de nos reinventar.

Entre as atividades do mês, realizamos o V Encontro da rede pró-saúde da população negra, criada pela Aliança nesse processo que nos cura e nos alimenta. O encontro reúne quinzenalmente suas lideranças e acolhe as pessoas interessadas no tema, que chegam nesse espaço de articulação política, com suas demandas e necessidades sempre muito específicas. Esse é um encontro potente, crescente, que fortalece as pessoas uma vez que elas encontram ali, os seus iguais. Além disso, é um encontro político, em que as pessoas são convidadas ao trabalho e à reflexão, sempre olhando de forma didática para o que temos que fazer na prática, para além das teorias. Ali, por exemplo, conseguimos acolher casos de pessoas em busca de atenção à sua saúde mental frente às violências cotidianas. Foi possível até aqui, acolher e encaminhar determinadas situações em busca de soluções aparentemente fáceis, mas que demandam atenção às demandas e articulação entre nós.

Pretendemos consolidar a rede criada pela Aliança, reconhecendo a importância de diversos saberes, contribuições e atuações políticas, nos microterritórios, razão pela qual, tal encontro classificou essa rede como um espaço potente, de articulação e ajuda mútua, que reúne inúmeras capacidades, entre elas a de readaptação em meio ao cenário pandêmico.

O desafio que está posto é a necessidade de uma rede para promoção dos direitos humanos e atuação comunitária em atenção à saúde da população negra, com atuação abrangente, mobilizadora, política, pedagógica, humanitária, que seja de fato capaz de beneficiar as pessoas diante de suas necessidades em saúde, considerando que aqui entre nós, a saúde não é apenas ausência de doença, mas sim o alcance de todos os bens, recursos e serviços necessários para que elas sejam felizes, inclusive exercendo a sua cidadania. 

Para a consolidação de uma rede é preciso mais que um agrupamento, é preciso o espírito de grupo, objetivos comuns uma vez que as questões individuais precisam ser reelaboradas para que sejam consideradas de todos; estabelecer vínculos e laços, o que facilita muito a atuação conjunta; compromisso com o grupo, mas sobretudo com a causa que nos une; é preciso haver predisposição positiva de todos os integrantes e particularmente daqueles que são chamados para o papel de “facilitadores do processo” já que irão se destacar no grupo, liderando-o em comum acordo com todos os envolvidos, para planejar as estratégias destinadas ao desenvolvimento coletivo, levando o grupo a se concentrar nos objetivos pactuados, promovendo assim a participação cidadã de todos os atores implicados no processo, que deve entre outras, apostar no desenvolvimento das lideranças e suas manifestações políticas cada vez mais qualificadas. Mas para tal, o outro tem que querer, tem que ser parte, tem que estar no centro do debate.

Em tempos pandêmicos, o encontro da rede pró-saúde da população negra, realizado com base no planejamento estratégico da Aliança é um marco importante, porque, diante da total ausência do Estado frente à nossa existência enquanto povo, nós estamos juntos, de mãos dadas, nos organizando dentro de casa, estudando, construindo caminhos, organizando argumentos, nos atualizando, nos fortalecendo em conjunto, entre nós e, acolhendo aos demais, ainda que virtualmente. Por essas e outras, celebramos com alegria o aniversário de três anos da Aliança, mas, esperamos você e sua contribuição no próximo. Venha tecer essa rede conosco!

*Contatos: observatoriopopnegra@gmail.com

Leia no Uol: “A pandemia narrada por um idoso do mal” .

Leia no Uol: “A pandemia narrada por um idoso do mal” .

 “Não sei se nosso narrador entende dessas coisas de coração, afeto, compaixão e solidariedade. Nosso narrador da pandemia, que discursou aos quatro cantos do mundo de que havia um exagero na dimensão e impacto da pandemia…” Acesse aqui o texto completo.

Resenha

A Aliança aproxima-se do terceiro ano de sua fundação. Esse processo reúne pessoas de diferentes matizes e com atuação hiper diversificada: estão ali alguns dos nossos mais velhos, por exemplo. Foram eles os que estiveram “no fronte” durante anos, pavimentando os caminhos pelos quais passamos hoje, para além do campo saúde da população negra, hoje estruturado no país. Soma-se a isso a política de cotas na área de educação; a defesa dos trabalhadores na relação com o Estado; o reconhecimento dos Terreiros como núcleos de promoção da saúde; o direito à moradia digna e água potável; a valorização da cultura africana/afro-brasileira e tantas outras pautas que se fizeram presentes na agenda do movimento negro brasileiro.

Os antecedentes dessa rede, são múltiplos e diversos, tal como todo o seu referencial, que para além da produção científica inclui as lições aprendidas com Edna Muniz, Maria do Carmo Sales Monteiro, Lúcia Xavier, Fernanda Lopes, Jurema Werneck, Fátima de Oliveira e um monte dessas mulheres para quem não dá para dizer “parabéns pelo dia 08 de março” porque seríamos nós os questionados, uma vez que aquela é uma data de luta e que pouco alcança, se alcança as mulheres negras brasileiras. Que bom ter boas referências!

As desigualdades são tantas, que a Aliança nasceu justamente em função delas. Era o Terreiro mobilizado quem na Câmara dos Vereadores questionava seu próprio modelo de articulação e embora excluído de diferentes momentos históricos e por vários setores dessa sociedade racista, compreendia que era fundamental que todos estivéssemos em sintonia, na mesma roda e assim o Xirê nos ensinava que antes de qualquer coisa, era preciso cuidar da nossa casa. Se para as questões de aids, as religiões afro-brasileiras já tinham alicerce estabelecido no município de São Paulo, seria preciso então, mais investimentos por parte de todos e todas nós, para que a nossa agenda política obtivesse incidência sobre a atuação dessas instituições que nos matam todo dia um pouquinho.  

Naquele momento, o monitoramento conjunto, o desenvolvimento e a promoção de ações pró-saúde da população negra eram a razão pela qual, apostávamos em um projeto comum, capaz de dialogar com a realidade encontrada no território de pessoas tão diferentes que se reúnem sobre a marca política contida no termo “população negra”, mas que são diversas e plurais.

Hoje, consolidar uma rede como a Aliança é um desafio intenso, que demanda comprometimento e envolvimento de todos os atores, razão pela qual, o fórum permanente criado em 2018 para a ampliação desse debate, soma-se aos encontros da rede e as demais estratégias de que a Aliança lançou mão ao longo de sua existência.

Diante da importância dessa data, nós, membros da Aliança Pró-Saúde da População Negra, queremos agradecer pelo apoio, dedicação e o aprendizado obtido até aqui, junto de todos os parceiros e todas as parceiras com quem trocamos pelo caminho. Mas queremos vacina, queremos um Ministério Saúde eficiente, que cumpra a lei e os acordos oriundos da reforma sanitária; um governo potente que nos beneficie ao invés de nos matar diariamente; mais que um auxílio emergencial de R$250, queremos políticas sociais que de fato alcancem as pessoas que mais precisam delas; queremos equidade nos processos e decisões relacionados ao desenvolvimento do Brasil atual; queremos respostas às necessidades básicas da população negra brasileira; a condenação as assassinos de Marielle, Anderson e todos aqueles meninos negros vítimas do genocídio impetrado historicamente pelo Estado brasileiro; queremos o sepultamento digno de nossos familiares e o direito de viver bem e com dignidade.

No terceiro ano de fundação da Aliança, comemoramos o fato de que seguimos juntos e juntas até aqui, com a benção de todos os santos e a capacidade instalada entre nós, a partir de nossos ancestrais. No entanto, queremos nesse momento manifestar o nosso repúdio aos atos crimes que marcam a atual história desse país, a começar pelo ataque constante ao SUS e a democracia. Registramos a nossa homenagem e nossos agradecimentos a cada um dos e das profissionais de saúde que estiveram na linha de frente da resposta à pandemia de covid-19 ao longo desse um ano, mas repudiamos a ausência da vacina, a ausência de política em resposta ás questões relacionadas à pandemia, a interrupção da vacinação em determinados Estados, a falta de equidade nesse processo uma vez que a população negra brasileira foi a maior vítima de óbitos e demais perdas em decorrência do coronavírus – e isso inclui o povo quilombola – e o constante uso político de nossa imagem por esse desgoverno, que só faz desmontes, mortes e perdas desde que se entende líder dessa nação chamada Brasil.

Aliança Pró-Saúde da População Negra: observatoriopopnegra@gmail.com

Denuncie!

A Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania de São Paulo está com um canal interativo para receber denúncias por discriminação: HIV/AIDS, Racial, LGBTfobia, Tráfico de Pessoas e Intolerância Religiosa.

A pessoa pode escolher a melhor forma para fazer a denúncia, podendo se manifestar pela Ouvidoria, por e-mail ou eletronicamente clicando na aba “Denúncia Online”.

Uma nova aliança!

O Coletivo VNDI Brasil – Vidas Negras Com Deficiência Importam  é um coletivo de pessoas pretas com deficiência no Brasil, na luta por direitos básicos e fundamentais.

Saiba mais em: https://www.instagram.com/vndi.brasil/

O papel da imprensa e a contribuição das religiões oriundas da velha África.

“A destruição das religiões de matriz afrodescendente é um projeto do capitalismo, pois essas religiões representam um papel importante na cura de qualquer doença de pessoas  negras. Sem essas religiões, a medicina ocidental prevalece. Por ora, podemos notar vários exemplos, muitos países africanos e o Haiti recorrem às religiões e às plantas medicinais como fontes de tratamento do covid-19, constata-se que o cenário nesses países são bem diferentes comparando com outros países que recorrem à metodologia eurocêntrica. A OMS colocou o Haïti como país de referência no tratamento ao covid-19, isso não foi noticiado em jornal internacional de grande circulação. Tu sabes porquê ?? O método que o Haïti está usando não é um método que traz lucro para as sociedades capitalistas”.

Confira a contribuição do Babalorixá e antropólogo Rodney Willian, de Oxóssi, ao Jornal Folha de São Paulo .

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