A pandemia de coronavírus ainda não acabou!

AVALIAÇÃO DAS RESPOSTAS DOS MUNICÍPIOS MAIS AFETADOS PELA COVID-19 A POLÍTICAS PÚBLICAS: SAÚDE, SEGURANÇA ALIMENTAR E VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

Leia o texto na íntegra: https://bit.ly/3f9jeQ9

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pergunta: Qual é a sua cor?

ATENÇÃO: NOVO EDITAL!

Estão abertas as inscrições do edital “Programa de Recuperação Econômica de Pequenos Negócios de Empreendedores(as) Negros(as)”, iniciativa do Fundo Baobá para Equidade Racial em parceria com o Instituto Coca-Cola Brasil, Banco BV e Instituto Votorantim.

O edital irá apoiar pequenos empreendimentos liderados por pessoas negras em comunidades periféricas ou territórios em contexto de vulnerabilidade socioeconômica no país, que tenham pequenos negócios com faturamento de até R$ 6.750,00 (seis mil, setecentos e cinquenta reais) por mês.

As inscrições vão até o dia 20 de dezembro. Não deixe para a última hora.

Para maiores informações, acesse: https://editais.baoba.org.br/recuperacao

Deu no G1

Deu no G1 Dr. Alexandre da Silva é doutor em Saúde Pública pela USP, comenta sobre os desafios do futuro prefeito da capital na área da saúde.

Confira em: https://globoplay.globo.com/v/8999347/

Edital

O 5º ciclo de subsídios da ITF está agora aberto

A ITF tem o prazer de anunciar nosso 5º ciclo de subsídios! Aceitamos inscrições de organizações trans-lideradas com orçamentos abaixo de US $ 150.000, em qualquer região do mundo. O prazo de inscrição é 4 de dezembro de 2020 às 17h ( horário de Brasília / Nova York).

Este ano, a ITF está introduzindo dois tipos de subsídio:

Subsídio SEED (1 ano)

O subsídio SEED é um subsídio geral de 1 ano e / ou projeto para organizações trans-lideradas que nunca foram financiadas pela ITF, ou que preferem se inscrever para este subsídio em vez do Subsídio THRIVE. Os subsídios variam de $ 10.000 a $ 30.000 USD / ano.

Subsídio THRIVE (2 anos)

O subsídio THRIVE é um subsídio de apoio geral de 2 anos SOMENTE para organizações trans que foram anteriormente financiadas pela ITF e estão em dia com suas obrigações. Os subsídios variam de $ 20.000 a $ 40.000 USD / ano (para um total de $ 40.000 – $ 80.000 USD).

Os formulários de inscrição e as diretrizes podem ser baixados de nosso site ( aqui ). Os formulários estão disponíveis em inglês, francês, russo, chinês simplificado e espanhol.

Confira em: https://mailchi.mp/transfund/itfs-5th-grant-cycle-is-now-open?e=282b7325bb

Se você tiver dúvidas, entre em contato com info@transfund.org

Conselho Nacional de Saúde se posiciona contra o Decreto que privatiza Unidades de Saúde

O Presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto, se manifestou contra a arbitrariedade do Decreto 10.530/2020, publicado pelo governo nesta terça (27/10), com a intenção de privatizar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o Brasil. O CNS está avaliando o decreto em sua Câmara Técnica da Atenção Básica (CTAB) para emitir um parecer formal sobre o ocorrido e tomar as devidas providências legais.

“Precisamos fortalecer o SUS contra qualquer tipo de privatização e retirada de direitos”, disse Pigatto.

Assista aqui.

Mobilize-se!

NOSSO MANIFESTO INAUGURAL

Nós, trabalhadores da Atenção Básica da Bahia, do Coletivo + Atenção Básica, nos unimos ao Conselho Nacional de Saúde e demais entidades, em REPÚDIO ao Decreto presidencial N° 10.530, de 26 de outubro de 2020, que dispõe sobre a qualificação da política de fomento ao setor de atenção primária à saúde no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, para fins de elaboração de estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada.

O presidente da república demonstra com essa ação, mais uma vez, desrespeito e afronta à Constituição Federal, sendo o Decreto uma forte ameaça a universalidade do acesso e a garantia do direito à saúde para a população brasileira. O SUS é resultado das lutas empreendidas pelo Movimento Sanitário Brasileiro, estruturando esta que é a MAIOR POLÍTICA PÚBLICA DE SAÚDE DO MUNDO.

Este movimento coletivo milita em favor da construção de uma atenção primária à saúde consistente, resolutiva, de qualidade, integral, equânime, a qual é refletida nas ações de cada trabalhador de saúde. Dessa forma, a atenção primária à saúde deve ser PÚBLICA E DE QUALIDADE PARA TODOS, sem qualquer natureza de distinção. Como imaginar que, no contexto de uma pandemia de tamanha magnitude, pudesse dar lugar no Brasil esse grau de GOLPE ao SUS?

Estamos vivendo o GOLPE do GOLPE, justo na arena que concentra o maior contingente de trabalhadores no Sistema Único de Saúde no país, a atenção básica, como lócus de maior interesse ao lobby neoliberal, que avança cada vez mais sobre as políticas públicas no país.

Nesse contexto de tantos pleitos para candidaturas municipais, cabe a todos/as refletirmos em que medida isso entrará na agenda de luta de cada candidato? É preciso lançar mão de todas as possibilidades de reversão desta trágica medida que afetará não apenas a atenção básica, mas todo o SUS.

É tempo de mobilização para proteção de todas as conquistas do povo brasileiro já alcançadas na atenção básica e no SUS. O que faremos diante de tudo isso? Assistiremos inertes e numa alusão ao baiano Raul Seixas, “esperando a morte chegar”?

NÃO. O MOMENTO É DE UM PROFUNDO LUTO.

Mobilização Pró-Saúde da População Negra.

Em entrevista ao Nexo neste mês de outubro, Dra. Fernanda Lopes do GT Racismo e Saúde da ABRASCO nos conta que “o dia 27 de outubro nunca foi uma data celebrativa, sempre foi uma data de luta em defesa do direito humano à saúde. O dia apresentou diversas inovações desde a sua criação, e esse caráter inovador deve ser retomado”.

Para Maria do Carmo Sales Monteiro, que também compõe o mesmo GT “embora nossa luta seja sempre pela institucionalização, no sentido de promover ações governamentais que atendam às premissas da nossa Constituição cidadã, devemos estar atentos às armadilhas. As ações pelas quais lutamos tendem a ser normatizadas e engessadas nas amarras da instituição, o que não contribui para o enfrentamento do racismo. Novas formas de racismo se entrelaçam na instituição e protocolos não são suficientes para superar uma cultura racista. Conseguir a aprovação de leis antirracistas é uma vitória. Porém, é absolutamente insuficiente”.

Conheça o Nexo e leia aqui a matéria na íntegra.

Anemia Falciforme é tema de debate na mobilização em atenção à saúde da população negra

Sheila Ventura da APROFE participou de debate sobre saúde da população negra durante as atividades da Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra nesse mês de outubro. O evento foi pensado com o objetivo de trazer maior visibilidade ao acometimento da doença Anemia Falciforme através do papel do profissional bibliotecário no apoio a pesquisa junto a profissionais, pesquisadores e estudantes da área da saúde, e a difusão da informação em saúde à toda sociedade, bem como evidenciar o papel da APROFE para as pessoas com anemia falciforme.

Assista em

A Saúde e a Cultura na Cidade Tiradentes: a Aliança convida ao XIX Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo.

A Cidade Tiradentes é um distrito do município de São Paulo, localizado na região leste da cidade, com uma população de mais de 210 mil habitantes. É um dos distritos que apresenta 56% de sua população negra – pretos e pardos.

Quais são os sujeitos que promovem as mudanças estruturais para a população negra neste distrito? Você conhece os aparelhos de saúde seus profissionais, os trabalhadores da cultura da Cidade Tiradentes e Zona Leste? Que histórias trazem a população negra desse distrito?

Para esse diálogo, convidamos Catarina Jesus (Agente Comunitária e Conselheira Gestora de Saúde), Edenilza Martins (Conselheira e Profissional da Saúde) e Anderson Balbino (Diretor da Escola de Samba Estrela Cadente) para nos contarem suas trajetórias e as vitórias e principais desafios que veem em seu território. Para assistir ao Fórum, que será transmitido online.

Inscreva-se no canal da Aliança no Youtube e ative o sininho para acompanhar as nossas atividades.

Novembro: resenha da Aliança.

Nesse final de outubro Flip Couto, Ana Luísa e Geralda Marfisa foram “entronados” para as funções da Diretoria Executiva da Aliança, com a benção de Oxum, tal como os membros do Conselho Fiscal. Para cumprirem com a missão dada por esse coletivo, a Diretoria Executiva definiu uma agenda de trabalho para o bimestre novembro – dezembro, como parte do seu planejamento para 2020/2023.

Para chegar a essa fase das articulações, a Aliança conduziu o Ciclo de Oficinas Temáticas Pré-planejamento ao longo do segundo semestre, discutindo as necessidades de nosso povo e a nossa capacidade de mobilização e atuação política. Ao longo desse período, a Aliança se estruturou, agora olhando para objetivos macros e atuação micro territorial, para identificar, articular e potencializar as boas iniciativas que existem na resposta ao racismo e seu impacto na saúde. entendemos que só um jeito de fazer isso: com os pés no chão de terra, amassando barro, tal como proposto pela filosofia dos Terreiros.

Esse é o momento de definição de prioridades, mas temos a clareza de que uma das estratégias fundamentais a serem mantidas em nossa atuação é o fortalecimento e ampliação dessa rede, que se constituiu desde 2018, a partir do Projeto Xirê, direcionado ao povo de santo e suas tecnologias para prevenção às IST/AIDS. Queremos cada vez mais dialogar com a base, constantemente, com ações concretas, para além do discurso. Parte do nosso esforço será então, para trazer as pessoas para o centro do debate, com um calendário que deve primar pela condução de uma agenda de trabalho contra o racismo e em defesa do SUS. Além do Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo, hoje realizado por via remota, por meio do canal que criamos no YouTube, entre os meses de novembro e dezembro, iremos conversar bastante, quinzenalmente, na reunião da rede, para entre outras coisas fortalecer os laços e os vínculos estabelecidos entre nós e assim, são todes super bem vindes a mais essa etapa da vida!

Queremos contar com a contribuição de todes vocês, sem exceção. Venha tecer essa rede conosco e compor essa mobilização diária em atenção à saúde da população negra.

Prêmio e honra!

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) outorgou à discente egressa da Fiocruz Bahia, Jaqueline Goes, o Prêmio CAPES de Tese 2020, da área de MEDICINA II, pelo Programa de Pós-Graduação em Patologia (PGPAT), curso da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em Ampla Associação com Fiocruz Bahia.

Jaqueline Goes tem graduação em Biomedicina, pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, e obteve o mestrado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PgBSMI), pela Fiocruz Bahia.

A tese intitulada “Vigilância genômica em tempo real de arbovírus emergentes e re-emergentes” foi defendida em 2019, sob orientação do pesquisador da Fiocruz, Luiz Alcântara Jr..  O trabalho é resultado da participação de Jaqueline no projeto Zika in Brazil Real Time Analysis (Zibra).

Os resultados obtidos no estudo foram divulgados em cinco publicações relevantes, sendo duas destas na Nature e Science. A tese de Jaqueline já havia sido agraciada, em 2019, com o Prêmio Gonçalo Moniz de Pós-Graduação, na categoria Egresso – Doutorado (1º lugar), e no XIII Encontro de Pós-Graduação das Áreas de Medicina I, II e III da CAPES, com o Prêmio de Melhor Trabalho de Tese.

Parabéns, Dra Jaqueline!!

Saiba mais https://bit.ly/3jqS0FQ

Indicação de leitura: Indicadores de avaliação e monitoramento da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.

Luís Eduardo Batista, et al.

Resumo

O artigo apresenta a metodologia de construção de um painel de indicadores para monitoramento e avaliação da implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). A metodologia foi desenvolvida em quatro etapas: identificação do cenário, contexto da implementação, indicadores da PNSIPN e validação dos indicadores. Em todas as etapas participaram os proponentes da Política, burocratas de nível de rua, assessores técnicos dos colegiados de representação de gestores, representantes dos movimentos sociais, de associações e fóruns de patologias. Esses atores identificaram e pactuaram os indicadores do painel, categorizados em indicadores de enfrentamento ao racismo; indicadores das condições sociodemográficas segundo sexo, faixa etária e raça/cor; e indicadores de morbidade e mortalidade segundo sexo, faixa etária e raça/cor. O painel de indicadores para o monitoramento e análise da implementação da PNSIPN é viável e pode ser utilizado em nível municipal, estadual e federal, possivelmente subsidiando o processo de implementação e possibilitando o aprimoramento da gestão. A metodologia contribui para identificar indicadores de políticas públicas destinadas à garantia dos direitos humanos, da vigilância de direitos e da advocacy.

Palavras-chave: Políticas Públicas em Saúde; Saúde da População Negra; Avaliação em Saúde; Indicadores de Saúde; Indicadores de Gestão

Leia em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902020000300315&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

AMEFRICANIDADES – POTÊNCIAS NEGRAS NO BRASIL

O Outubro Negro é um ciclo de eventos organizado pelo Coletivo Negro Carolina Maria de Jesus e o Departamento Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da Faculdade de Saúde Pública da USP, com apoio de sua Comissão de Cultura e Extensão. Ocorre anualmente desde 2018 com o objetivo de discutir as condições de vida e saúde da população negra, bem como os efeitos do racismo e a luta antirracista no Brasil.

A edição de 2020 tem como homenageada Lélia Gonzalez (1935-1994), filósofa, antropóloga e ativista social. Serão realizadas mesas de debates, entrevistas (roda preta) e apresentações artísticas, privilegiando-se a participação de mulheres ligadas a diferentes áreas de saber e atuação.

Todas as atividades serão gratuitas e transmitidas pelo canal do Youtube da Faculdade de Saúde da USP, sem necessidade de inscrição prévia.

Dia 1 – 07/10 (quarta-feira)

19h – Mesa: O pensamento e o legado de Lélia Gonzalez

A mesa visa apresentar a trajetória de Lélia Gonzalez, bem como suas contribuições intelectuais e políticas para os estudos raciais e de gênero no Brasil.

Com Elizabeth Viana, socióloga, com mestrado em História Comparada. Cofundadora da Ação Negra de Nilópolis, ex-aluna e pesquisadora da obra e do legado de Lélia Gonzalez.

20h30 – Apresentação artística de abertura: Nega Duda, cantora, referência do samba de roda baiano na capital paulista, dedica-se à preservação da cultura afro-brasileira e dos cantos dos orixás.

Dia 2 – 14/10 (quarta-feira)

19h – Roda Preta: Trajetórias inspiradoras no Brasil

Em formato de entrevista, o encontro focaliza uma trajetória intelectual de destaque no país, no intuito de discutir as relações entre produção de conhecimento e combate ao racismo.

Com Giovana Xavier, historiadora, professora da UFRJ, idealizadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras Visíveis, autora do livro Você pode substituir mulheres negras como objeto de estudo por mulheres negras contando as suas próprias histórias.

Dia 3 – 21/10 (quarta-feira)

19h – Mesa: Travessias literárias afro-diaspóricas

A proposta é refletir sobre os aspectos que envolvem a produção e a circulação dasobras artísticas e intelectuais de autoria negra na diáspora. Com Denise Carrascosa, professora da UFBA e líder do Grupo de Pesquisa Traduzindo no Atlântico Negro; e Dinha (Maria Nilda Mota), pós-doutoranda no IEB-USP, professora da rede pública, escritora e editora da MeParió Revolução.

Dia 4 – 28/10 (quinta-feira)

19h – Roda Preta: Potências negras e Bem Viver

Roda de entrevista sobre saberes, cuidados, potências e formas de bem viver ancestrais. Com Clélia Prestes, psicóloga do Instituto AMMA Psique e Negritude e doutora em Psicologia Social pela USP; e Sueide Kintê, jornalista griô, terapeuta e criadora de conteúdo que dissemina conhecimento acerca de asè, autocuidado e bem viver.

20h30 – Apresentação artística de encerramento: Nara Couto, cantora e dançarina, pesquisadora das culturas africana e afro-brasileira.

Para mais informações: coletivonegrofsp@gmail.com 

Redes sociais: @coletivonegrofsp (Instragram) e Coletivo Negro FSP/USP (Facebook)

Chamada do Fundo Baobá

Seguem abertas, até o dia 12 de outubro, as inscrições da chamada do Fundo Baobá para Equidade Racial, para artigos que subsidiem a filantropia para justiça social, com foco na promoção da equidade racial, considerando os impactos da pandemia da covid-19 para a população negra.

Podem participar especialistas, mestres e doutores com produção acadêmica nas áreas priorizadas pelo Fundo Baobá, como: educação, saúde; população quilombola; juventude negra; racismo religioso; violência de gênero, além de ciência e tecnologia; desenvolvimento econômico; comunicação, arte e memória, violência contra a população LGBTQI+ e violência racial.

Para maiores informações, acesse: https://editais.baoba.org.br/chamada-artigos

Pesquisadora baiana estuda impactos da Covid-19 na população negra


Estudo teve abrangência no Brasil e EUA

“Para a população negra, a pandemia da Covid-19 atualiza os problemas do passado, cujo centro é o racismo em suas diferentes dimensões”. É desta forma que a pesquisadora baiana da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Edna Araújo, junto ao seu grupo de pesquisa, alerta à população para os impactos relacionados ao coronavírus enfrentados pelas pessoas negras. O estudo se tornou um artigo a ser publicado no Brasil e também nos EUA, em parceria com a professora Kia Lilly Caldwell, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, para descrever a experiência de ambos os países em relação aos dados de mortalidade de acordo com a raça, cor e etnia.

Leia em: http://www.fapesb.ba.gov.br/pesquisadora-baiana-estuda-impactos-da-covid-19-na-populacao-negra/

Agora tem atendimento psicológico à população negra e indígena da PUC-SP.

A Clínica Psicológica Ana Maria Poppovic, em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura e Relações Comunitárias (ProCRC), apresenta seu novo serviço: atendimento psicológico à população negra e indígena da PUC-SP.

A finalidade é promover escuta atenta, qualificada, sensível e letrada para o sofrimento psíquico produzido por preconceito, discriminação e racismo que estruturalmente tem se solidificado na sociedade brasileira. Haverá atividades de triagem com acolhimento e grupos terapêuticos.

Saiba mais no #JPUC: bit.ly/3hqW2wW.

Convite do Projeto Xirê

XVI Reunião Técnica de IST/AIDS e Religiões Afro-Brasileiras.

Articulação Politica, diagnóstico situacional e planejamento para a relação entre os Terreiros e o SUS.

Segunda-feira, dia 19 de Outubro, às 14h.

Via remota.

Mais informações: crmonteiro@prefeitura.sp.gov.br

Convite da ANEPS

No dia 26 de Setembro estaremos realizando o VI ENCONTRO NACIONAL DA ANEPS.

Este será um grande momento de debate e FORTALECIMENTO DO SUS.

Para termos um mapeamento dos movimentos e ações de Educação Popular em Saúde (EPS) nos estados, estamos enviando abaixo link para preenchimento do formulário.

Você preenche, clica em ENVIAR e pronto! Já saberemos que você faz parte da grande família da Educação Popular em Saúde!

https://forms.gle/Rao2EfJAHQV9DBKH7

A nossa resenha!

A Aliança elegeu nesse sábado dia 05 de Setembro, a sua diretoria executiva e conselho fiscal.

Há uma aposta dos mais velhos nos mais novos e a definição de rumos políticos no enfrentamento ao racismo e seu impacto na saúde da população negra. Para Arlete Isidoro, da OGBAN, “nossos jovens estão morrendo, estão morrendo por falta de oportunidade e orientação; que a Aliança não fique só no discurso, mas passe para a prática…”

O comunicado oficial, no mesmo dia, nos informava que a I Assembleia Geral Ordinária da Aliança Pró-Saúde da População Negra elegeu por unanimidade, em 05 de Setembro, a sua Diretoria Executiva e Conselho Fiscal, a partir da Chapa “LAÇOS E ALIANÇAS PRETAS” composta por Filipe Martiniano/Diretor Executivo; Ana Luísa Silva/ Secretária Executiva e Geralda Marfisa/Diretora Financeira. Entre os membros do Conselho Fiscal, foram eleitos: Ester Maria Horta, Arnaldo Marcolino e Erly Fernandes.

Para os membros da rede gerada pela Aliança “esse é um ato político, de resistência, em resposta ao estado de negação, particularmente no campo da saúde e em atenção à saúde da população negra. É um ato político porque reagi à branquitude e seus privilégios, com diferentes indivíduos fazendo junto, dividindo o trabalho, carregando o peso do piano, na relação entre nós e os racistas.

As lideranças mergulharam nisso, toparam carregar o peso e estão aí, firmes e fortes no mês em que o Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo comemora seu segundo aniversário.

Flip Couto, diretor eleito comemorou o resultado da eleição na sua página pessoal no Instagram: “Olá a todes, ainda estou digerindo todas as emoções que tivemos nesse sábado. Foi uma felicidade sem fim ouvir os depoimentos, ver as reações e acompanhar a concretização de mais um importante passa nas conquistas em prol da população negra. É uma honra e responsabilidade enorme assumir a diretoria executiva da Aliança Pró-Saúde da População Negra. Faço isso com muita força e felicidade, me fortalecendo sempre com parceiras e parceiros em busca de novas conquistas em prol do nosso povo preto”.

Para José Adão de Oliveira, Cofundador e Coordenador Estadual de Formação do MNU-SP “é mais um sonho que se realiza e merece muitas palmas de efusivo contentamento. Infelizmente vivenciamos momentos de grande destruição de nossas conquistas, por um lado, mas também grandes e corajosas iniciativas construtivas, por outro lado. Então o dia de hoje foi histórico e será anunciado como tal nos grupos do Movimento Negro Unificado-MNU: municipal, estadual e nacional. Desejo, em nome da Coordenação Estadual de Formação do MNU, boa sorte e luz à Diretoria Eleita”.

A nossa aliança em atenção à saúde da população negra

Arlete Isidoro*

“Sou da Associação Ogban e integrante da Aliança Pró-Saúde da População Negra, com muito prazer”.

Quando eu cheguei na Aliança eu percebi que havia um emaranhado de fios, que eram segurados a um núcleo de entidades de jovens que tinham consigo em comum uma garra de fazer e acontecer. E junto com esses jovens estavam alguns veteranos como eu, que traziam no bojo, uma vivência de lutas e conquistas, mas não tínhamos ainda conseguido nos apropriar dessas conquistas.

E eu percebi que o intuito desses jovens era fazer acontecer e isso me deu uma alegria imensa porque era justamente o que eu estava buscando ver concretizado as nossas reivindicações passadas que ainda eram presentes no dia de hoje, e que tinham que ser realizada para que houvesse uma verdadeira ascensão dentro das políticas públicas da população negra.

Esse emaranhado de fios, eram ideias diferentes várias entidades e em alguns momentos ficava difícil de entender, a pessoa que segurava esses fios, o fio condutor, não deixou essas ideias se perderem. De forma muito sabia para que outros tivessem a condição de todos encontrarem o seu caminho, dentro de suas metas.

Assim foi que tivemos muitos e muitos adeptos que conseguiram se manter outros não… se eximindo de qualquer responsabilidade, mas ficaram aqueles que eram fortes, que tinham determinação que queriam realmente fazer alguma coisa. Havia nesse grupo um querer fazer, uma determinação e esse grupo foi se alinhando, se movendo para realização, com o tempo ouve aproximação de ideias, unindo, o lúdico, o acadêmico e as vivência da base. O que enriqueceu muito esse grupo, fez também que crescesse entre eles o respeito à amizade e sobretudo a determinação.

O passado é presente no bem único. Isso fez com que a aliança crescesse forte determinada a prosseguir e alcançar os seus objetivos, na busca da equidade para todos, juntos contra o racismo institucional, contra o extermínio da população negra e pobre. A aliança não tem objetivo de ser apenas vitoriosa e sim fazer vitoriosa toda uma população.

Todo esse conjunto descrito, a adversidade, respeito e amor fizeram a aliança forte na sua construção. Hoje a Aliança está fazendo dois anos e está se constituindo juridicamente, o que é uma grande vitória. Queremos que essa construção siga, que os jovens que darão prosseguimento. Não desistam!

O caminho não vai ficar mais fácil, que a sabedoria da base e a sabedoria acadêmica e o vigor da nova geração, seja propulsor para as novas conquistas de políticas públicas. Aproveitando cada oportunidade para se apropriar de todos os espaços ajudar aqueles que não tem força integrando a juventude na luta. Nossos jovens estão morrendo, estão morrendo por falta de oportunidade e orientação, que a aliança não fique só no discurso, mas passem para a prática, em todos os veículos através de instituições e façam trabalho da saúde integrada, também com os programas que já existem. Sejam fortes!

Sejam vitoriosos, tenham união. Fiquem com Deus!

*OGBAN – Associação Cultural Educacional Assistencial Afro-Brasileira

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