Outubro Negro na USP!

O Outubro Negro é um ciclo de eventos organizado pelo Coletivo Negro Carolina Maria de Jesus e o Departamento Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da Faculdade de Saúde Pública da USP, com apoio de sua Comissão de Cultura e Extensão e do Centro Universitário Maria Antonia da USP. Ocorre anualmente desde 2018 com o objetivo de discutir as condições de vida e saúde da população negra, bem como os efeitos do racismo e a luta antirracista no Brasil.

A edição de 2022 tem como foco os saberes, cuidados e ativismos negros e como homenageada Sueli Carneiro, filósofa e ativista antirracismo.

Todas as atividades são presenciais, gratuitas, abertas a qualquer pessoa interessada e com direito a certificado.

03/10 (segunda-feira) – Auditório Paula Souza (FSP-USP)

17h30 às 18h30 – Apresentação artística de abertura: Sarau Jongado

Com Comunidade Cultural Quilombaque.

19h às 21h – Raça, classe e território: questões para a saúde mental

Com Carlos Vinícius Gomes de Melo (pós-doutorando do Instituto de Psicologia da USP) e Estefânia Ventura (enfermeira do Coletivo Kilombrasa, voltado para a luta antirracista nas práticas do SUS).

13/10 (quinta-feira) – Centro Universitário Maria Antonia 

17h30 às 20h30 –  Minicurso Decolonizando a pesquisa acadêmica: uma perspectiva negra e interseccional

Com Sulamita Rosa, pedagoga e doutoranda em Educação e Ciências Sociais pela USP. 

17/10 (segunda-feira) – Auditório Paula Souza (FSP-USP)

19h às 21h – Palestra Epistemologia de terreiro

Com Sidnei Nogueira, doutor em Semiótica e Linguística Geral pela USP, babalorixá e pensador preto decolonial.

20/10 (quinta-feira) – Centro Universitário Maria Antonia

19h30 às 21h – Roda de conversa Estéticas e imaginários pretos: artes, políticas e saúde

Com Allan da Rosa, escritor, historiador e doutor em Educação pela USP.

24/10 (segunda-feira) – Auditório Paula Souza (FSP-USP)

19h às 21h – Roda preta: Intelectualidade e ativismo de Sueli Carneiro 

Com Sueli Carneiro, filósofa e doutora em Educação pela USP.

Locais: 

Faculdade de Saúde Pública da USP

Av. Dr. Arnaldo 715 (Metrô Clínicas)

Centro Universitário Maria Antonia (USP)

R. Maria Antônia 258/294 (Metrô Higienópolis Mackenzie ou Santa Cecília)

Realização: Coletivo Negro Carolina Maria de Jesus e Departamento Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade

Apoio: Comissão de Cultura e Extensão Universitária (Ccex/FSPUSP) e Centro Universitário Maria Antonia (USP).

É necessário o uso de máscara nas dependências da FSP-USP!

Para mais informações: coletivonegrofsp@gmail.com

Redes sociais: @coletivonegrofsp (Instragram) e Coletivo Negro FSP/USP (Facebook)

Aliança realizará sua III Assembleia Geral Ordinária nesse mês de Outubro. Confira aqui o edital.

O XIII Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra vai dialogar sobre “racismo e saúde da população negra nas eleições de 2022” com Hilton Silva.

Em artigo publicado no NEXO, em Maio do ano corrente, Silva e Monteiro nos informam que “diante da enorme disparidade étnico-racial prevalente no país, é fundamental que os partidos políticos e seus candidatos e candidatas aos governos federal, estaduais e ao legislativo, em suas plataformas e programas de gestão, assumam publicamente o compromisso de lutar contra o racismo institucional e pelo conjunto das políticas e ações afirmativas. É urgente que a sociedade brasileira garanta a efetivação do direito humano à saúde integral, universal e equânime, considerando o impacto da promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças, riscos e agravos transmissíveis e não-transmissíveis na população negra, conforme as diretrizes nacionais estabelecidas pela portaria n. 992/2009/MS e o Estatuto da Igualdade Racial.” 

Para dialogar sobre o tema, o XIII Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra, tem como convidado o Prof. Dr. Hilton Silva. A atividade acontece na quinta-feira, dia 22 de Setembro, às 19h30, na plataforma Zoom Meeting.

Hilton P. Silva é médico e bioantropólogo, membro da Coordenação do GT Racismo e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, da Sessão Temática de Saúde da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) e colaborador da Aliança Pró-Saúde da População Negra.

Mais informações: observatoriopopnegra@gmail.com

Chame os demais e participe!

A epidemia de aids tem outro peso para as pessoas negras vivendo com HIV

A epidemia de HIV reúne reivindicações históricas, acordos, financiamento considerado insuficiente, projetos, políticas e programas que foram alterados ao longo dos anos. O processo histórico nos provoca a reflexão sobre o avanço tecnológico em um cenário mundial, ao mesmo tempo em que as desigualdades assimétricas, entre brancos e negros vão sendo acentuadas.

Aqui, as pessoas vivendo com aids e particularmente as declaradas como negras, experimentam diferentes situações no acesso ao Sistema Único de Saúde no Brasil, embora a epidemia seja considerada epidemiologicamente concentrada entre os jovens gays, de maioria declarada como de cor branca, segundo os dados oficiais. 

A Aliança recebeu na primeira semana de Setembro, o Prof. Dr. Lucas Pereira de Melo, da USP Ribeirão Preto, e ativista da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS durante o XII Encontro da Rede Pró-Saúde, para dialogar sobre “Raça e racismo na experiência de pessoas negras que vivem com HIV/AIDS”. 

O encontro, disponível no Youtube,  pode ser visualizado em  https://youtu.be/QIaQ4P6KdGs

Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra

Outubro está chegando.

A partir do Manifesto em Atenção à Saúde da População Negra no Brasil, publicado em Abril de 2022, queremos ampliar a nossa mobilização em defesa do SUS, com especial atenção para a promoção da equidade enquanto resposta ao racismo e seu impacto na saúde da população negra brasileira.

Propomos uma intensa mobilização pelo país, em meio ao cenário político, com a realização de diferentes ações sincronizadas e diversificadas, sob condução de diferentes organizações, redes e movimentos para o diálogo entre a sociedade civil, intelectuais, gestores e profissionais de saúde, diante da necessária promoção da equidade.

Todas as contribuições são mais que bem-vindas (seminários, webinários, painéis, fóruns, rodas, debates, etc) e para a divulgação de cada uma das atividades, solicitamos que preencham o formulário disponível em https://bit.ly/3QC1BJN informando qual será a sua contribuição.

Indicação de leitura

A crueldade da atual Pnab e do orçamento secreto para a saúde da população negra

Hilton P. Silva*

FOTO: DIEGO VARA/REUTERS

O SUS (Sistema Único de Saúde) tem como princípios fundamentais a universalidade (todos têm direito à saúde), a integralidade (todos têm direito a promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, em todos os níveis de atenção e serviços) e a equidade (todos têm direito a acessar e usar o sistema, sem qualquer tipo de discriminação, preconceito, de acordo com suas necessidades e das suas comunidades). Como disse Sérgio Arouca, um dos seus fundadores, o SUS é um ato civilizatório na história do Brasil.

Porém, desde sua instituição, em 1990, a consolidação do SUS tem enfrentado inúmeros desafios. Os mais recentes são a última versão da Pnab (Política Nacional de Atenção Básica, portaria MS n. 2436/2017), chamada de “Nova Pnab”, a Emenda Constitucional 95, que prevê o congelamento de gastos públicos por 20 anos, o programa Previne Brasil, instituído pela portaria n. 2972/2019, e o chamado orçamento secreto. Todos avançam no processo de desmonte do SUS, na contramão dos princípios constitucionais

Hilton P. Silva é médico e bioantropólogo, docente da UFPA (Universidade Federal do Pará) e da UNB (Universidade de Brasília), membro da Coordenação do GT Racismo e Saúde da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), da Sessão Temática de Saúde da ABPN (Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) ) e colaborador da Aliança Pró-Saúde da População Negra.

*Médico e Bioantropólogo, docente da UFPA (Universidade Federal do Pará) e da UNB (Universidade de Brasília), membro da Coordenação do GT Racismo e Saúde da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), da Sessão Temática de Saúde da ABPN (Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) e colaborador da Aliança Pró-Saúde da População Negra.

Acesse aqui e leia o artigo © 2022 | Todos os direitos deste material são reservados ao NEXO JORNAL LTDA., conforme a Lei nº 9.610/98. A sua publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia é proibida.

Indicação de leitura

“Em busca de uma nova Atenção Primária em Saúde”

A poucos meses de possível virada política, avança esforço para resgatar uma estratégia essencial ao SUS – porém diminuída pelo “teto de gastos”. Seminário da Abrasco revela efeitos devastadores do PNAB, imposta em 2017. 

Questões Climáticas e Saúde da População Negra é uma importante agenda política para o Brasil atual, concluem os participantes do XI Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra.

O racismo tem sido um fator determinante dos modos de nascer, viver e morrer da população negra brasileira, que é a maioria. A promoção da saúde está inserida na perspectiva de modelo de atenção que busca o bem viver.

Dando continuidade às atividades para Mobilização Pró-Saúde da População Negra, o XI Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra recebeu a Professora Angela Brito para dialogar sobre as “Questões climáticas e o impacto do racismo na saúde da população negra”. 

O XI Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra foi gravado e pode ser acessado em duas partes. Na primeira, contextualizamos o tema, analisando o processo histórico. Assista em: https://youtu.be/wq0twNa6MfY 

E na segunda parte do encontro, pudemos dialogar sobre as implicações a ele relacionadas, a partir de uma análise global. Assista em https://youtu.be/e-r04tO7w94

Segue a Mobilização Pró-Saúde da População Negra no país, em defesa do SUS.

A Atenção Primária é um dos temas mais caros ao sistema de saúde no Brasil. É a porta de entrada e ordenadora do cuidado em rede, sempre exaltada, que enfrenta dilemas contínuos oriundos do subfinanciamento do SUS.

Com vínculos precários, telemedicina, diferentes modelos de cuidado, entre outros desafios, a relação da comunidade com a Unidade Básica de Saúde tem sido objeto de grandes debates, documentos e políticas, por vezes marcadas pelas necessidades em saúde e as chamadas inovações tecnológicas que flertam diariamente com os modelos originalmente desiguais de atenção e assistência em saúde.

Para ampliar o debate sobre a qualidade da atenção, o X Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra, por meio da plataforma zoom meeting, acontecerá na próxima quinta-feira, 25 de agosto de 2022, às 19h30, com a participação de Rita Helena Espirito Santo Borret, do GT de Saúde da População Negra/SBMFC – Sociedade Brasileira.

Precisamos nos aquilombar!!!

Atenção Básica e Racismo é o tema do IX Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra

Dia 18 de Agosto, o IX Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra, conduzido pela Aliança, discutirá o tema “Atenção Básica e Racismo: por uma questão de equidade”.


O Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra tem sido um importante espaço de diálogo em atenção à Mobilização Pró-Saúde da População Negra, que concentra uma ampla diversidade de saberes e posturas políticas no campo do enfrentamento ao racismo.
Essa roda virtual será conduzida pelo Babalorixá Celso Ricardo de Oxaguian, e terá como convidados o médico psiquiatra Dr Maicon Nunes, Mestre em Gestão de Políticas Públicas pela FGV, que atua na rede psicossocial da zona leste de São Paulo, militante do MNU e a médica pediatra referência em anemia falciforme, aposentada no Ministério da Saúde, Dra Joice Aragão.
Anote na agenda: dia 18 de agosto, a partir das 19h30. O encontro acontecerá dia 18 de agosto, 19h30, via zoom meeting.

Mais informações: observatoriopopnegra@gmail.com

No mês de Abril, lideranças de movimentos sociais, povo de santo, intelectuais, gestores e profissionais de saúde se reuniram, em busca de equidade no SUS. Você viu?

O manifesto é composto de dois documentos: 

A Carta Aberta à População Brasileira chama atenção da sociedade para a participação popular como um direito constitucional e princípio do SUS, previsto nas leis 8.080 e 8.142 de 1992. Ninguém pode impedir a população de participar do processo de definição e acompanhamento das políticas públicas de saúde, e isso inclui os Conselhos formados em cada uma das unidades de saúde estabelecidas em todo o território nacional.  

A “Carta aos Candidatos às eleições estaduais e federal de 2022” vai mais além: o conjunto dos desafios reúne a ausência de ações, projetos, programas e ações para promoção da equidade em saúde, na maioria dos Estados brasileiros. A pandemia de COVID-19 acentuou esse processo de tal forma que a população negra foi a mais impactada com a crise sanitária. 

Em Maio, diversas organizações e pessoas organizaram-se em todo o território nacional para discutir a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra a partir de suas realidades. Foram inúmeras atividades em todo o país, que envolveram novamente as lideranças de movimentos sociais,  gestores e profissionais de saúde. De uma forma geral, “a Política parece dormir nas gavetas do Estado brasileiro e não é à toa, segundo o projeto genocida que segue em curso nesse país” afirma Ogan Jobison, do Àse Igbin de Ouro. 

A Política Nacional de Atenção à Saúde Integral da População Negra foi implantada pelo Ministério da Saúde em Maio de 2009, pela Portaria 992. No entanto, é preciso mobilização, participação e controle social, tal como o compromisso do Estado brasileiro, em busca da efetividade da política nos Estados e municípios, pois, a condução das ações é de responsabilidade das três instâncias de governo.

Conheça e assine o Manifesto em https://aliancaprospn.org/brasil  

Entre inúmeras atividades o Congresso dos Secretários debateu o tema saúde da população negra no Brasil.

Entre Junho e Julho, a Mobilização ganhou mais fôlego. Várias atividades foram realizadas de forma remota ou presencial, no país todo, envolvendo novamente diferentes atores. 

Foto: ABRASCO

Entre as atividades, destaca-se a  realização do XXXVI Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde/CONASEMS, em Julho, com uma mesa redonda sobre saúde da população negra, que foi coordenada pelo Prof. Dr. Luís Eduardo Batista/GT Racismo e Saúde – ABRASCO.

Leia mais aqui.

Saúde da População Negra em Debate

O debate sobre os Desafios do SUS e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra no Brasil atual marcou o VIII Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra, de forma reflexiva, visto que as pessoas puderam aprofundar o debate sobre suas realidades e a atual conjuntura política.

Com a avaliação da política macro, a não implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e os desafios apresentados ao processo eleitoral de 2022, o historiador Andrey Lemos contribuiu com o debate passeando pelo processo histórico e indicando os caminhos possíveis para o enfrentamento do racismo e seu impacto na saúde pública.

Mesa Redonda Virtual: “Axé, Promoção da Saúde e Cidadania”

By Drica

Na tarde de 17 de agosto de 2022, Mãe Nilce de Iansã (Iyá Egbé do Ilê Omolú e Oxum / São João de Meriti-RJ, Coordenadora da Rede Nacional de Religiões Afro Brasileiras e Saúde), Pai Luciano Costa (Babá Omisilé Ilê Axé Ijexá Omi T’Odé / Arataca-BA, Doutorando em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial UNEB/BA) e Maxwell Lobato (Articulador Político e cultural do Programa no meu bairro tem axé / Olinda-PE, Graduando de serviço social, militante do Movimento Brasil Popular-PE) se reuniram para conversar sobre “Axé, Promoção da Saúde e Cidadania” numa mesa redonda virtual organizada pela Coordenação de Promoção da Saúde/VPAAPS-Fiocruz.

Respeitando a tradição das casas de matriz africana, a roda começou pela experiência militante da juventude de axé. Maxwell trouxe a experiência de organização coletiva do projeto Meu Bairro tem Axé, na Cidade Tabajara em Olinda/PE. A mobilização da juventude axé começou com a organização de um evento de promoção da saúde e cidadania no espaço público do bairro, congregando diferentes terreiros e ampliando o diálogo com a população. Mas, logo, se defrontou com os efeitos do racismo ambiental e as consequências nas populações preta e de axé das emergências climáticas na forma de enchentes e desmoronamentos decorrentes das chuvas intensas. Assim, foi necessário reorganizar e articular esforços para garantir limpeza, alimentos e reconstrução das casas, famílias e vida das pessoas do bairro.

Na sequência, Pai Luciano trouxe uma fala intensa sobre o que é axé e como a saúde só pode ser pensada na integração dos elementos físico, mental e espiritual. Retomando a importância e a memória de muitas lideranças religiosas e políticas das nações de terreiro no Brasil, Pai Luciano transitou da importância de uma agricultura baseada nos conhecimentos dos povos tradicionais – sem agrotóxicos, e da indissociabilidade entre nossa saúde e as águas, a terra, as folhas e os animais até a escuta, acolhimento e práticas religiosas que cuidam da saúde mental e espiritual. Construindo um percurso que se sintetiza na transformação do título da mesa para: “Axé promove saúde e cidadania”, ele salientou a importância da resistência, da defesa de políticas públicas, de romper com a “palavra mal dita” do racismo religioso que mata e de que o povo de terreiro ocupe os espaços de poder e decisão da sociedade.

Mãe Nilce centrou sua participação justamente na importância de que todo o povo de terreiro, independente da nação de pertencimento, se reúna no processo político de transformação da sociedade para romper com o racismo religioso e as violências. Resgatando o compromisso dos povos de axé com os ancestrais que lutaram e resistiram, abrindo os espaços que hoje existem para o povo preto, ela convocou a todos a honrar a tradição de luta pelo protagonismo e pelo direito à voz e à existência mantendo a união e a organização para o enfrentamento do racismo religioso. Mãe Nilce sublinhou que o racismo religioso é determinante social da saúde dos povos de axé, produzindo adoecimento e morte, o que ratifica e torna ainda mais relevante romper com as estruturas que o sustentam na nossa sociedade.

Os convidados ratificaram que as casas das religiões de matriz africana são espaços de acolhimento, aconselhamento, educação e mobilização social de grupos invisibilizados e vulnerabilizados em nossa sociedade, notadamente da população negra, para resistir ao epistemícidio e à necropolítica. Sendo fundamental que tenham protagonismo na mobilização pró saúde da população negra, pró garantia de políticas de saúde, educação, agricultura e proteção social, pró uma sociedade não violenta e que respeite a todos.

Representando a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, a mediadora da mesa, Adriana Castro sublinhou o compromisso institucional com a abertura de espaços para que os povos tradicionais sejam protagonistas do compartilhamento de seus saberes ancestrais e com a luta política pela garantia de direitos. Afinal, não existe promoção da saúde sem uma concepção ampliada de saúde, sem autonomia, sem respeito… Se o candomblé é um projeto de vida, como disse Pai Luciano, promover a saúde é pensar e agir por um projeto de vida e de sociedade inclusivo e menos violento conosco e com o planeta.

Perdeu a Mesa Redonda? Ela está disponível aqui. Confira!

Parceria entre Aliança e ETNS busca mapear boas práticas em resposta ao racismo, com especial atenção para a saúde da população negra em âmbito comunitário.

O atual cenário político desse país tem nos mobilizado diante da necessária garantia de direitos básicos e fundamentais como o sagrado direito à saúde pública, digna e universal. Sabe-se, porém, que para se ter saúde integral, é preciso que as pessoas alcancem os demais recursos e serviços que estão disponíveis pelo sistema, mas sem as inúmeras barreiras de acesso que se relacionam na estrutura. É preciso cada vez mais, que as pessoas tenham acesso à educação, à cultura, esporte e lazer, mas que consigam se alimentar e morar dignamente, em todas as etapas do ciclo de vida, superando as desigualdades e o racismo. 

Estas questões dialogam diariamente com o direito humano à saúde e devem compor o repertório das políticas públicas de uma forma geral, respondendo às necessidades de cada um dos indivíduos em solo brasileiro. Isso inclui a nossa capacidade de atuação conjunta e articulada. 

No caso da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, por exemplo, são múltiplos os entraves de ordem genuinamente política,e assim, é preciso mobilização, articulação, participação popular e controle social das políticas públicas de saúde, fortalecendo o sistema de saúde e sua capacidade instalada em todo o território nacional. Mas, sabe-se, as pessoas têm resistido, reinventando-se, mobilizando-se e proporcionando cuidado e atenção aos mais vulneráveis, apesar da constante ausência do Estado. Para além da saúde, e anteriormente à pandemia, tem muita gente, em diferentes regiões, desenvolvendo ações sociais muito importantes, no campo da educação, da cultura, no enfrentamento à fome e às desigualdades de forma ampla e complexa. no entanto, essas experiências são pouco lembradas, não estão nos anais dos grandes congressos, não possuem subsídios e por vezes não são valorizadas como deveriam.  

Dessa forma, a parceria entre a Aliança Pró-Saúde da População Negra e o Grupo de Pesquisa ETNS/CNPq – UFSCAr ao considerar como central, a existência dessas ações, práticas e projetos comunitários de alta relevância, pretende registrar tais experiências, que são muito importantes para o cuidado coletivo. As experiências devem ser enviadas, impreterivelmente até o dia 20 de Outubro, às 00hs, por meio de formulário eletrônico, que pode ser acessado aqui 

Essa iniciativa, porém, não se destina essencialmente à apresentação de resultados de pesquisas científicas. Embora possa gerar dados passíveis de aprofundamentos e análise pelas(os) pesquisadoras(es) envolvidas(os) o que mais nos interessa diz respeito ao desenvolvimento das ações práticas desenvolvidas em âmbito comunitário, logo, todas as experiências que aqui se encaixam são mais que bem-vindas, porque certamente elas irão documentar ações concretas conduzidas em diferentes cenários e apoiar aos demais na organização de seus trabalhos.  

O ETNS, Grupo de Pesquisa Educação, territórios negros e saúde, criado em 2014 na UFSCar – campus Sorocaba, nasce da articulação entre docentes, estudantes de pós-graduação e graduação, ativistas do movimento negro local. Desde sua origem, tem articulado pesquisa, ensino e extensão no campo da educação das relações étnico-raciais, educação e/ou infância quilombola, racismo e saúde, saúde da população negra. A parceria com a Aliança reforça as ações desenvolvidas pelo grupo de forma engajada, entendendo que a universidade necessariamente precisa assumir seu compromisso social em diálogo com a sociedade.

A Aliança Pró-Saúde da População Negra é uma rede multi e intersetorial, formada por um conjunto de coletivos e pessoas físicas, com atuação contra o racismo em diferentes áreas, orientada por valores africanos e afro-brasileiros, tal como estão expressos em sua logomarca: a junção entre o sagrado pássaro Sankofa e o Baobá, árvore símbolo da ancestralidade. A partir desse lugar, o mapeamento é compreendido como a possibilidade de conhecer, disseminar e reproduzir essas boas práticas comunitárias, que são desenvolvidas em atenção às necessidades das pessoas com maior vulnerabilidade social, em apoio ao avanço comunitário, tendo elas mesmas como protagonistas de suas histórias.

Ester Horta, da Aliança, entende que esta parceria “configura uma brilhante e necessária ação que concretiza a discussão realizada no encontro de “Boas Práticas Comunitárias em Resposta ao Racismo”, promovido pela Aliança em maio deste ano, reunindo com sua moderação, diferentes representantes de coletivos e lideranças comunitárias. Os participantes daquela iniciativa compartilharam as experiências que estão transformando seus territórios. Segundo ela, “depois da realização do evento, o grupo continua suas trocas e a proposta mais acolhida por todes foi justamente a possibilidade do registro de tais práticas. Tal ação também  dialoga com  um dos  princípios da Aliança que é o de produção e compartilhamento de conhecimento, e com o que as mais velhas da Aliança discutiram na Oficina de Educação Permanente, em junho do ano corrente, ocasião em que a Sra Arlete Isidoro, Sr José Adão de Oliveira, Iyá Karem Olaosun e Sr Arnaldo Marcolino, apontaram o quanto é importante o registro para os que vierem; que eles possam resgatar o que já foi feito, refletindo a transversalidade e pluralidade de agentes e suas ações. E, nas palavras de nosso Diretor Executivo, Flip Couto, é importante que ‘celebremos as nossas conquistas coletivas, que celebremos os bons feitos’, e, neste sentido, registrar tais ações é também uma forma de celebrar, de continuar com uma mobilização permanente”. 

Para a Dra. Rosana Batista Monteiro, da UFSCAr, “a realização do mapeamento é uma excelente oportunidade para aprendermos sobre quem organiza as ações e como às desenvolvem, reconhecermos e valorizarmos às ações desenvolvidas, identificarmos possíveis problemas que podem ser dirimidos, compreendermos os desafios cotidianos de construir estratégias de acessar e garantir o direito humano à saúde bem como, às ações que são desenvolvidas quando tal direito é negligenciado pelo Estado.”

A proposta de mapeamento será apresentada publicamente durante o XXIV Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo, que acontece na próxima segunda-feira, dia 01 de agosto, às 19h30, no canal oficial da Aliança Pró-Saúde da População Negra no Youtube.

Nós queremos saúde: pública, digna e de qualidade!

E depois da Ocupação do 13 de Maio, confira aqui a relação das atividades previstas para a Mobilização Pró-Saúde da População Negra no Brasil ao longo do mês de Julho.

01/07/22

Rio de Janeiro – RJ 

17h – Roda de Conversa: O impacto da violência contra a mulher negra na saúde mental.

Convidados(as): Professores, Psicólogos e outros convidados para o debate

Coordenação: Aya Business

Onde: COWORKING PRETO – Rua Evaristo da Veiga, 83.

Mais informações: daisenativiade@gmail.com

04/07/2022

Natal – Rio Grande do Norte

19h – Live: “Eugenia em Evidência”

Convidado: Eustáquio – Projeto Asili/Rita – Movimento Blackmoney/TatT – Movimento Mulheres na Contramão/ Andreia Souza

Transmissão: Instagram @andyesouza Instagram 

Mais informações: ars.meraki@gmail.com

05/07/2022

Porto Alegre – Rio Grande do Sul  

19h – Roda de Conversa: È Deshumano a Saúde da População Negra deveria ser tratada de forma especial específica e direcionada no SUS.

Convidados(as):  Maria José D’Ávila Estudante da UFRGS e Funcionária da Secretaria da Saúde             

Organização: Coletivo Saúde das Mulheres Negras

Transmissão ao vivo: Esefid UFRGS 

Mais informações: mariajoseterapeuta77@gmail.com

06/07/2022

Maceió – Alagoas

Atividade presencial

14h – Roda de conversa (parceria): Estratégias de enfrentamento à pandemia nas comunidades tradicionais e quilombolas.

Coordenação: Guesb(faz parte da Renafro)

Convidada/parceria com o Centro de Formação e Inclusão social Inaê 

07/07/2022

São Paulo/SP

19h30 – V Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra: Manifesto em Atenção à Saúde da População Negra no Brasil.

Organização: Aliança Pró-Saúde da População Negra

Transmissão: Plataforma Zoom

Mais informações: observatoriopopnegra@gmail.com

09/07/2022

Olinda – Pernambuco        

14h – Roda de Conversa: A saúde da mulher negra X Atenção Básica.

Convidados(as): Lindacy Assis/Grupo de Teatro Ifharhada de Art Negra         

Organização: Coletivo de Mulheres Negras de Pernambuco/Associação de Teatro de Olinda.  

Transmissão: Google meet, sede do coletivo de Mulheres Negras-PE

Mais informações: lindacysilvaassis@yahoo.com.br             

09/07/2022

São Paulo – SP

08h30: Roda de Conversa – Presencial: VIVÊNCIA COLETIVA NA LUTA PELA MORADIA

Abertura: James Lino –  Adido Cultural 

Palestrantes: 

Professora Cidinha Raiz.  Ativista e militante dos movimentos negros

Iyá Karem D’Osun, integrante da Aliança Pró-Saúde da População Negra

Rosemary Monteiro – Promotora Popular na área  da violência das mulheres

Alexandra Aparecida da Silva – Assistente  Social, especializada em programas de moradia popular

Cleber  Coutinho – Advogado 

William David d Moura –  Atualmente atua em empreendimentos voltados a moradias sociais

Organização: Ogban – Associação Afro Brasileira e Aliança Pró-Saúde da População Negra.

Local: Rua Benedito Leal, 245 – Artur Alvim , São Paulo. Próximo à  estação metrô de Artur  Alvim. (EVENTO PRESENCIAL)

Mais informações: ogbansabedoria@gmail.com

14/07/2022

São Paulo/SP

19h30 – VI Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra: A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e atual conjuntura política no Brasil.

Organização: Aliança Pró-Saúde da População Negra

Transmissão: Plataforma Zoom

Mais informações: observatoriopopnegra@gmail.com

16/07/2022

São Paulo – SP

16h – Roda de Conversa: Soberania Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana

Coletivo Cultural Acaçá Axé Odô

Mãe Nãna D’Yemanjá – Conselheira Titular do CONSEA Capital SP e Coordenadora da CRSANS Capital SP

Endereço: Rua Moe 438, Vila Ré, São Paulo/Capital.

Mais informações: elinanapaixao@gmail.com

20/07/2022

20h – Live: O quesito raça /cor como variável epidemiológica

Associação de Anemia Falciforme do Estado de São Paulo

Transmissão na página: @aafesp

Mais informações: berenicekikuchi@hotmail.com

21/07/2022

São Paulo/SP

19h30 – VII Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra: Dia das Mulheres Negras da América Latina e do Caribe

Organização: Aliança Pró-Saúde da População Negra

Transmissão: Plataforma Zoom

Mais informações: observatoriopopnegra@gmail.com

21/07/2022

Rio de Janeiro/RJ

19h – Live: Atenção Básica e efetivação da Política Transversal de Saude Negra

Organização: Panapanãs

Convidadas: Conceição da Silva (CNS), Claudia Vitalino (ex- membra da Comissão Nacional Saúde Mental)

Transmissão: Youtube ( Espaço 70)

Mais informações: karlallima.advogada@gmail.com

22/07/2022

Salvador – Bahia

14h – Roda de Conversa: Onde estão os direitos da saúde para esses corpos pretos?            

Convidados: Movimento negro, Associações LGBTQIA, IBADFEM, As Madas.

Organização: Casa Marielle Franco Brasil

Transmissão: Casinha Marielle Franco Brasil (página do Instagram)

Mais informações: casamariellefrancobr@gmail.com 

28/07/2022

Brasília – Distrito Federal

20h – Roda de Conversa: O cenário de eleições e o enfrentamento do racismo na saúde pública

Convidadas: Dra. Noêmia Lima/AME; representante da ANEPS; representantes do CNSM.       

Organização: Ação de Mulheres pela Equidade       

Transmissão: Plataforma zoom

Mais informações: ameequidade@gmail.com 

28/07/2022

Rio de Janeiro RJ

16h – Roda de Conversa: Saúde da População Negra – Caminhos para o enfrentamento do racismo na Saúde Coletiva

Convidados(as): 

Ionara Magalhães, UFRB

Elisa Urbano Pankararu, Departamento de Mulheres da Apoinme

Márcia Alves, FOUFRJ e Ministério da Saúde

Gabriela Silva, ISC/UFBA

João Luís Dornelles Bastos, UFSC

Maria Fernanda Tourinho Peres, USP. 

Moderadores: 

Diana Anunciação, vice-direção ABRASCO/UFRB

Raquel Souzas, GT Racismo e Saúde ABRASCO/UFBA

Organização: Associação Brasileira de Saúde Coletiva/ABRASCO – GT Racismo e Saúde; GT Indígena e Saúde; e GT Violência e Saúde.

Transmissão: https://www.youtube.com/c/TVAbrasco 

Mais informações: diana.anunciacao@ufrb.edu.br

29/07/2022

Cruz das Almas – Bahia

16h – Roda de Conversa: O papel das mulheres negras na implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN)

Mediação: Profa. Dra. Edna Maria Araújo (NUDES/UEFS);  

Convidadas: 

Maria Inês Barbosa

Maria do Carmo Monteiro

Matilde Ribeiro

Damiana Miranda 

Denize Ribeiro (UFRB).

Coordenação:  Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis e Mestrado Profissional de Saúde da População Negra e Indígena  – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; ; Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdades em Saúde da Universidade Estadual de Feira de Santana (NUDES/UEFS); GT Racismo e Saúde ABRASCO; UNILAB, Comitê Técnico Estadual de Saúde da População Negra da Bahia/SESAB; Comunidades Tradicionais de Religião de Matriz Africana; Fórum Nacional de Mulheres Negras – Bahia; Associação HTLVIDA e Fórum Popular de Saúde de Feira de Santana Cruz das Almas/Bahia.

Transmissão: https://www.youtube.com/results?search_query=tv+ufrb 

Mais informações: diana.anunciacao@ufrb.edu.br

30/07/2022

Feira de Santana/Bahia: evento presencial

08h – I Conferência livre, democrática e popular de saúde de Feira de Santana: Em defesa do SUS e do direito à saúde!

Convidado: Enf. Adroaldo Oliveira   

Organização: Fórum Popular de Saúde de Feira de Santana, Apoio Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdades em Saúde (NUDES) e Associação Feirense de Pessoas com Anemia Falciforme (AFDFAL).

Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães: R. Vasco Filho, 15 – Centro, Feira de Santana – BA, 44003-246

Mais informações:  mcsilva@uefs.br

01/08/2022

São Paulo – Youtube

19h: XXIV Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo – Boas Práticas e cuidado Coletivo

Convidado: Profa. Dra. Rosana Batista Monteiro, Coordenadora do ETNS/Universidade Federal de São Carlos – Sorocaba

Organização: Aliança Pró-Saúde da População Negra.

Youtube – canal oficial da Aliança Pró-Saúde da População Negra

Mais informações:  observatoriopopnegra@gmail.com

“Saúde Tem Cura!”

Estreou em 08 de Junho o filme “Saúde tem Cura”, dirigido pelo cineasta das utopias Silvio Tendler, com parceria do Cebes, sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. A peça foi ao ar no canal de Youtube da produtora cinematográfica Caliban. Veja a seguir a nota da produtora:

“Saúde tem Cura”, filme dirigido por Silvio Tendler com o apoio da @oficialfiocruz , aborda a potência e as fragilidades do Sistema Único de Saúde (SUS), o único sistema de saúde do mundo que atende a mais de 190 milhões de pessoas gratuitamente. O filme mostra como era o Brasil antes do SUS, fala da luta para a sua criação, traça um panorama da atualidade e pensa o futuro da saúde pública no Brasil. Conta com depoimentos de profissionais que participaram da sua criação; de médicos como Drauzio Varella, Paulo Niemeyer e Margareth Dalcolmo; de profissionais que atuam no dia a dia do sistema; de representantes da sociedade civil e de usuários. Assista!

Leia, compartilhe e assine você também o Manifesto em Atenção à Saúde da População Negra no Brasil

Compreendemos que “defender o SUS é a única forma de garantir que a saúde seja um direito exercido por todas as pessoas, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, como descrito na Constituição”.

A partir de Elisabete Leite Barbosa, convidamos você a ler, assinar e compartilhar o “Manifesto em Atenção à Saúde da População Negra no Brasil” por um SUS para todos e todas nós!

“O diagnóstico precoce e tratamento adequado levam ao controle da Doença Falciforme” informa o Ministério da Saúde, via Instagram.

Leia, compartilhe e assine você também o Manifesto em Atenção à Saúde da População Negra no Brasil

“É preciso fortalecer, qualificar, inovar, monitorar e avaliar a gestão pública no SUS, contando com a participação dos diferentes setores da sociedade, uma vez que a saúde é também uma questão de cidadania”.

A partir de Ezequiel Coutinho, estudante de medicina da Faculdade de Medicina Santa Marcelina, convidamos você a ler, assinar e compartilhar o “Manifesto em Atenção à Saúde da População Negra no Brasil”, por um SUS para todos e todas nós!

Leia, compartilhe e assine você também o Manifesto em Atenção à Saúde da População Negra no Brasil

Compreendemos como prioridade o fortalecimento do Sistema Único de Saúde no Brasil, para além das demandas apresentadas no contexto da pandemia de COVID-19. Diante do atual cenário, marcado pela constante perda de direitos básicos como o direito à saúde, “é fundamental que, diante do processo eleitoral, os partidos políticos e seus candidatos e candidatas aos governos federal, estaduais e ao legislativo, em suas plataformas e programas de governo, assumam o compromisso de lutar contra o racismo institucional, que caracteriza as organizações do Estado.”

A partir de Paulo Paim, convidamos você a ler, assinar e compartilhar o “Manifesto em Atenção à Saúde da População Negra no Brasil”, por um SUS para todos e todas nós!

Você é um/uma dos articuladores/articuladoras com atuação em defesa da saúde da população negra no Brasil?

Ao considerar o atual cenário político brasileiro, a publicação do Manifesto em Atenção à Saúde da População Negra no Brasil tem ampliado a busca por ampla mobilização entre lideranças de movimentos sociais, intelectuais, gestores, profissionais de saúde e demais interessados nessa agenda política tão importante. Queremos conectar as pessoas e suas experiências, ampliar as nossas articulações políticas nos Estados e municípios, tecer as redes e parcerias possíveis, fortalecendo assim o debate em âmbito local.

Você está convidado(a) a compor o Mapa dos Articuladores Políticos em Saúde da População Negra, preenchendo o presente formulário. Solicitamos também, o seu apoio para que esse mapeamento possa alcançar os demais, pois, é fundamental que possamos seguir juntos em meio a esse processo. Esse mapa deve gerar uma síntese, com informações de interesse público e quando ele estiver pronto, teremos a oportunidade de ver juntos, a sua primeira versão.

Com base na LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (03/maio/2021), compreendemos que “todo cidadão deve ser soberano quanto às próprias informações pessoais, por isso precisa ser o protagonista quanto ao uso dos seus dados”, razão pela qual, nos comprometemos em preservar o direito constitucional à sua liberdade e privacidade, inclusive no que se refere aos meios digitais.

Preencha aqui o formulário e faça parte desse processo em defesa do SUS!

Organize a sua atividade e participe você também da Mobilização Pró-Saúde da População Negra no Brasil

Com a publicação do Manifesto em abril de 2022, e a Ocupação do 13 de maio em Atenção à Saúde da População Negra no Brasil, queremos ampliar a nossa mobilização em defesa do Sistema Único de Saúde, com especial atenção para a promoção da equidade enquanto resposta o racismo e seu impacto na saúde da população negra brasileira.

Queremos dialogar com as redes, núcleos, coletivos e demais organizações para tratarmos de agenda conjunta, pois, todas as oportunidades para a defesa de um sistema público de saúde, forte, universal, com equidade, integralidade e gestão participativa na conjuntura em que estamos, são mais que bem-vindas. Uma de nossas estratégias tem sido a busca pelo diálogo com as autoridades políticas, e entre elas, os candidatos às eleições de 2022, porque é preciso que os planos de governo acolham as nossas necessidades em saúde, tal como todas as outras.

Desejamos uma mobilização que seja intensa, envolvente e que nos leve ao alcance de tais objetivos. Dessa forma, queremos incluir a discussão sobre a Política Nacional de Saúde da População Negra nos debates que virão, ao longo do mês de julho (por exemplo, associadas ao Dia das Mulheres Negras da América Latina e do Caribe). Então, queremos convidar você e sua rede a participar de mais essa etapa do processo, organizando a sua atividade para a “Mobilização Pró-Saúde da População Negra em Defesa do SUS” para que a gente possa articulados, preenchendo o formulário direcionado disponível aqui.

A Aliança realiza nesse final de Maio o IV Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra de 2022

Com atuação comunitária em atenção à saúde da população negra, mobilização, participação popular, avaliação, monitoramento e controle social das políticas públicas de saúde, com especial atenção para o enfrentamento do racismo, preconceito, discriminação racial, xenofobia e intolerâncias correlatas, no universo da saúde da população negra, a Aliança Pró-Saúde da População Negra tem buscado intensificar o debate à luz das políticas pró-equidade.

Diante disso, convidamos você e seus pares ao IV Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra, destinado ao debate sobre “Boas práticas comunitárias e cuidado coletivo.”

Queremos dialogar sobre o cuidado ofertado pela comunidade e o desenvolvimento de suas ações políticas no cenário atual, com vistas ao futuro. A atividade acontece de forma remota, na próxima quinta-feira, dia 26 de novembro de 2022, 19h30, via Zoom Meeting.

Mais informações: observatoriopopnegra@gmail.com

Participe e mobilize os demais!

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