Prêmio e honra!

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) outorgou à discente egressa da Fiocruz Bahia, Jaqueline Goes, o Prêmio CAPES de Tese 2020, da área de MEDICINA II, pelo Programa de Pós-Graduação em Patologia (PGPAT), curso da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em Ampla Associação com Fiocruz Bahia.

Jaqueline Goes tem graduação em Biomedicina, pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, e obteve o mestrado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PgBSMI), pela Fiocruz Bahia.

A tese intitulada “Vigilância genômica em tempo real de arbovírus emergentes e re-emergentes” foi defendida em 2019, sob orientação do pesquisador da Fiocruz, Luiz Alcântara Jr..  O trabalho é resultado da participação de Jaqueline no projeto Zika in Brazil Real Time Analysis (Zibra).

Os resultados obtidos no estudo foram divulgados em cinco publicações relevantes, sendo duas destas na Nature e Science. A tese de Jaqueline já havia sido agraciada, em 2019, com o Prêmio Gonçalo Moniz de Pós-Graduação, na categoria Egresso – Doutorado (1º lugar), e no XIII Encontro de Pós-Graduação das Áreas de Medicina I, II e III da CAPES, com o Prêmio de Melhor Trabalho de Tese.

Parabéns, Dra Jaqueline!!

Saiba mais https://bit.ly/3jqS0FQ

Indicação de leitura: Indicadores de avaliação e monitoramento da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.

Luís Eduardo Batista, et al.

Resumo

O artigo apresenta a metodologia de construção de um painel de indicadores para monitoramento e avaliação da implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). A metodologia foi desenvolvida em quatro etapas: identificação do cenário, contexto da implementação, indicadores da PNSIPN e validação dos indicadores. Em todas as etapas participaram os proponentes da Política, burocratas de nível de rua, assessores técnicos dos colegiados de representação de gestores, representantes dos movimentos sociais, de associações e fóruns de patologias. Esses atores identificaram e pactuaram os indicadores do painel, categorizados em indicadores de enfrentamento ao racismo; indicadores das condições sociodemográficas segundo sexo, faixa etária e raça/cor; e indicadores de morbidade e mortalidade segundo sexo, faixa etária e raça/cor. O painel de indicadores para o monitoramento e análise da implementação da PNSIPN é viável e pode ser utilizado em nível municipal, estadual e federal, possivelmente subsidiando o processo de implementação e possibilitando o aprimoramento da gestão. A metodologia contribui para identificar indicadores de políticas públicas destinadas à garantia dos direitos humanos, da vigilância de direitos e da advocacy.

Palavras-chave: Políticas Públicas em Saúde; Saúde da População Negra; Avaliação em Saúde; Indicadores de Saúde; Indicadores de Gestão

Leia em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902020000300315&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

AMEFRICANIDADES – POTÊNCIAS NEGRAS NO BRASIL

O Outubro Negro é um ciclo de eventos organizado pelo Coletivo Negro Carolina Maria de Jesus e o Departamento Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da Faculdade de Saúde Pública da USP, com apoio de sua Comissão de Cultura e Extensão. Ocorre anualmente desde 2018 com o objetivo de discutir as condições de vida e saúde da população negra, bem como os efeitos do racismo e a luta antirracista no Brasil.

A edição de 2020 tem como homenageada Lélia Gonzalez (1935-1994), filósofa, antropóloga e ativista social. Serão realizadas mesas de debates, entrevistas (roda preta) e apresentações artísticas, privilegiando-se a participação de mulheres ligadas a diferentes áreas de saber e atuação.

Todas as atividades serão gratuitas e transmitidas pelo canal do Youtube da Faculdade de Saúde da USP, sem necessidade de inscrição prévia.

Dia 1 – 07/10 (quarta-feira)

19h – Mesa: O pensamento e o legado de Lélia Gonzalez

A mesa visa apresentar a trajetória de Lélia Gonzalez, bem como suas contribuições intelectuais e políticas para os estudos raciais e de gênero no Brasil.

Com Elizabeth Viana, socióloga, com mestrado em História Comparada. Cofundadora da Ação Negra de Nilópolis, ex-aluna e pesquisadora da obra e do legado de Lélia Gonzalez.

20h30 – Apresentação artística de abertura: Nega Duda, cantora, referência do samba de roda baiano na capital paulista, dedica-se à preservação da cultura afro-brasileira e dos cantos dos orixás.

Dia 2 – 14/10 (quarta-feira)

19h – Roda Preta: Trajetórias inspiradoras no Brasil

Em formato de entrevista, o encontro focaliza uma trajetória intelectual de destaque no país, no intuito de discutir as relações entre produção de conhecimento e combate ao racismo.

Com Giovana Xavier, historiadora, professora da UFRJ, idealizadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras Visíveis, autora do livro Você pode substituir mulheres negras como objeto de estudo por mulheres negras contando as suas próprias histórias.

Dia 3 – 21/10 (quarta-feira)

19h – Mesa: Travessias literárias afro-diaspóricas

A proposta é refletir sobre os aspectos que envolvem a produção e a circulação dasobras artísticas e intelectuais de autoria negra na diáspora. Com Denise Carrascosa, professora da UFBA e líder do Grupo de Pesquisa Traduzindo no Atlântico Negro; e Dinha (Maria Nilda Mota), pós-doutoranda no IEB-USP, professora da rede pública, escritora e editora da MeParió Revolução.

Dia 4 – 28/10 (quinta-feira)

19h – Roda Preta: Potências negras e Bem Viver

Roda de entrevista sobre saberes, cuidados, potências e formas de bem viver ancestrais. Com Clélia Prestes, psicóloga do Instituto AMMA Psique e Negritude e doutora em Psicologia Social pela USP; e Sueide Kintê, jornalista griô, terapeuta e criadora de conteúdo que dissemina conhecimento acerca de asè, autocuidado e bem viver.

20h30 – Apresentação artística de encerramento: Nara Couto, cantora e dançarina, pesquisadora das culturas africana e afro-brasileira.

Para mais informações: coletivonegrofsp@gmail.com 

Redes sociais: @coletivonegrofsp (Instragram) e Coletivo Negro FSP/USP (Facebook)

Oi, eu sou Sistema Único de Saúde!

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DEFENDA O SUS ✊🏿❤️💛 Oi eu sou o SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE o SUS Estou presente constantemente na sua vida… Você se lembra quando tomou vacinas no posto de saúde? Se acidentou e precisou do SAMU? Qdo um familiar adquiriu uma doença com necessidade de usar uma medicação muito cara… Ah você sabia tbm… que todos os profissionais de saúde que já te atenderam foram treinados em estágios – em sua maioria dentro do SUS?! Viu só??? Então agora que me apresentei… Preciso te conhecer melhor; Para que eu possa te ajudar. Mas… para isso eu preciso que você se apresente para mim – preenchendo esse formulário do sistema único de saúde – o SUS… leva apenas alguns minutinhos e assim podemos ter uma grande parceria juntos. Posso contar com você?! ✏️ equipe ✊🏿💛 Você sabe para que serve o cadastro no SUS? O cadastro é importante porque ajuda no planejamento dos serviços de saúde, no dimensionamento dos recursos e auxilia no acompanhamento das pessoas sob responsabilidade das equipes de saúde. Manter todos os dados atualizados, incluindo o endereço e telefones, é fundamental, pois facilita a localização e a busca ativa do cidadão na hora de avisar sobre exames e consultas, calendário de vacinas ou mesmo na hora de identificar alguma possível doença transmissível. Faça o seu cadastro! O link está na bio! Dúvidas: cadastrosuscentral@gmail.com 🎥 @mpaula.andrade 📝 Ramíla Moura Vídeo @lipeduq #sus #defendaosus #saude #sus #defendaosus

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A nossa resenha!

A Aliança elegeu nesse sábado dia 05 de Setembro, a sua diretoria executiva e conselho fiscal.

Há uma aposta dos mais velhos nos mais novos e a definição de rumos políticos no enfrentamento ao racismo e seu impacto na saúde da população negra. Para Arlete Isidoro, da OGBAN, “nossos jovens estão morrendo, estão morrendo por falta de oportunidade e orientação; que a Aliança não fique só no discurso, mas passe para a prática…”

O comunicado oficial, no mesmo dia, nos informava que a I Assembleia Geral Ordinária da Aliança Pró-Saúde da População Negra elegeu por unanimidade, em 05 de Setembro, a sua Diretoria Executiva e Conselho Fiscal, a partir da Chapa “LAÇOS E ALIANÇAS PRETAS” composta por Filipe Martiniano/Diretor Executivo; Ana Luísa Silva/ Secretária Executiva e Geralda Marfisa/Diretora Financeira. Entre os membros do Conselho Fiscal, foram eleitos: Ester Maria Horta, Arnaldo Marcolino e Erly Fernandes.

Para os membros da rede gerada pela Aliança “esse é um ato político, de resistência, em resposta ao estado de negação, particularmente no campo da saúde e em atenção à saúde da população negra. É um ato político porque reagi à branquitude e seus privilégios, com diferentes indivíduos fazendo junto, dividindo o trabalho, carregando o peso do piano, na relação entre nós e os racistas.

As lideranças mergulharam nisso, toparam carregar o peso e estão aí, firmes e fortes no mês em que o Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo comemora seu segundo aniversário.

Flip Couto, diretor eleito comemorou o resultado da eleição na sua página pessoal no Instagram: “Olá a todes, ainda estou digerindo todas as emoções que tivemos nesse sábado. Foi uma felicidade sem fim ouvir os depoimentos, ver as reações e acompanhar a concretização de mais um importante passa nas conquistas em prol da população negra. É uma honra e responsabilidade enorme assumir a diretoria executiva da Aliança Pró-Saúde da População Negra. Faço isso com muita força e felicidade, me fortalecendo sempre com parceiras e parceiros em busca de novas conquistas em prol do nosso povo preto”.

Para José Adão de Oliveira, Cofundador e Coordenador Estadual de Formação do MNU-SP “é mais um sonho que se realiza e merece muitas palmas de efusivo contentamento. Infelizmente vivenciamos momentos de grande destruição de nossas conquistas, por um lado, mas também grandes e corajosas iniciativas construtivas, por outro lado. Então o dia de hoje foi histórico e será anunciado como tal nos grupos do Movimento Negro Unificado-MNU: municipal, estadual e nacional. Desejo, em nome da Coordenação Estadual de Formação do MNU, boa sorte e luz à Diretoria Eleita”.

A nossa aliança em atenção à saúde da população negra

Arlete Isidoro*

“Sou da Associação Ogban e integrante da Aliança Pró-Saúde da População Negra, com muito prazer”.

Quando eu cheguei na Aliança eu percebi que havia um emaranhado de fios, que eram segurados a um núcleo de entidades de jovens que tinham consigo em comum uma garra de fazer e acontecer. E junto com esses jovens estavam alguns veteranos como eu, que traziam no bojo, uma vivência de lutas e conquistas, mas não tínhamos ainda conseguido nos apropriar dessas conquistas.

E eu percebi que o intuito desses jovens era fazer acontecer e isso me deu uma alegria imensa porque era justamente o que eu estava buscando ver concretizado as nossas reivindicações passadas que ainda eram presentes no dia de hoje, e que tinham que ser realizada para que houvesse uma verdadeira ascensão dentro das políticas públicas da população negra.

Esse emaranhado de fios, eram ideias diferentes várias entidades e em alguns momentos ficava difícil de entender, a pessoa que segurava esses fios, o fio condutor, não deixou essas ideias se perderem. De forma muito sabia para que outros tivessem a condição de todos encontrarem o seu caminho, dentro de suas metas.

Assim foi que tivemos muitos e muitos adeptos que conseguiram se manter outros não… se eximindo de qualquer responsabilidade, mas ficaram aqueles que eram fortes, que tinham determinação que queriam realmente fazer alguma coisa. Havia nesse grupo um querer fazer, uma determinação e esse grupo foi se alinhando, se movendo para realização, com o tempo ouve aproximação de ideias, unindo, o lúdico, o acadêmico e as vivência da base. O que enriqueceu muito esse grupo, fez também que crescesse entre eles o respeito à amizade e sobretudo a determinação.

O passado é presente no bem único. Isso fez com que a aliança crescesse forte determinada a prosseguir e alcançar os seus objetivos, na busca da equidade para todos, juntos contra o racismo institucional, contra o extermínio da população negra e pobre. A aliança não tem objetivo de ser apenas vitoriosa e sim fazer vitoriosa toda uma população.

Todo esse conjunto descrito, a adversidade, respeito e amor fizeram a aliança forte na sua construção. Hoje a Aliança está fazendo dois anos e está se constituindo juridicamente, o que é uma grande vitória. Queremos que essa construção siga, que os jovens que darão prosseguimento. Não desistam!

O caminho não vai ficar mais fácil, que a sabedoria da base e a sabedoria acadêmica e o vigor da nova geração, seja propulsor para as novas conquistas de políticas públicas. Aproveitando cada oportunidade para se apropriar de todos os espaços ajudar aqueles que não tem força integrando a juventude na luta. Nossos jovens estão morrendo, estão morrendo por falta de oportunidade e orientação, que a aliança não fique só no discurso, mas passem para a prática, em todos os veículos através de instituições e façam trabalho da saúde integrada, também com os programas que já existem. Sejam fortes!

Sejam vitoriosos, tenham união. Fiquem com Deus!

*OGBAN – Associação Cultural Educacional Assistencial Afro-Brasileira