Lideranças da sociedade civil da Cidade Tiradentes se reuniram para pautarem estratégias de rearticulação do Fórum do Idoso no território.

No último dia 17 de setembro de 2021, aconteceu Reunião Presencial no Auditório do CEU ÁGUA AZUL em Tiradentes reunindo Lideranças, principalmente representantes do segmento idoso do território. Nesta primeira reunião presencial estiveram presentes representantes da Sociedade Civil que participam ativamente do Núcleo de Convivência do Idoso (NCI), majoritariamente, mulheres negras, além de significativa participação de idosos/as participantes de diferentes religiões, inicialmente o objetivo central foi aglutinar os debates das representações e, todos/as mostraram-se interessados/as em aproximarem-se das discussões que dialoguem com as bandeiras de luta na ampla defesa do diálogo coletivo cuja pauta central seja a imediata rearticulação do Fórum do Idoso no território. 

O encontro presencial ocorreu após realização de duas reuniões que ocorreram remotamente (Plataforma Virtual) nos meses de junho e agosto ao qual, no primeiro momento, foi possível obter um parâmetro das principais questões que envolvem direta e indiretamente os/as idosos/as que vivem no território, sobretudo, considerando o estado de calamidade pública frente ao contexto da pandemia mundial do coronavírus (Covid19).

Na oportunidade foi reafirmado a importância de espaços que possibilitem efetivamente a participação e controle social frente ao adensamento da questão social que tem aprofundado as desigualdades sociais. Apontando ainda a importância de fortalecer os coletivos/ grupos/ movimentos para que seja possível ocupar os espaços de decisões na perspectiva de ampliar as estratégias de luta.

O encontro ocorreu em diálogo com o Grande Conselho Municipal do Idoso que tem se colocado à disposição para fortalecer as ações a serem realizadas no território. Ficando em evidência a urgência da necessidade de rearticulação do Fórum do Idoso com ampla participação de representações do território a partir do entendimento que o mesmo já está desarticulado há pouco mais de dois anos.

Demos início a esse movimento e, desse modo, convidamos cada um/uma a juntar-se a nós e fortalecer essa pauta tão urgente e necessária no tempo presente.

Esse primeiro momento foi imbuído de boas energias e grande expectativa, finalizando com a arte, muita música e animação. Participem! 

Acompanhe as datas dos próximos encontros nas Redes Sociais de nossos parceiros e apoiadores. 

ATENÇÃO: É importante salientar que o encontro ocorreu na modalidade presencial respeitando e seguindo todas as orientações dos órgãos de Vigilância Sanitária e Legislação Vigente frente ao contexto da Pandemia do Covid19.

Confira abaixo alguns registros desse profícuo encontro.

Saúde da População Negra é tema de debate no Dia Mundial da Saúde

A Aliança participou da Plenária Municipal de Saúde. A cada dia da semana de 05 de Abril especialistas discutiram temas relacionados à área de saúde que impactam a vida da população, especialmente neste período em que o Brasil enfrenta o momento mais crítico da pandemia de coronavírus. A programação da Semana Mundial da Saúde foi organizada pelos movimentos sindicais e sociais que atuam em frentes em defesa da saúde.

Em 08 de abril, a plenária discutiu o tema saúde da população negra, sob condução da Aliança. A atividade contou com a presença de: Maiara Souza, Psicóloga e mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP; Sheila Ventura, Assistente Social – Presidente da AProfe (Associação Pro Falcemicos); Geralda Marfisa, Formada em Gestão Pública, integrante do movimento negro dos APNs, Conselheira Gestora da Região Leste Cidade Tiradentes e da Diretoria da Aliança Pró-Saúde da População Negra e, a Iyálorixá Karem D´Osún, fundadora da Aliança Pró-Saúde da População Negra, com mediação de Flip Couto, Diretor Executivo da Aliança Pró Saúde População Negra e idealizador do Coletivo AMEM. Assista aqui:

Vacina já para todes!

 

Neste dia 07 de Abril, data que se comemora o DIA MUNDIAL DA SAÚDE, a Aliança Pró-Saúde da População Negra apresenta o vídeo “Vacina já para todes” com mensagens de seus/suas integrantes, com o intuito de mobilizar e articular a sociedade civil em defesa do Sistema Único de Saúde, a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra em todo o país e a urgência de uma plano nacional de vacinação, considerando a necessidade de promoção da igualdade racial, com equidade nas ações em saúde. No momento em que o país já ultrapassou o número de 330 mil mortes pelo coronavírus, a pandemia que escancarou as desigualdades raciais e sociais, levando-nos a um número maior de mortes na população negra do Brasil, é necessário que o Estado reaja, mudando os rumos de sua condução política-genocida.

A Aliança vem desde 2018 se organizando para o enfrentamento do racismo, mobilizando lideranças de diferentes coletivos negros e organizações, estudantes, pesquisadores, profissionais de saúde e afins, atenta à necessidade de políticas efetivas em atenção à saúde da população negra, no país, no Estado e no município de São Paulo. Venha tecer essa rede conosco!


Site: aliancaprospn.org

Instagram: @aliancaprospn

Facebook: /prosaudepopulacaonegra

E-mail: observatoriopopnegra@gmail.com

Resenha

A Aliança aproxima-se do terceiro ano de sua fundação. Esse processo reúne pessoas de diferentes matizes e com atuação hiper diversificada: estão ali alguns dos nossos mais velhos, por exemplo. Foram eles os que estiveram “no fronte” durante anos, pavimentando os caminhos pelos quais passamos hoje, para além do campo saúde da população negra, hoje estruturado no país. Soma-se a isso a política de cotas na área de educação; a defesa dos trabalhadores na relação com o Estado; o reconhecimento dos Terreiros como núcleos de promoção da saúde; o direito à moradia digna e água potável; a valorização da cultura africana/afro-brasileira e tantas outras pautas que se fizeram presentes na agenda do movimento negro brasileiro.

Os antecedentes dessa rede, são múltiplos e diversos, tal como todo o seu referencial, que para além da produção científica inclui as lições aprendidas com Edna Muniz, Maria do Carmo Sales Monteiro, Lúcia Xavier, Fernanda Lopes, Jurema Werneck, Fátima de Oliveira e um monte dessas mulheres para quem não dá para dizer “parabéns pelo dia 08 de março” porque seríamos nós os questionados, uma vez que aquela é uma data de luta e que pouco alcança, se alcança as mulheres negras brasileiras. Que bom ter boas referências!

As desigualdades são tantas, que a Aliança nasceu justamente em função delas. Era o Terreiro mobilizado quem na Câmara dos Vereadores questionava seu próprio modelo de articulação e embora excluído de diferentes momentos históricos e por vários setores dessa sociedade racista, compreendia que era fundamental que todos estivéssemos em sintonia, na mesma roda e assim o Xirê nos ensinava que antes de qualquer coisa, era preciso cuidar da nossa casa. Se para as questões de aids, as religiões afro-brasileiras já tinham alicerce estabelecido no município de São Paulo, seria preciso então, mais investimentos por parte de todos e todas nós, para que a nossa agenda política obtivesse incidência sobre a atuação dessas instituições que nos matam todo dia um pouquinho.  

Naquele momento, o monitoramento conjunto, o desenvolvimento e a promoção de ações pró-saúde da população negra eram a razão pela qual, apostávamos em um projeto comum, capaz de dialogar com a realidade encontrada no território de pessoas tão diferentes que se reúnem sobre a marca política contida no termo “população negra”, mas que são diversas e plurais.

Hoje, consolidar uma rede como a Aliança é um desafio intenso, que demanda comprometimento e envolvimento de todos os atores, razão pela qual, o fórum permanente criado em 2018 para a ampliação desse debate, soma-se aos encontros da rede e as demais estratégias de que a Aliança lançou mão ao longo de sua existência.

Diante da importância dessa data, nós, membros da Aliança Pró-Saúde da População Negra, queremos agradecer pelo apoio, dedicação e o aprendizado obtido até aqui, junto de todos os parceiros e todas as parceiras com quem trocamos pelo caminho. Mas queremos vacina, queremos um Ministério Saúde eficiente, que cumpra a lei e os acordos oriundos da reforma sanitária; um governo potente que nos beneficie ao invés de nos matar diariamente; mais que um auxílio emergencial de R$250, queremos políticas sociais que de fato alcancem as pessoas que mais precisam delas; queremos equidade nos processos e decisões relacionados ao desenvolvimento do Brasil atual; queremos respostas às necessidades básicas da população negra brasileira; a condenação as assassinos de Marielle, Anderson e todos aqueles meninos negros vítimas do genocídio impetrado historicamente pelo Estado brasileiro; queremos o sepultamento digno de nossos familiares e o direito de viver bem e com dignidade.

No terceiro ano de fundação da Aliança, comemoramos o fato de que seguimos juntos e juntas até aqui, com a benção de todos os santos e a capacidade instalada entre nós, a partir de nossos ancestrais. No entanto, queremos nesse momento manifestar o nosso repúdio aos atos crimes que marcam a atual história desse país, a começar pelo ataque constante ao SUS e a democracia. Registramos a nossa homenagem e nossos agradecimentos a cada um dos e das profissionais de saúde que estiveram na linha de frente da resposta à pandemia de covid-19 ao longo desse um ano, mas repudiamos a ausência da vacina, a ausência de política em resposta ás questões relacionadas à pandemia, a interrupção da vacinação em determinados Estados, a falta de equidade nesse processo uma vez que a população negra brasileira foi a maior vítima de óbitos e demais perdas em decorrência do coronavírus – e isso inclui o povo quilombola – e o constante uso político de nossa imagem por esse desgoverno, que só faz desmontes, mortes e perdas desde que se entende líder dessa nação chamada Brasil.

Aliança Pró-Saúde da População Negra: observatoriopopnegra@gmail.com

Equidade em saúde diante da COVID-19 será tema de debate na 20a. edição do Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo.

A chegada avassaladora do novo coronavírus gerou uma movimentação mundial importante, que deixou suas marcas em diferentes instâncias da vida. Se antes, o capitalismo estava no centro do debate, a mortalidade e o racismo sistêmico levaram a comunidade negra para o centro do debate em saúde e a necessária busca por promoção da equidade. Questiona-se assim, a existência da Política Nacional de Atenção à Saúde da População Negra nos Estados e Municípios.

Algumas pessoas já tiveram acesso à vacina em todo o país, gerando fotos importantes do atual momento político, enquanto a vacinação já foi interrompida em determinados lugares. A população negra e particularmente os quilombolas também compõem esse cenário, em que é preciso equidade nas ações de saúde, mas que a gente não tem visto, muito embora a pandemia tenha afetado esses grupos de forma diferenciada quando comparada à população não negra.

Para dialogar sobre esse tema, Mônica Calazans, a 1ª pessoa a ser imunizada no país, o Radialista Arnaldo Marcolino, membro da Aliança e Geralda Marfisa, que compõe o Conselho Gestor da Saúde em Cidade Tiradentes, sentarão em volta do Baobá com Flip Couto na XX edição do Fórum de Saúde da População Negra, que acontecerá no próximo dia 03 de março (quarta-feira), as 11h da manhã.

O Fórum será transmitido ao vivo, via canal da Aliança no YouTube. Acesse, inscreva-se, participe e convide os demais para assistirem em: bit.ly/3kplkxB

Abrace a vacina!

“Precisamos fazer com que a vacina chegue em grande quantidade, não podemos ter dificuldades na hierarquização na hora de vacinarmos os grupos prioritários. Precisamos fortalecer o SUS! Mais vacina para todos e todas já.”

Fernando Pigatto, Presidente do Conselho Nacional de Saúde.

Resenha

Nesse mês fevereiro ocorreu o II Encontro da Rede Pró-Saúde da População Negra, sob condução da Aliança. A atividade foi marcada pelo debate sobre o novo coronavírus, a vacina tão esperada e a atual conjuntura política desse país, que reúne os ataques de que foram vítimas as parlamentares negras recém eleitas no município de São Paulo, as decisões do Planalto, a atuação de Dória e a corrida para as eleições de 2022 que já começaram.

Esse é um momento estratégico da Aliança, pois lá se encontram a Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal, os demais associados, especialistas de diferentes áreas e os convidados da Aliança. Um encontro aberto ao público, em formato de roda em volta do baobá, que agora acontece virtualmente, com afeto e carinho entre as pessoas. Muito lindo de se ver!

São muitas as demandas da população negra, no universo da saúde púbica, sobretudo quando se olha para a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra no município de São Paulo, mas claro, a covid-19 tem nos consumido, por conta da diferença entre os óbitos de negros e não negros em todo o território nacional, pois, a vacina tão esperada, ainda está muito distante dos nossos.

Esse encontro faz conexão direta com o Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo – organizado pela Diretoria Executiva da Aliança – cuja função é observar e fazer o controle social da política aqui em questão. Se o fórum tem a função de dialogar com a população e discutir a conjuntura política, cabe a essa rede conduzir os processos a ela relacionados, mobilizando as lideranças, proporcionado as trocas necessárias entre as lideranças de movimentos sociais, o povo de santo, os pesquisadores, gestores e demais interessados na defesa das políticas públicas de saúde, conduzidas por um sistema que deve ser público, de qualidade, com acesso universal, integralidade do cuidado e equidade nas ações de saúde, tal como tem nos dito insistentemente Celso Ricardo Monteiro, ao conduzir as estratégias para prevenção de IST/AIDS junto às religiões afro-brasileiras e a população negra paulistana, por meio do Projeto Xirê, na Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Não se deve questionar, portanto, a importância do controle social das políticas públicas de saúde, mobilizando as lideranças de diferentes movimentos sociais, uma prerrogativa do sistema. A Aliança, que se prepara para celebrar o aniversário do terceiro ano de sua fundação, mora exatamente nesse eixo paradoxal do estado brasileiro.

Dessa forma, foi possível ouvir por exemplo, Geralda Marfisa questionar o porquê Monica Calazans foi escolhida para ser a primeira vacinada no Brasil, além do desvio das vacinas, tão discutido por essa rede. Questiona-se assim, o como a população negra é politicamente usada, mas não se beneficia dos processos de uma forma geral, para além daquilo que é pontual; logo, a cara da política brasileira.

Enquanto muitas pessoas precisam ouvir as nossas múltiplas vozes diante destas questões, o que envolve a descrença do governo genocida, é preciso falar, é preciso ouvir, é preciso se movimentar. A Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, coordenada por Ebomi Nilce Naira de Oyá do Ile Omolu e Oxum – RJ tem orientado os Terreiros a se manterem de portas fechadas estimulando o distanciamento social, além de dialogar com as lideranças dos Terreiros para que valorizem o sistema público de saúde, acompanhem a evolução da vacina e cuidem de suas famílias, com a benção dos Orixás. Em São Paulo, sob condução de Iyá Cristina Martins de Oxum, a RENAFRO, como é carinhosamente conhecida, iniciou uma campanha virtual em que as lideranças se declaram favoráveis à vacina, estimulando os demais a acessá-la, conforme os critérios do governo para sua distribuição. Nesse mesmo movimento, a próxima edição do Fórum também discutirá tão importante agenda política no mês de março.  

Desta forma, é preciso que todos se levantem, se mobilizem e se articulem em defesa daquilo é que é básico e urgente: o direito humano à saúde digna, pública, de qualidade e com equidade em suas ações. É urgente que os movimentos sociais rompam o silêncio e se manifestem em defesa do SUS e atuem com veemência em atenção à saúde da população negra brasileira.

O chamado da Aliança nesse momento, é para que você venha dar a sua contribuição!

Veja isso!

Foto por cottonbro em Pexels.com

Conass e Organização Pan-Americana de Saúde lançam hoje a Coleção Covid-19, uma coletânea de artigos preparados por integrantes de diversas áreas do conhecimento para discutir as lições, perspectivas e efeitos da pandemia para o SUS e para o País.

Dividida em seis volumes, a obra aborda desde as respostas à pandemia, os desacertos e as implicações jurídicas até o impacto social provocado pela doença, que enfrenta agora um recrudescimento no País. Para fazer essa ampla reflexão, foram convidados mais de 190 autores. Na lista, encontram-se ex-ministros da Saúde, parlamentares, juízes, professores, jornalistas, representantes de órgãos de controle e integrantes de instituições internacionais. Os textos produzidos pelos colaboradores da Coleção Covid-19 foram respeitados na íntegra. “As análises representam um valioso instrumento para analisar a pandemia sob seus mais variados aspectos e certamente vão auxiliar a gestão estadual do SUS na tomada de decisão”, afirmou o presidente do Conass, Carlos Lula. Confira em: http://www.conass.org.br/conass-e-opas-lancam-colecao-sobre-covid-19/#.YBVcjKT_qgQ.whatsapp

Em rede!

A Aliança Pró-Saúde da População Negra iniciou o ano de 2021 realizando nesse 28 de janeiro, o I Encontro de sua Rede. Uma rede pró-saúde da população negra em resposta ao impacto do racismo na saúde de nosso povo. A atividade coordenada por Flip Couto reuniu as principais lideranças dessa rede, por meio de reunião remota, diante da necessidade de isolamento social e as medidas de contenção da COVID-19, ainda presente entre nós.  

O encontro foi iniciado com o depoimento da Sra. Geralda Marfisa, Diretora Financeira da Aliança, falando sobre a luta por direitos das pessoas idosas pelo direito ao transporte na cidade de São Paulo, o que inclui o ato realizado recentemente em frente à Prefeitura de São Paulo pela manutenção do direito à gratuidade no transporte público.

Lucas Eduardo, do Coletivo Megê, contribuiu com a discussão demonstrando o interesse de mobilizar jovens para fortalecer o movimento. Angelita Garcia contribuiu propondo para que jovens apoiem na divulgação com imagens e textos elucidativos para ampliar a circulação de materiais legítimos em especial aos idosos da família, nas redes, no whats App.

Um outro ponto importante, foi apresentado por Flip Couto, Diretor Executivo da Aliança, que convidou aos presentes a falarem sobre o plano de imunização contra a Covid-19. Segundo Iyá Cristina, da RENAFRO, o que mais está prendendo a atenção das pessoas é a ida das mulheres na fila da vacina e a necessidade de combater a resistência da vacinação, sobretudo na juventude.

Os profissionais de saúde, compreende a campanha da vacinação como lenta e que nem todos os profissionais conseguiram a vacina. A população tem um receio que foi “politicamente implantado” (sic) e o governo federal defende um posicionamento negacionista pelo fato de ter tido gastos com produção de cloroquina. É preciso que todes os trabalhadores da rede hospitalar sejam vacinados, e o fato de pessoas pretas estarem mais expostas, como por exemplo no trabalho de limpeza.  É importante refletir sobre a questão da classe média que coloca tudo que é vacina como algo ruim, fortalecendo o movimento negacionista e o fato de que é importante usar o termo “trabalhadores da saúde” para incluir todes que atuam nas instituições de saúde, não apenas médicos e enfermeiros. Ester Horta, membro do Conselho Fiscal da Aliança, trouxe uma pesquisa recentemente divulgada, Faculdade de Saúde Pública da USP e a Conectas Direitos Humanos que revelou a existência de uma estratégia institucional de propagação do vírus, promovida pelo Governo brasileiro sob a liderança da Presidência da República”. Ester acrescentou ainda que tais ações foram e são apoiadas pelo mercado, pelo sistema capitalista.

Dona Arlete Isidoro, da OGBAN, compartilhou sobre a experiência do grupo que ela está participando de um curso de conselheiros de saúde, no qual propôs uma discussão sobre o impacto do racismo na saúde e solicitou apoio da Aliança na construção do texto.

O advogado Renato Azevedo, de Santos, informou que o movimento da baixada está levantando uma discussão sobre a saúde integral da população negra e o enfrentamento do racismo no atendimento nos serviços públicos. Relata, como esse processo foi judicializado em Santos e propôs compartilhar esse processo que faz uma linha histórica de atendimento à saúde da população negra.

Para os membros da Aliança é preciso transformar as demandas trazidas a essa rede em um posicionamento político concreto como a execução pontual, que seja estratégica, com notas de repúdio, por exemplo.

A rede também propôs uma reflexão sobre o dia da Visibilidade Trans, que é celebrado no dia 29 de janeiro, pontuando que, não apenas nesta data, mas durante todo o ano, é preciso que também a Aliança seja um espaço de acolhimento dessas experiências. Neste sentido Ester Horta convidou a todas as pessoas cisgêneras a se incomodar com as violências que pessoas trans sofrem diariamente e também convidou a todes a acompanhar o dossiê da ANTRA (Associação Nacional de Pessoas Trans e Transexuais) que será lançado no dia 29/01, além da programação da FONATRANS – Fórum Nacional das Travestis e Transexuais Negras e Negros como o III Festival Traviarcado, cuja abertura ocorreu inclusive na noite de 28 de Janeiro.

O próximo encontro da rede será realizado dia 11 de fevereiro. Venha participar você também!

Missão da Aliança Pró-Saúde da População Negra