APEOESP lotada na IV edição do Fórum de Saúde da População Negra.

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A APEOESP sediou no último 09 de Março, a IV edição do Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo. A atividade tinha como objetivo indicar os caminhos a serem percorridos pela Aliança ao longo do ano de 2019, conforme as propostas indicadas para seu planejamento estratégico, cuja oficina para elaboração conjunta aconteceu em Fevereiro no Quilombo Terça Afro, na região norte de São Paulo.

Naquele momento, o Balanço de 2018 da Aliança apontava para o avanço da iniciativa, mas sinalizava preocupações importantes sobre sustentabilidade das organizações da sociedade civil, a conjuntura atual no cenário nacional pós-eleições de 2018 e, a necessidade dos movimentos sociais se reinventarem diante do Estado e sua atuação violenta e excludente.

Os participantes elaboraram um amplo diagnostico situacional de suas realidades locais e apontaram desafios importantes para o ano de 2019.

O IV Fórum Municipal ao ampliar o debate envolvendo lideranças religiosas, universitários, pesquisadores, profissionais de saúde, lideranças de diferentes coletivos negros com atuação no município de São Paulo e demais inscritos interessados no tema, optou por buscar a sustentabilidade técnica, política e financeira das ações. Além disso, fala-se em descentralizar o Fórum que a partir de agora, ganhará por adesões, coordenações e atividades regionais, como no caso das regiões Norte e Leste que se preparam para dar os primeiros passos.

Para a Iyalorixá Karen de Oxum “esse é um momento importante, que amplia tudo o que já havia sido indicado por essa iniciativa, conduzida pela Aliança”. Ana Luiza, da Coordenação Executiva da Aliança lembrou a importância das pessoas, porque “é muito melhor quando todos estão realmente envolvidos e articulados, pra fazer um bom trabalho conjuntamente”.

Para Lucas Eduardo, coordenador do Projeto Mege “muita gente ainda não conhece a Aliança e suas propostas, por isso é preciso dialogar com todo mundo, constantemente, lá na onde as pessoas vivem”.

O Fórum que era temático, agora estabeleceu uma agenda para o ano todo e acolherá as pautas enviadas pelos coletivos e demais interessados no debate sobre a política de saúde da população negra, em suas mais diversas frentes. Daí a importância dos fóruns regionais devidamente conectados.

Jade Bento, acompanhada dos demais membros da Liga Acadêmica de Saúde da População Negra da Faculdade de Medicina Santa Marcelina lembrou que “muitas das discussões que fazemos aqui, não compõem o currículo de quem está na universidade, cursando medicina” o que a Professora Maria José Menezes da USP compreende como “uma lacuna que precisa ser sanada, visto que hoje há uma densa produção científica na área, a exemplo dos artigos de Luis Eduardo Batista”.

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