01 Ano da Aliança Pró Saúde da População Negra

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By Lucas Eduardo*

Quando eu conheci a Aliança, em junho de 2018, mal sabia eu o que viria a se tornar essa aliança na minha vida. Eu achava que seria não mais que uma reunião e uma organização para apenas discutir sobre saúde pública em diversas regiões e os impactos do racismo na saúde da população negra, mas não; era mais que isso, era um espaço de acolhimento e de aprendizado. Conheci diversas pessoas na Aliança, como Dona Arlete que é uma pessoa de uma alma linda e um amor de pessoa, responsável pela OGBAN, uma organização que atua contra a anemia falciforme, um assunto que eu nunca havia ouvido falar na Escola, e fiquei deslumbrado em descobrir o que era, e ao mesmo tempo indignado com o que faltava aos secundaristas…

Entre tantos encontros e reencontros de novos e mais velhos, como na roda do Baobá, a Aliança tem se articulado, de maneira uniforme, onde todos nós juntos somos um só, com o objetivo de somar e construir uma sociedade livre do racismo, onde nossos sucessores não precisem andar com medo da bala perdida ao sair de casa pra comprar pão.

Uma das coisas que mais admiro na Aliança, é a forma como ela é acolhedora com todos, brancos, negros, pardos, amarelos, indígenas. Alguns coletivos negros não aceitam brancos em seus espaços, por considerarem uma apropriação da luta, e eu então quando cheguei à Aliança e encontrei um moço que parecia “Jesus Cristo”, branquinho de olhos azuis ali pondo a mão na massa e fazendo a coisa acontecer, tive a certeza, que era ali o meu espaço, pois juntos somos mais fortes, independente de qualquer coisa, se fere a minha essência, ou a essência do meu companheiro, iremos lutar, até o fim!

Só posso dizer obrigado, a cada membro da Aliança, desde o mais novo aos mais velhos, desde o recém-chegado aos fundadores, pois assim como já diria na velha e sagrada Umbanda, “Um Abraço dado de bom coração, vale mais do que uma benção”´, então, sejam mais que bem-vindos, o espaço é nosso!

Vamos ocupar tudo, desde as universidades até os sonhos que jamais imaginaríamos que sairiam do papel. Gratidão por termos conseguidos chegar ao fim do ciclo de um, de muitos anos de luta, resistência, bravura e fé, “eu tenho fé é na rapaziada!”

Vida longa á Aliança!

*Lucas Eduardo é coordenador do Projeto Megê, coletivo membro-fundador da Aliança Pró-Saúde da População Negra.

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