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Prevenção ás IST/AIDS no universo das religiões afro-brasileiras: segundo ano do Projeto Xirê.

O artigo de Celso Ricardo Monteiro, Maria Cristina Abbate, Marcos Blumenfeld Deorato, Cely Akemi Tanaka, Elza Maria Alves Ferreira, Thiago Pássaro, Allan Gomes de Lorena, Renata de Souza Alves e Valdete Ferreira dos Santos, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, apresentado ao 33º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, em 2019, busca analisar o desenvolvimento e o progresso das articulações entre as religiões afro-brasileiras e o Sistema Único de Saúde em reposta à epidemia de AIDS, na cidade de São Paulo, tal como propõe-se o Projeto Xirê, em parceria coordenada pelo Programa de DST/AIDS da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e os Terreiros de religiões afro-brasileiras situados em diferentes regiões do município. Leia aqui…

Corpo, Alma, Saúde e Doença: Religiões Afro-brasileiras em Tempos de Aids.

Apresentado ao VI Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e AIDS, em 2006, o artigo de Celso Ricardo Monteiro questiona “como cooperar para com a contenção da epidemia, sem ferir os princípios e valores que norteiam as tradições afro-brasileiras”. Leia aqui.

Retratos da Reforma Psiquiátrica Brasileira

“Este número especial da revista ‘Saúde em Debate’, intitulado Retratos da Reforma Psiquiátrica Brasileira, é um compromisso democrático, tributo histórico e compartilhamento de saberes. Em cada texto, temos um retrato da nossa época. Um recorte do cotidiano dos serviços de saúde e de formas de cuidado reveladoras de um tempo que exigiu transformações sociais. Cada composição é uma espécie de instantâneo recortado do fluxo de um tempo produtivo dos novos paradigmas da desinstitucionalização” (trecho da Apresentação deste número assinada pelos editores científicos). A edição reúne temas tais como: a Reforma Psiquiátrica é possível; bastidores políticos da Lei Paulo Delgado; o futuro da psiquiatria e da saúde mental; desinstitucionalização em debate; saúde mental e produção audiovisual; inclusão digital com usuários de Centros de Atenção Psicossocial (Caps); ouvidores de vozes, movimentos sociais e política; interprofissionalidade na saúde mental; abandono e não adesão ao tratamento em Caps; saúde mental na atenção básica em São Paulo; Apoio matricial na articulação entre atenção básica e Caps; familiares de autistas de Capsi (Caps Infantojuvenil) no Rio de Janeiro; cuidados às famílias no Capsi; gestão autônoma de medicação em Caps de Curitiba; acesso ao tratamento de usuárias de crack; o cuidado em Caps AD (Álcool e outras Drogas) e Comunidades Terapêuticas na perspectiva de usuários; Educação Permanente em Saúde/saúde mental/atenção básica; leitos de saúde mental em hospitais gerais no Rio de Janeiro; luta pelo reconhecimento da Reforma Psiquiátrica Brasileira (RPB); RPB e discussão parlamentar; aquilombamento da RPB; a crise na contemporaneidade e desafios à RPB; sentidos da cozinha nos Caps e a inserção de nutricionistas no cuidado; bibliometria das publicações da revista ‘Saúde em Debate’; atenção psicossocial e bem viver: experiência de um Projeto Terapêutico Singular pelas dimensões da Felicidade Interna Bruta; resenha do livro ‘Capacidade jurídica e direitos humanos’. Leia o trabalho completo aqui.

Aquilombar a cidade: território, raça e produção de saúde em São Paulo

De Emiliano de Camargo David, publicado pela Revista do Centro de Pesquisa e Formação do SESC, este artigo parte do pressuposto de que o racismo “é estrutural, interferindo na organização espacial e territorial das cidades, mais especifica- mente do município de São Paulo, e visa discutir seus possíveis impactos na saúde da população negra. Para tanto, apresenta o mapa de concentração da população no território da cidade de São Paulo, de acordo com a categoria racial, assim como o mapa do o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos distritos da capital paulista, com recorte raça/cor. Com base neles, discute-se a organização racial da cidade, a partir de uma perspectiva filosófica de análise, privilegiando os conceitos de biopoder de Michel Foucault; necropolítica, Aberto e afropolitanismo de Achille Mbembe. Ao concluir, aponta-se a perspectiva do comum como uma ética aquilombada para a metrópole paulistana, visando o combate às iniquidades em saúde em proposição antirracista”. Palavras-chaves: Racismo. Saúde da População Negra. Território. Cidade. Para ler o artigo completo, clique aqui.

Desigualdades raciais e a morte como horizonte: considerações sobre a COVID-19 e o racismo estrutural

Autoras: Roberta Gondim de Oliveira, Ana Paula da Cunha, Ana Giselle dos Santos Gadelha, Christiane Goulart Carpio, Rachel Barros de Oliveira, Roseane Maria Corrêa. Leia aqui.

Políticas de Ação Afirmativa nas Universidades Federais e Estaduais (2013-2018)

Publicado pelo GEMAA, este estudo, realizado periodicamente pelo GEMAA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa), apresenta os resultados do acompanhamento das políticas de ação afirmativa nas universidades federais e estaduais brasileiras. Ele se baseia em uma série histórica que vai de 2013 a 2018, e assume como marco temporal o início da implementação da Lei 12.711 de 2012, que fixou a política de cotas nas universidades federais. Nossa abordagem tem dois eixos principais de análise: 1) verifica o estágio das ações afirmativas nas universidades federais e estaduais separadamente, com ênfase nos dados de 2017 e 2018; e 2) compara o alcance da política de cotas nesses dois tipos de universidade. Entre outros resultados, mostramos que as políticas de ação afirmativa estão bem mais estabelecidas nas universidades federais do que nas estaduais, particularmente no que toca o oferecimento de vagas reservadas, a incorporação de pretos, pardos, indígenas e de pessoas com deficiência e a representação regional destes grupos minoritários. Os dados que baseiam o presente levantamento foram obtidos por meio da coleta de editais de seleção dos estudantes, resoluções, termos de adesão ao SiSU e manuais de vestibular voltados aos candidatos. Confira aqui 

Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população brasileira 2019.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou a Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2019 (SIS), levantamento que reúne informações sobre a qualidade de vida dos brasileiros entre os anos de 2012 e 2018. A publicação reúne três eixos de análise: estrutura econômica e mercado de trabalho; padrão de vida e distribuição de renda; e educação. Quanto à internet, o estudo aponta que entre 2016 e 2018, o acesso domiciliar à Internet expandiu de 68% para 79,9%, sendo que essa evolução foi ainda maior entre os mais pobres. Porém, mesmo com esse aumento, a desigualdade persiste. Em 2018, 40,2% da população total tinha acesso à Internet pelo computador; contudo, entre a população com rendimento domiciliar per capita inferior a US$ 5,50 PPC, a percentagem cai para 13,1%, isso porque a expansão do acesso decorreu especialmente do uso de telefones celulares. O estudo evidenciou, ainda, as desigualdades regionais: no Nordeste, 30,8% da população não tem acesso à Internet, taxa maior do que a média brasileira, que é de 20,1%.

O Dinheiro e o Território

Segundo Minto Santos “Território e dinheiro se correlacionam. De primeiro, o território rege o dinheiro. Após, e progressivamente, a relação se inverte, o dinheiro rege o território. A troca é a mediação histórica da relação e da inversão. Por intermédio da troca, o dinheiro, e então o território, se faz informação e regulação. Com a criação do Estado territorial (o Estado nacional), o dinheiro vira dinheiro nacional e se internacionaliza. Até que vira dinheiro global, o fluido dos fluidos, o tirano despótico e cruel sustentado na velocidade da circulação e na técnica informacional dos dias de hoje. Palavras-chave: dinheiro, território, período técnico-científico informacional”. Leia aqui…

O Fórum Social Mundial como espaço educador

De Sérgio Haddad – Universidade Caxias do Sul – Programa de Pós-graduação em Educação – Caxias do Sul (RS), Brasil, o artigo busca analisar o Fórum Social Mundial, nascido no contexto dos grandes movimentos antiglobalização do final do século XX, como espaço educador. Este texto descreve a história do fórum, desde o lançamento, em Porto Alegre, no ano de 2001, até os dias de hoje, analisando-o na ótica dos estudos sobre os movimentos sociais. O foco analítico sobre os desafios dos processos educativos que se dão em seu contexto é fundamentado na concepção de educação popular. Este artigo debate os desafios políticos e metodológicos enfrentados ao longo desses quase 20 anos de existência do Fórum Social Mundial, apontando para questões futuras, numa conjuntura em rápida mudança. Trata-se de um ensaio construído a partir de revisão bibliográfica sobre documentos e a literatura pertinente. Palavras-chave: Fórum Social Mundial. Movimentos sociais. Educação popular. Antiglobalização. Sociedade civil. Fonte: Educ. Soc., Campinas, v. 41, e233928, 2020. Confira em: https://www.scielo.br/pdf/es/v41/1678-4626-es-41-e233928.pdf

O que é ideologia para Marx?

A Boitempo destacou diante dos 127 anos de Karl Marx comemorados no mês de maio, a aula de Mauro Iasi, com mediação de Bianca Pyl (Le Monde Diplomatique). Questiona-se de que maneira Marx pensava o conceito de ideologia? Confira em ideologia. Além disso, destacamos também das indicações da Boitempo algo extremamente importante para a nossa atuação cotidiana: o debate com Michael Löwy e Jones Manoel, com mediação de Gabrielle Nascimento, questionando “quais as contribuições de Marx para o debate de raça, gênero e colonialismo”, disponível em https://marx e o colonialismo

O lugar dos sujeitos brancos na luta antirracista

De Denise Carreira – SUR – Revista Internacional de Direitos Humanos, No. 28. Leia em: SUR-28-Denise-Carreira

Declarações de Bolsonaro preocupam os soropositivos

O Projeto Xirê II, coordenado pelo Programa de DST/AIDS da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo tem sido considerado um importante polo de articulação política entre as religiões afro-brasileiras e o Sistema Único de Saúde. É no município de São Paulo com todas as ocorrências de racismo e intolerância religiosa que o projeto opera, reunindo o povo de santo e as unidades da rede especializada.  Se antes tínhamos uma inovação tecnológica em mãos, agora temos uma possibilidade de resistência, razão pela qual esse é o nascedouro da Aliança Pró-Saúde da População Negra. Para aprofundar esse debate, a Aliança destaca o texto do Babalorixá e antropólogo Rodney Willian, de Oxóssi (Sacerdote do Ile Obá Ketú Axé Omin Nlá), publicado pela Carta Capital. O texto surge em meio ao cenário político do começo de 2019, envolvendo em grande polêmica, o direito á saúde e o acesso a medicamento em resposta ao HIV.  No texto, o Babalorixá nos conta que “nas comunidades tradicionais de terreiro da cidade de São Paulo, a prevenção de DST/Aids tem observado e incluído, por meio de projetos específicos, as mudanças no perfil da doença. Essas interfaces foram fundamentais, assim como a introdução de novas estratégias de cuidados para grupos com pouca visibilidade nos serviços de saúde, como é o caso dos adeptos do candomblé”. Confira o texto aqui.

“Para 86% dos brasileiros, progresso está condicionado à redução das desigualdades”.

O Brasil segue sendo um dos países mais desiguais do mundo. Os desafios são profundos e as desigualdades vão além de renda e crises econômicas e fiscais. Pela primeira vez nos últimos 15 quinze anos, a redução da desigualdade de renda parou no Brasil, e também pela primeira vez em 23 anos a renda das mulheres retrocedeu em relação à dos homens. Os dados fazem parte do relatório País Estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras 2018, da Oxfam Brasil.

A masculinidade tem sido um tema bem explorado nos últimos anos. Concordam?

Existem muitas questões importantes a serem tratadas nesse universo. Então, destacamos a relação entre a masculinidade, as relações étnico-raciais e o como isso dialoga com a saúde. Para nos ajudar nisso, destacamos o artigo “Masculinidade, raça/cor e saúde” do sociólogo, Professor Dr. Luis Eduardo Batista, pesquisador do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Segundo o artigo “inúmeros estudos apontam que, no Brasil, os negros possuem menor escolaridade, menor salário, residem nos bairros de periferia das grandes cidades e estão excluídos de vários direitos sociais. Parte-se da hipótese de que o processo saúde, doença e morte é construído socialmente e demarcado pelo espaço social que homens e mulheres, brancos e negros, ocupam na sociedade. Este artigo analisa o perfil da mortalidade de homens brancos e negros, por meio dos registros de óbitos do Estado de São Paulo do ano de 1999. Examina as taxas de mortalidade por causa básica, reunidas por grupos de causas da CID-10, entre a raça/cor: branca e negra. O estudo evidencia que, quando se compara a taxa da mortalidade de homens negros e brancos, os negros morrem mais que os brancos. Dentre as causas de morte dos homens negros, destacam-se os óbitos por transtornos mentais (uso de álcool e outras drogas); doenças infecciosas e parasitárias (tuberculose e HIV/ Aids) e causas externas (homicídio).” Tecle aqui e leia o trabalho completo

A universalização dos direitos e a promoção da equidade: o caso da saúde da população negra

Deivison Faustino, nos conta que: tal artigo “toma o campo saúde da população negra como objeto para problematizar algumas tensões e possibilidades existentes em torno da operacionalização dos conceitos de universalidade e equidade nas políticas públicas e no debate sobre o direito à cidade. A pergunta que o mobiliza é: como articular a busca pela universalização dos direitos com as demandas requeridas por grupos específicos em uma sociedade desigual. Para respondê-la, o autor examina os debates e as resistências em torno da institucionalização da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e a sua relação com as prerrogativas do Sistema Único de Saúde. O resultado é a crítica às polarizações universalização/focalização e reconhecimento/distribuição e o apontamento à uma abordagem dialética dessas categorias que considere a mediação entre singularidade, particularidade e universalidade.” Confira em http://www.scielo.br/pdf/csc/v22n12/1413-8123-csc-22-12-3831.pdf

Observatório da cidadania: monitorando as políticas públicas em âmbito global

O artigoObservatório da cidadania: monitorando as políticas públicas em âmbito global” de Sonia Aguiar, Doutora em Comunicação pela ECO/UFRJ e professora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF), oferece-nos uma rica reflexão sobre a importância da cidadania em meio à política global relacionada à pobreza e as questões de gênero. Segundo o resumo: “As análises e discussões teóricas sobre o atual processo de globalização têm dado ênfase aos aspectos econômicos e tecnológicos e seus impactos na vida social e cultural dos indivíduos. Contudo, experiências como a do Social Watch (Observatório da Cidadania em português, Control Ciudadano em espanhol) – uma rede mundial de grupos de cidadãos e organizações civis sem fins lucrativos criada para monitorar as ações de desenvolvimento social – mostram como as informações sobre as políticas públicas dos governos e dos organismos multilaterais podem ser agenciadas e analisadas para subsidiar o processo decisório dos atores sociais, da mesma forma que o fazem as corporações transnacionais. O Observatório da Cidadania estimula a atuação em rede e o intercâmbio de ideias e de informação sobre estratégias bem-sucedidas de combate à pobreza e da discriminação de gênero. Para publicação do seu relatório anual (em inglês, português, espanhol e italiano) e de relatórios locais, nacionais e regionais, a rede coleta, analisa e debate os dados disponíveis em fontes oficiais e alternativas, estruturando seus próprios indicadores de desenvolvimento social. Toda essa informação resulta da competência técnica acumulada por centenas de contra-especialistas no chamado terceiro setor e é veiculada tanto em papel quanto via Internet”. Sobre o texto na integra, Leia aqui

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