Caso Ygona: Estado deve garantir o direito à vida da população trans e negra.

Foto: Site Colabora.

Segundo Jurema Werneck, Bruna Benevides, Daniel Canavese e Luis Eduardo Batista

“55% dos pretos e pardos internados com covid-19 morrem”.

Leia em: https://projetocolabora.com.br/ods16/caso-ygona-estado-deve-garantir-o-direito-a-vida-da-populacao-trans-e-negra/

Resenha

          Ao iniciar o ano de 2021, os membros da Aliança Pró-Saúde da População Negra saúdam com alegria a chegada de tão esperada vacina contra a COVID-19!

          Também nos alegra o muito, o fato de que ela nasceu aqui, no quintal de nossa casa, muitas vezes desprezados, sucateados e ignorados pelas instituições, que agora vão querer fazer a mais bela foto. O Brasil é o país em que apesar da pandemia de covid-19, os testes para a detecção do novo coronavírus ficam depositados no aeroporto de Congonhas em São Paulo, até que sejam invalidados e o Presidente acuse então, os estados e municípios pelo não uso do recurso, que reúne uma bagatela de milhões de reais. E São Paulo é mesmo uma caixinha de surpresa: reuni ampla diversidade política, com contribuições significativas para o avanço da ciência e a tecnologia, concentra a maior parte o orçamento do SUS no país, tal como a maior quantidade de problemas quando analisamos os dados epidemiológicos em qualquer situação, tal como os dados socioeconômicos.

           Com a chegada da vacina, temos questões importantes nos aguardando: esse é o país da cloroquina, em que a “autoridade máxima” compreende a complexidade dos fatos como apenas “uma gripezinha”. E isso inclui, claro, a ausência da população negra e quilombola nos planos de imunização recentemente apresentados pelo país, muito embora, os dados e as inúmeras narrativas tenham ao longo de todo ano de 2020, apontado essa população como a que mais tem sofrido o impacto da pandemia. Eis aí, uma brilhante mostra de como o racismo opera nas instituições brasileiras.

          Como vimos ao longo das festas de final de ano, ter vacina não significa ter seringa, tampouco um plano de fato, para fazer com que tudo aconteça da melhor forma possível. No país da imunização considerada referência no mundo, vimos também a corrida do setor privado rumo à compra do insumo que ainda não estava disponível – e continua assim – no sistema de saúde. Essa seria uma distribuição importante da vacina no país, mas claro, para quem, mais uma vez tem dinheiro e acesso a bens, recursos e serviços, tal como na boa e velha lição básica sobre racismo.

          Todo esse cenário, que inicialmente anuncia o cenário político de 2022, associa-se ao ataque recente ao Capitólio, a crescente defesa das narrativas à cerca das eleições que levaram Biden à Presidência da República americana recentemente e, o comportamento das instituições diante da resposta às questões sociais os dados de morte em decorrência da pandemia, com auxilio emergencial que não corresponde às necessidades das pessoas, respeitando as suas singularidades e a avaliação de políticas outras, que conforme os movimentos sociais vem historicamente denunciando, não alcançam a população, dada a fragilidade, inoperância e incompetência da máquina que segue enfim, comportando-se como o escritório da burguesia.

          É nesse contexto em que assistimos determinadas estratégias derrubarem conquistas nacionais importantes e jogar ao ralo determinadas políticas, diretrizes, recursos (como no caso do dinheiro dedicado à Política Nacional de Atenção à Saúde da População Negra) e demais aportes. O sumiço da Política Nacional de Saúde da População Negra, apesar dos dados relacionados ao novo coronavírus e o avanço das desigualdades no Brasil, alterando a posição do país no ranking da fome anos depois demonstram bem a ideia de que “O Brasil está quebrado e eu não sei o que fazer”, no entanto, desafia-nos a pensar os caminhos a serem percorridos para que, aos moldes africanos a gente possa fazer defesa do povo, ao invés dos nossos interesses próprios e individuais. É aqui que mora a soberania nacional e com certeza temos muito a aprender sobre isso com o povo haitiano.

          E além de tudo isso, temos uma Câmara dos Vereadores e uma gestão pública paulistanas nos próximos quatro anos, que com as eleições recentes – que para o povo negro representa inicialmente mais do mesmo – vai seguir com a mesma estrutura, com a mesma lógica, com o mesmo modelo, com o mesmo formato, porque em primeira instância a sociedade não conseguiu redefinir o jogo – limitando-se à eleição sem um projeto coletivo, de futuro e de tomada do poder – e na sequência, as cartas marcadas representam bem as históricas regras do jogo que “a gente achou” que estava ganho com a eleição e posse de indivíduos específicos nas Câmaras de Vereadores – porque apostamos na política de anjos e heróis ao invés de projetos estruturados, construídos a várias mãos, de baixo pra cima – tal como foi a corrida para as Assembleias Legislativas dos Estados, dois anos atrás.

          Essa avaliação inicial da cena que se apresenta nesse Janeiro de 2021 – a isso a acrescenta-se não derrubada de Bolsonaro e tropa, tal como não adiantou o Fora Temer, provoca-nos à ação imediata, com estratégias delineadas conjuntamente a partir de uma outra lógica, com um outro modelo “do fazer” que de fato seja transformador. Claro que tudo isso, é parte do Estado moderno e resultado dos anos de manutenção do status-quo. No entanto, é preciso envolvimento responsável, com trabalho de base, atuação direta junto aos outros espaços de controle social e, é exatamente isso o que a Aliança deseja para o nosso ano novo: uma militância coerente, que se estabeleça em outro patamar, sem vícios, para além do dinheiro, sem neuras e com um outro modelo, capaz de levar para “o fronte” todos os outros, ao invés de manter a lógica do mais do mesmo. Um feliz ano novo para todes nós!

*Contatos: observatoriopopnegra@gmail.com

Convite do Harambee

Gostaríamos de informar que o Harambee, Grupo de Estudos Saúde da População Negra da UFRGS e o Projeto Equidade Étnico-Racial no SUS da Escola de Enfermagem da UFRGS estão ofertando os seguintes cursos:
CURSO GESTÃO PARTICIPATIVA: O CONTROLE SOCIAL DE OLHO NA EQUIDADE.O curso Gestão Participativa: o controle social de olho na equidade tem o objetivo de fortalecer a gestão participativa e o controle social na perspectiva da governança no SUS e no âmbito da implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), através da capacitação dos/as usuários/as
Público-alvo: Lideranças Comunitárias, Movimentos Sociais, Trabalhadoras/es da Área da Saúde e Usuários/as do SUS em geral
Carga horária: 16 horas.

CURSO PROMOTORAS/ES EM SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA JOVEM IO curso Curso Promotoras/es em Saúde da População Negra Jovem I tem o objetivo de promover o debate e a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), por meio de ações em torno da Saúde da população negra, com foco na juventude negra no Município de Porto Alegre – RS, mediante formação de jovens como agentes multiplicadores/as na luta por direito a saúde e contra o racismo institucional, sendo estes protagonistas na construção de cuidado em saúde da juventude negra.
Público prioritário: O curso está aberto para toda a comunidade, mas com prioridade a Juventude negra.
Carga horária: 46 horas.

CURSO PROMOTORAS/ES EM SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA JOVEM IIO curso Curso Promotoras/es em Saúde da População Negra Jovem II tem o objetivo de promover o debate e a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), por meio de ações em torno da Saúde da população negra, com foco na juventude negra no Município de Porto Alegre – RS, mediante formação de jovens como agentes multiplicadores/as na luta por direito a saúde e contra o racismo institucional, sendo estes protagonistas na construção de cuidado em saúde da juventude negra.
Público prioritário: O curso está aberto para toda a comunidade, mas com prioridade a Juventude negra.
Carga horária: 46 horas.

Os cursos são gratuitos, autogeridos por meio da Plataforma Moodle Colaborador da UFRGS, dividido em módulos com as seguintes atividades de ensino e aprendizagem: leituras individuais dirigidas, vídeos e podcasts explicativos referentes aos assuntos abordados nos módulos e exercícios avaliativos individuais.
Os cursos têm financiamento do Ministério da Saúde e contam com certificados emitidos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
As inscrições são realizadas pelo site: https://www.ufrgs.br/harambee/cursos/
Solicitamos ampla divulgação em suas redes para alcançarmos um grande número de beneficiados!

Atenciosamente,

Grupo Harambee

As sementes de Carolina Maria: a potência negra que emerge na Faculdade de Saúde Pública da USP.

*Caio Pereira dos Santos

*Amanda Aparecida Silva

*Tânia Aparecida de Araújo

Recentemente, o periódico “The Lancet” publicou um texto no formato de correspondência no qual WANDSCHNEIDER et al. (2020) questionam o papel das faculdades de Saúde Pública como denunciadoras do racismo estrutural e ativistas no combate às desigualdades em saúde, que ao mesmo tempo não reconhecem e analisam sua própria estrutura, revertendo-se em ações e políticas internas racistas. As autoras lembram que essas escolas são compostas predominantemente de pessoas brancas e de classe média que reforçam sistemas de hierarquia e privilégios, considerando-os resistentes às mudanças e por essas razões, condizentes à microagressões e marginalização de negres da comunidade acadêmica. Esse é um quadro reconhecido pelo Coletivo Negro Carolina Maria de Jesus, localizado na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo, que nasceu em um espaço que no decorrer de 100 anos nunca havia questionado sua estrutura historicamente racista, de reprodução de privilégios e isento de discussão ampla sobre as desigualdades em saúde decorrentes da raça, como tem ocorrido paulatinamente desde então.

O coletivo nasce em 27 de outubro de 2017 nessa faculdade, em meio a uma atividade com estudantes negres de graduação e pós-graduação sobre suas vivências na FSP que culminou em um sarau que homenageava Carolina Maria de Jesus durante as comemorações ao Dia Mundial da Alimentação. O contexto disparador dessa manifestação, que se caracterizou como comemorativa, mas também de debate, foi a aprovação tardia das cotas raciais na USP.

Desde então, temos proposto atividades para que a presença negra seja sentida de diversas maneiras em meio ao espaço branco e, em parceria com a Prof. Dra. Érica Peçanha, criamos o Outubro Negro no ano de 2018. Neste texto celebramos esse ciclo de eventos que se integrou ao calendário anual da instituição.  O Outubro Negro tem o objetivo de discutir as condições de vida e saúde da população negra, bem como os efeitos do racismo e a luta antirracista no Brasil. Sendo protagonizado por docentes, pesquisadores, artistas e ativistas negres, o evento constitui-se por uma série de oficinas e mesas redondas que visam atender a demanda da comunidade da FSP, especialmente estudantes, por um maior contato com a produção intelectual negra e suas contribuições para o campo científico, político e cultural. 

Em nossa primeira edição (2018) homenageamos Carolina Maria de Jesus (1), escritora que dá vida e nome ao nosso coletivo, em um intenso mês de atividades no qual discutimos desde a atuação de pesquisadores da área da saúde que se debruçam sobre a temática racial, à discussão de ciência e inovação tecnológica afrodiaspóricas. Da discussão sobre a relação entre o ativismo e a militância negra em relação ao racismo estrutural e institucional, estendendo-se até mesmo às discussões sobre os efeitos psicossociais do racismo e às tradições alimentares afro-brasileiras.

Em nossa segunda edição (2019) homenageamos Virgínia Bicudo (2), importante psicanalista brasileira e visitadora sanitária formada pela FSP nos anos 1920. Ela foi a primeira mulher negra a assumir uma cadeira como docente na instituição, mas também vítima do embranquecimento racial. Com maior apoio em sua realização, nossa segunda edição promoveu discussões mais diversas, que se estendiam desde a relação entre a violência do Estado, a militarização da polícia e o genocídio da população negra, à saúde mental e sua relação com o racismo, até à promoção de oficinas de poesias e a homenagem à Profa. Dra. Maria Inês da Silva Barbosa, pesquisadora pioneira nos estudos sobre a saúde da população negra na FSP nos anos 1990.

Nosso coletivo nasceu para que coletivamente pudéssemos questionar práticas, acolher estudantes, compartilhar conhecimentos produzidos por nós e para nós, mas também dialogar com outros e outras… ou como costumamos falar: OCUPAR e AQUILOMBAR! Logo, neste ano de 2020, com um contexto tão complexo e difícil, refletimos sobre formas de ocupar lacunas em um ano saturado de lives e transmissões online, em que a temática racial ocupa lugar de protagonismo e repercute mundialmente devido aos episódios de violência policial nos Estados Unidos, às consequentes respostas do movimento Black Lives Matter ao redor do mundo e aos episódios negligenciados de violência policial com pessoas negras em nosso país.

Neste sentido, pensamos nossa posição como pessoas negras, brasileiras, e com o constante enfoque das discussões em nossas dores, a fetichização midiática que acontece com o sofrimento de corpos negros em nosso país, e a ausência da discussão de aspectos positivos, ou seja, das potencialidades e da abundância de conquistas que também permeiam nossas vivências enquanto pessoas negras. E, considerando que esse evento é feito para todos nós, negros e negras, gostaríamos que esse nosso encontro proporcionasse, para além do momento de  partilha, um espaço de fortalecimento e celebração de nossas potências.

Desta forma, inspirades pelo conceito de AMEFRICANIDADE, cunhado pela intelectual brasileira Lélia Gonzaléz, resolvemos direcionar a edição de 2020 do Outubro Negro em nossa vitalidade, em nossa arte, em nossas contribuições para o campo sociopolítico e para a intelectualidade brasileira, enfim a nossa potência! Ora, amefricanidade diz respeito à formação histórico-cultural das Américas e as contribuições africanas e indígenas que são sistematicamente apagadas pelo colonialismo e pelo imperialismo (GONZÁLEZ, 1988).

A temática homenageou Lélia González (3), uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), intelectual orgânica brasileira, pensadora essencial para a construção de um Feminismo Negro e primorosa interprete do Brasil e do caráter amefricano de nossa identidade. Composto por apresentações artísticas ao início e ao final do mês, mesas de debate e entrevistas, que chamamos de ‘Rodas Pretas’, privilegiamos a participação de mulheres ligadas a diferentes áreas de saber e atuação que dialogam com o pensamento e o legado de Lélia Gonzalez, abordando desde discussões sobre a produção e circulação das ideias, conhecimentos e literaturas negras, até a conversa sobre bem-viver, autocuidado e nossas potências enquanto povo negro. Também celebramos trajetórias inspiradoras no Brasil e, claro, a importância e centralidade de Lélia Gonzaléz para nós todes.

Três anos de Coletivo Negro Carolina Maria de Jesus, três anos de se fazer ponte e também casa, de luta e resistência, de aprendizados, mas acima de tudo, três anos de muita POTÊNCIA!

Notas de Fim

1 – Tendo como sua primeira e principal obra “Quarto de despejo: diário de uma favelada” (1960), mas tendo publicado diversas outras obras ainda em vida, como “Casa de alvenaria: diário de uma ex-favelada” (1961), “Pedaços da fome” (1963) e “Provérbios” (1965), além de outras obras póstumas.

2 – Sua dissertação de mestrado “Estudos sobre atitudes raciais de pretos e mulatos em São Paulo” (1945)foi pioneira ao debater a existência do racismo mesmo com a diminuição de diferenças sociais. Sua dissertação foi publicada em livro (2010) pela editora Sociologia e Política.

3 – Lélia foi autora dos livros “Lugar de Negro” (1982) e “Festas populares no Brasil” (1987) ainda em vida. Seu livro póstumo “Primavera para as Rosas negras” (2018), organizado pela União dos Coletivos Pan-Africanistas de São Paulo, trata-se de uma compilação de artigos, textos e depoimentos de González.

Referência Bibliográfica

GONZALEZ, L. A categoria político-cultural de amefricanidade. Revista Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 92, n. 93, p. 69-82, 1988.

WANDSCHNEIDER, L. et al. Fighting racism in schools of public health. The Lancet [online], v. 396, n. 10260, 2020. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/s0140-6736(20)32157-7.

*Coletivo Negro Carolina Maria de Jesus.

A pandemia de coronavírus ainda não acabou!

AVALIAÇÃO DAS RESPOSTAS DOS MUNICÍPIOS MAIS AFETADOS PELA COVID-19 A POLÍTICAS PÚBLICAS: SAÚDE, SEGURANÇA ALIMENTAR E VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

Leia o texto na íntegra: https://bit.ly/3f9jeQ9

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pergunta: Qual é a sua cor?

ATENÇÃO: NOVO EDITAL!

Estão abertas as inscrições do edital “Programa de Recuperação Econômica de Pequenos Negócios de Empreendedores(as) Negros(as)”, iniciativa do Fundo Baobá para Equidade Racial em parceria com o Instituto Coca-Cola Brasil, Banco BV e Instituto Votorantim.

O edital irá apoiar pequenos empreendimentos liderados por pessoas negras em comunidades periféricas ou territórios em contexto de vulnerabilidade socioeconômica no país, que tenham pequenos negócios com faturamento de até R$ 6.750,00 (seis mil, setecentos e cinquenta reais) por mês.

As inscrições vão até o dia 20 de dezembro. Não deixe para a última hora.

Para maiores informações, acesse: https://editais.baoba.org.br/recuperacao

Deu no G1

Deu no G1 Dr. Alexandre da Silva é doutor em Saúde Pública pela USP, comenta sobre os desafios do futuro prefeito da capital na área da saúde.

Confira em: https://globoplay.globo.com/v/8999347/

Mobilize-se!

NOSSO MANIFESTO INAUGURAL

Nós, trabalhadores da Atenção Básica da Bahia, do Coletivo + Atenção Básica, nos unimos ao Conselho Nacional de Saúde e demais entidades, em REPÚDIO ao Decreto presidencial N° 10.530, de 26 de outubro de 2020, que dispõe sobre a qualificação da política de fomento ao setor de atenção primária à saúde no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, para fins de elaboração de estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada.

O presidente da república demonstra com essa ação, mais uma vez, desrespeito e afronta à Constituição Federal, sendo o Decreto uma forte ameaça a universalidade do acesso e a garantia do direito à saúde para a população brasileira. O SUS é resultado das lutas empreendidas pelo Movimento Sanitário Brasileiro, estruturando esta que é a MAIOR POLÍTICA PÚBLICA DE SAÚDE DO MUNDO.

Este movimento coletivo milita em favor da construção de uma atenção primária à saúde consistente, resolutiva, de qualidade, integral, equânime, a qual é refletida nas ações de cada trabalhador de saúde. Dessa forma, a atenção primária à saúde deve ser PÚBLICA E DE QUALIDADE PARA TODOS, sem qualquer natureza de distinção. Como imaginar que, no contexto de uma pandemia de tamanha magnitude, pudesse dar lugar no Brasil esse grau de GOLPE ao SUS?

Estamos vivendo o GOLPE do GOLPE, justo na arena que concentra o maior contingente de trabalhadores no Sistema Único de Saúde no país, a atenção básica, como lócus de maior interesse ao lobby neoliberal, que avança cada vez mais sobre as políticas públicas no país.

Nesse contexto de tantos pleitos para candidaturas municipais, cabe a todos/as refletirmos em que medida isso entrará na agenda de luta de cada candidato? É preciso lançar mão de todas as possibilidades de reversão desta trágica medida que afetará não apenas a atenção básica, mas todo o SUS.

É tempo de mobilização para proteção de todas as conquistas do povo brasileiro já alcançadas na atenção básica e no SUS. O que faremos diante de tudo isso? Assistiremos inertes e numa alusão ao baiano Raul Seixas, “esperando a morte chegar”?

NÃO. O MOMENTO É DE UM PROFUNDO LUTO.

Anemia Falciforme é tema de debate na mobilização em atenção à saúde da população negra

Sheila Ventura da APROFE participou de debate sobre saúde da população negra durante as atividades da Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra nesse mês de outubro. O evento foi pensado com o objetivo de trazer maior visibilidade ao acometimento da doença Anemia Falciforme através do papel do profissional bibliotecário no apoio a pesquisa junto a profissionais, pesquisadores e estudantes da área da saúde, e a difusão da informação em saúde à toda sociedade, bem como evidenciar o papel da APROFE para as pessoas com anemia falciforme.

Assista em

A Saúde e a Cultura na Cidade Tiradentes: a Aliança convida ao XIX Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo.

A Cidade Tiradentes é um distrito do município de São Paulo, localizado na região leste da cidade, com uma população de mais de 210 mil habitantes. É um dos distritos que apresenta 56% de sua população negra – pretos e pardos.

Quais são os sujeitos que promovem as mudanças estruturais para a população negra neste distrito? Você conhece os aparelhos de saúde seus profissionais, os trabalhadores da cultura da Cidade Tiradentes e Zona Leste? Que histórias trazem a população negra desse distrito?

Para esse diálogo, convidamos Catarina Jesus (Agente Comunitária e Conselheira Gestora de Saúde), Edenilza Martins (Conselheira e Profissional da Saúde) e Anderson Balbino (Diretor da Escola de Samba Estrela Cadente) para nos contarem suas trajetórias e as vitórias e principais desafios que veem em seu território. Para assistir ao Fórum, que será transmitido online.

Inscreva-se no canal da Aliança no Youtube e ative o sininho para acompanhar as nossas atividades.

Novembro: resenha da Aliança.

Nesse final de outubro Flip Couto, Ana Luísa e Geralda Marfisa foram “entronados” para as funções da Diretoria Executiva da Aliança, com a benção de Oxum, tal como os membros do Conselho Fiscal. Para cumprirem com a missão dada por esse coletivo, a Diretoria Executiva definiu uma agenda de trabalho para o bimestre novembro – dezembro, como parte do seu planejamento para 2020/2023.

Para chegar a essa fase das articulações, a Aliança conduziu o Ciclo de Oficinas Temáticas Pré-planejamento ao longo do segundo semestre, discutindo as necessidades de nosso povo e a nossa capacidade de mobilização e atuação política. Ao longo desse período, a Aliança se estruturou, agora olhando para objetivos macros e atuação micro territorial, para identificar, articular e potencializar as boas iniciativas que existem na resposta ao racismo e seu impacto na saúde. entendemos que só um jeito de fazer isso: com os pés no chão de terra, amassando barro, tal como proposto pela filosofia dos Terreiros.

Esse é o momento de definição de prioridades, mas temos a clareza de que uma das estratégias fundamentais a serem mantidas em nossa atuação é o fortalecimento e ampliação dessa rede, que se constituiu desde 2018, a partir do Projeto Xirê, direcionado ao povo de santo e suas tecnologias para prevenção às IST/AIDS. Queremos cada vez mais dialogar com a base, constantemente, com ações concretas, para além do discurso. Parte do nosso esforço será então, para trazer as pessoas para o centro do debate, com um calendário que deve primar pela condução de uma agenda de trabalho contra o racismo e em defesa do SUS. Além do Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo, hoje realizado por via remota, por meio do canal que criamos no YouTube, entre os meses de novembro e dezembro, iremos conversar bastante, quinzenalmente, na reunião da rede, para entre outras coisas fortalecer os laços e os vínculos estabelecidos entre nós e assim, são todes super bem vindes a mais essa etapa da vida!

Queremos contar com a contribuição de todes vocês, sem exceção. Venha tecer essa rede conosco e compor essa mobilização diária em atenção à saúde da população negra.

Conselho Nacional de Saúde se posiciona contra o Decreto que privatiza Unidades de Saúde

O Presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto, se manifestou contra a arbitrariedade do Decreto 10.530/2020, publicado pelo governo nesta terça (27/10), com a intenção de privatizar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o Brasil. O CNS está avaliando o decreto em sua Câmara Técnica da Atenção Básica (CTAB) para emitir um parecer formal sobre o ocorrido e tomar as devidas providências legais.

“Precisamos fortalecer o SUS contra qualquer tipo de privatização e retirada de direitos”, disse Pigatto.

Assista aqui.

Prêmio e honra!

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) outorgou à discente egressa da Fiocruz Bahia, Jaqueline Goes, o Prêmio CAPES de Tese 2020, da área de MEDICINA II, pelo Programa de Pós-Graduação em Patologia (PGPAT), curso da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em Ampla Associação com Fiocruz Bahia.

Jaqueline Goes tem graduação em Biomedicina, pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, e obteve o mestrado em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PgBSMI), pela Fiocruz Bahia.

A tese intitulada “Vigilância genômica em tempo real de arbovírus emergentes e re-emergentes” foi defendida em 2019, sob orientação do pesquisador da Fiocruz, Luiz Alcântara Jr..  O trabalho é resultado da participação de Jaqueline no projeto Zika in Brazil Real Time Analysis (Zibra).

Os resultados obtidos no estudo foram divulgados em cinco publicações relevantes, sendo duas destas na Nature e Science. A tese de Jaqueline já havia sido agraciada, em 2019, com o Prêmio Gonçalo Moniz de Pós-Graduação, na categoria Egresso – Doutorado (1º lugar), e no XIII Encontro de Pós-Graduação das Áreas de Medicina I, II e III da CAPES, com o Prêmio de Melhor Trabalho de Tese.

Parabéns, Dra Jaqueline!!

Saiba mais https://bit.ly/3jqS0FQ

Indicação de leitura: Indicadores de avaliação e monitoramento da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.

Luís Eduardo Batista, et al.

Resumo

O artigo apresenta a metodologia de construção de um painel de indicadores para monitoramento e avaliação da implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). A metodologia foi desenvolvida em quatro etapas: identificação do cenário, contexto da implementação, indicadores da PNSIPN e validação dos indicadores. Em todas as etapas participaram os proponentes da Política, burocratas de nível de rua, assessores técnicos dos colegiados de representação de gestores, representantes dos movimentos sociais, de associações e fóruns de patologias. Esses atores identificaram e pactuaram os indicadores do painel, categorizados em indicadores de enfrentamento ao racismo; indicadores das condições sociodemográficas segundo sexo, faixa etária e raça/cor; e indicadores de morbidade e mortalidade segundo sexo, faixa etária e raça/cor. O painel de indicadores para o monitoramento e análise da implementação da PNSIPN é viável e pode ser utilizado em nível municipal, estadual e federal, possivelmente subsidiando o processo de implementação e possibilitando o aprimoramento da gestão. A metodologia contribui para identificar indicadores de políticas públicas destinadas à garantia dos direitos humanos, da vigilância de direitos e da advocacy.

Palavras-chave: Políticas Públicas em Saúde; Saúde da População Negra; Avaliação em Saúde; Indicadores de Saúde; Indicadores de Gestão

Leia em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902020000300315&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

AMEFRICANIDADES – POTÊNCIAS NEGRAS NO BRASIL

O Outubro Negro é um ciclo de eventos organizado pelo Coletivo Negro Carolina Maria de Jesus e o Departamento Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da Faculdade de Saúde Pública da USP, com apoio de sua Comissão de Cultura e Extensão. Ocorre anualmente desde 2018 com o objetivo de discutir as condições de vida e saúde da população negra, bem como os efeitos do racismo e a luta antirracista no Brasil.

A edição de 2020 tem como homenageada Lélia Gonzalez (1935-1994), filósofa, antropóloga e ativista social. Serão realizadas mesas de debates, entrevistas (roda preta) e apresentações artísticas, privilegiando-se a participação de mulheres ligadas a diferentes áreas de saber e atuação.

Todas as atividades serão gratuitas e transmitidas pelo canal do Youtube da Faculdade de Saúde da USP, sem necessidade de inscrição prévia.

Dia 1 – 07/10 (quarta-feira)

19h – Mesa: O pensamento e o legado de Lélia Gonzalez

A mesa visa apresentar a trajetória de Lélia Gonzalez, bem como suas contribuições intelectuais e políticas para os estudos raciais e de gênero no Brasil.

Com Elizabeth Viana, socióloga, com mestrado em História Comparada. Cofundadora da Ação Negra de Nilópolis, ex-aluna e pesquisadora da obra e do legado de Lélia Gonzalez.

20h30 – Apresentação artística de abertura: Nega Duda, cantora, referência do samba de roda baiano na capital paulista, dedica-se à preservação da cultura afro-brasileira e dos cantos dos orixás.

Dia 2 – 14/10 (quarta-feira)

19h – Roda Preta: Trajetórias inspiradoras no Brasil

Em formato de entrevista, o encontro focaliza uma trajetória intelectual de destaque no país, no intuito de discutir as relações entre produção de conhecimento e combate ao racismo.

Com Giovana Xavier, historiadora, professora da UFRJ, idealizadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras Visíveis, autora do livro Você pode substituir mulheres negras como objeto de estudo por mulheres negras contando as suas próprias histórias.

Dia 3 – 21/10 (quarta-feira)

19h – Mesa: Travessias literárias afro-diaspóricas

A proposta é refletir sobre os aspectos que envolvem a produção e a circulação dasobras artísticas e intelectuais de autoria negra na diáspora. Com Denise Carrascosa, professora da UFBA e líder do Grupo de Pesquisa Traduzindo no Atlântico Negro; e Dinha (Maria Nilda Mota), pós-doutoranda no IEB-USP, professora da rede pública, escritora e editora da MeParió Revolução.

Dia 4 – 28/10 (quinta-feira)

19h – Roda Preta: Potências negras e Bem Viver

Roda de entrevista sobre saberes, cuidados, potências e formas de bem viver ancestrais. Com Clélia Prestes, psicóloga do Instituto AMMA Psique e Negritude e doutora em Psicologia Social pela USP; e Sueide Kintê, jornalista griô, terapeuta e criadora de conteúdo que dissemina conhecimento acerca de asè, autocuidado e bem viver.

20h30 – Apresentação artística de encerramento: Nara Couto, cantora e dançarina, pesquisadora das culturas africana e afro-brasileira.

Para mais informações: coletivonegrofsp@gmail.com 

Redes sociais: @coletivonegrofsp (Instragram) e Coletivo Negro FSP/USP (Facebook)

Saúde Mental no recadinho de Gaby Amaranthos

O vídeo faz parte da Campanha “Saúde Mental da População Negra – Importa!” , realizada pela ANPSINEP – ARTICULAÇÃO NACIONAL DE PSICÓLOGAS(OS) NEGRAS(OS) E PESQUISADORAS(ES) , no período de 15 de agosto à 15 de setembro de 2020. Aproveite, faça sua inscrição e curta nosso canal.

A nossa resenha!

A Aliança elegeu nesse sábado dia 05 de Setembro, a sua diretoria executiva e conselho fiscal.

Há uma aposta dos mais velhos nos mais novos e a definição de rumos políticos no enfrentamento ao racismo e seu impacto na saúde da população negra. Para Arlete Isidoro, da OGBAN, “nossos jovens estão morrendo, estão morrendo por falta de oportunidade e orientação; que a Aliança não fique só no discurso, mas passe para a prática…”

O comunicado oficial, no mesmo dia, nos informava que a I Assembleia Geral Ordinária da Aliança Pró-Saúde da População Negra elegeu por unanimidade, em 05 de Setembro, a sua Diretoria Executiva e Conselho Fiscal, a partir da Chapa “LAÇOS E ALIANÇAS PRETAS” composta por Filipe Martiniano/Diretor Executivo; Ana Luísa Silva/ Secretária Executiva e Geralda Marfisa/Diretora Financeira. Entre os membros do Conselho Fiscal, foram eleitos: Ester Maria Horta, Arnaldo Marcolino e Erly Fernandes.

Para os membros da rede gerada pela Aliança “esse é um ato político, de resistência, em resposta ao estado de negação, particularmente no campo da saúde e em atenção à saúde da população negra. É um ato político porque reagi à branquitude e seus privilégios, com diferentes indivíduos fazendo junto, dividindo o trabalho, carregando o peso do piano, na relação entre nós e os racistas.

As lideranças mergulharam nisso, toparam carregar o peso e estão aí, firmes e fortes no mês em que o Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo comemora seu segundo aniversário.

Flip Couto, diretor eleito comemorou o resultado da eleição na sua página pessoal no Instagram: “Olá a todes, ainda estou digerindo todas as emoções que tivemos nesse sábado. Foi uma felicidade sem fim ouvir os depoimentos, ver as reações e acompanhar a concretização de mais um importante passa nas conquistas em prol da população negra. É uma honra e responsabilidade enorme assumir a diretoria executiva da Aliança Pró-Saúde da População Negra. Faço isso com muita força e felicidade, me fortalecendo sempre com parceiras e parceiros em busca de novas conquistas em prol do nosso povo preto”.

Para José Adão de Oliveira, Cofundador e Coordenador Estadual de Formação do MNU-SP “é mais um sonho que se realiza e merece muitas palmas de efusivo contentamento. Infelizmente vivenciamos momentos de grande destruição de nossas conquistas, por um lado, mas também grandes e corajosas iniciativas construtivas, por outro lado. Então o dia de hoje foi histórico e será anunciado como tal nos grupos do Movimento Negro Unificado-MNU: municipal, estadual e nacional. Desejo, em nome da Coordenação Estadual de Formação do MNU, boa sorte e luz à Diretoria Eleita”.

A nossa aliança em atenção à saúde da população negra

Arlete Isidoro*

“Sou da Associação Ogban e integrante da Aliança Pró-Saúde da População Negra, com muito prazer”.

Quando eu cheguei na Aliança eu percebi que havia um emaranhado de fios, que eram segurados a um núcleo de entidades de jovens que tinham consigo em comum uma garra de fazer e acontecer. E junto com esses jovens estavam alguns veteranos como eu, que traziam no bojo, uma vivência de lutas e conquistas, mas não tínhamos ainda conseguido nos apropriar dessas conquistas.

E eu percebi que o intuito desses jovens era fazer acontecer e isso me deu uma alegria imensa porque era justamente o que eu estava buscando ver concretizado as nossas reivindicações passadas que ainda eram presentes no dia de hoje, e que tinham que ser realizada para que houvesse uma verdadeira ascensão dentro das políticas públicas da população negra.

Esse emaranhado de fios, eram ideias diferentes várias entidades e em alguns momentos ficava difícil de entender, a pessoa que segurava esses fios, o fio condutor, não deixou essas ideias se perderem. De forma muito sabia para que outros tivessem a condição de todos encontrarem o seu caminho, dentro de suas metas.

Assim foi que tivemos muitos e muitos adeptos que conseguiram se manter outros não… se eximindo de qualquer responsabilidade, mas ficaram aqueles que eram fortes, que tinham determinação que queriam realmente fazer alguma coisa. Havia nesse grupo um querer fazer, uma determinação e esse grupo foi se alinhando, se movendo para realização, com o tempo ouve aproximação de ideias, unindo, o lúdico, o acadêmico e as vivência da base. O que enriqueceu muito esse grupo, fez também que crescesse entre eles o respeito à amizade e sobretudo a determinação.

O passado é presente no bem único. Isso fez com que a aliança crescesse forte determinada a prosseguir e alcançar os seus objetivos, na busca da equidade para todos, juntos contra o racismo institucional, contra o extermínio da população negra e pobre. A aliança não tem objetivo de ser apenas vitoriosa e sim fazer vitoriosa toda uma população.

Todo esse conjunto descrito, a adversidade, respeito e amor fizeram a aliança forte na sua construção. Hoje a Aliança está fazendo dois anos e está se constituindo juridicamente, o que é uma grande vitória. Queremos que essa construção siga, que os jovens que darão prosseguimento. Não desistam!

O caminho não vai ficar mais fácil, que a sabedoria da base e a sabedoria acadêmica e o vigor da nova geração, seja propulsor para as novas conquistas de políticas públicas. Aproveitando cada oportunidade para se apropriar de todos os espaços ajudar aqueles que não tem força integrando a juventude na luta. Nossos jovens estão morrendo, estão morrendo por falta de oportunidade e orientação, que a aliança não fique só no discurso, mas passem para a prática, em todos os veículos através de instituições e façam trabalho da saúde integrada, também com os programas que já existem. Sejam fortes!

Sejam vitoriosos, tenham união. Fiquem com Deus!

*OGBAN – Associação Cultural Educacional Assistencial Afro-Brasileira

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