Novidades

Avançando: Advocacy pela atenção à saúde da população negra

cropped-28575574_953793518118837_4300449057375218180_n1.jpg

Matheus Igor

Articulador da Aliança Pró-saúde da População Negra.

A 1° Oficina de Planejamento da Aliança Pró-saúde da População Negra, com um observatório direcionado ao monitoramento das politicas públicas nessa área, foi mais um importante momento na construção de um projeto que visa a saúde integral para a população negra de São Paulo. Aqui, articulam-se mais uma vez, jovens e mais velhos tendo sempre a cultura e a ancestralidade como fundamento norteador das ações a serem desenvolvidas.

Debatemos muito e compreendemos a importância que os territórios têm para a busca por uma saúde integral da população negra, não só porque é onde as pessoas estão, mas pelo fato de que é nesses territórios que as pessoas mantêm, recriam e vivem seu modo de vida. E a saúde integral da população negra como projeto necessita estar baseada e pautada de acordo com esses modos de vida, como estratégia para enfrentar o racismo institucional que, no SUS, se encontra explícito através do conceito de universalidade (homogeinizadora) que o sistema trabalha, mas que não atende realmente a todas as camadas da sociedade brasileira.

Uma questão fundamental na discussão que relaciona a saúde integral da população negra e os territórios negros da cidade de São Paulo é a importância das reuniões e atividades dessa articulação serem de caráter itinerante, como exemplo a ser seguido: a iniciativa das marchas do 20 de novembro articuladas pelo MNU, onde uma reunião era no centro e outra nas periferias, conforme destacou José Adão. Nesse sentido é fundamental aprender com um movimento que chega hoje aos seus 40 anos de existência e que esteve à frente de diversos processos de avanço para a população negra do Brasil.

Na oficina discutimos o como o espaço da Aliança com seu observatório é além de uma articulação, um espaço de acolhimento de pessoas, coletivos e demandas relacionadas à saúde da população negra. Isso tem extrema relação com o fato de que a cada passo e cada avanço na construção do projeto, muitas pessoas passaram por esse espaço e Jéssica, do Coletivo Terça-afro, definiu a questão com a seguinte pergunta: “Como essa construção coletiva avança e também agrega?”

Como fazer com que as pessoas que passaram e passam pelas reuniões e atividades da Aliança para organização do Observatório fiquem conosco? A partir desse questionamento surge a ideia do Observatório como parte de um fórum de debates, em busca do avanço das políticas para saúde integral da população negra, onde as pessoas possam ser ouvidas, acolhidas e esse possa ser o espaço capaz de agregar novos aliados, avançando no projeto ao mesmo tempo. Então, agora temos um Fórum, já que essa é uma condição importante, de que todos compartilham.

Ressaltamos a importância de essa iniciativa ser construída por diversas mãos e perspectivas, vindas de diferentes contextos, mas que estão fundadas na luta anti-racista e em ações em prol da vida da população negra. Articular a importância da relação entre os jovens e os mais velhos nesse universo, mostra a importância e a centralidade que a ancestralidade tem, na construção desse projeto bem como a cultura africana e afro-brasileira. A partir dessa ideia é revelada a importância que há nas reuniões e atividades serem feitas, como bem definiu Pai Celso de Oxaguiã, “aos pés do baoba” e ser uma iniciativa construída pela sociedade civil como forma de mobilizar o Estado, dada as atuais condições de desconfiança, por parte da sociedade civil, nas instituições formais do Estado “democrático”.

Contato: observatoriopopnegra@gmail.com

Uma aliança pró-saúde da população negra, de fato!

photo

No próximo sábado, dia 26 de Maio, a Casa do Professor (e não mais na APEOESP como havíamos anunciado antes) sediará a Oficina de Planejamento do Observatório que se quer construir, para acompanhar os avanços das políticas em atenção á saúde integral da população negra.

A realização da oficina de planejamento do Observatório de políticas públicas em atenção à saúde integral da população negra é um passo definidor na articulação construída por diferentes organizações da sociedade civil, destinadas ao enfrentamento ao racismo e seu impacto na saúde. Lideranças e pesquisadores com diferentes experiências na área de saúde da população negra possuem diferentes expectativas entorno desse processo.

Para o jovem Matheus Silva, estudante de Geografia na USP, que esteve entre os articuladores da fase inicial da Aliança, é fundamental “que a gente consiga trazer mais coletivos e também que a gente consiga dar início a outros processos de articulação entre nós, indo aos territórios desses coletivos para ajudar nas ações reais”.

Jessica, da Terça-Afro, “espera que seja um momento de troca entre coletivos e grupos para construir um planejamento condizente com o interesse e objetivos dos envolvidos, para que o observatório consiga construir um trabalho pratico que envolva a saúde da população negra e também outras secretárias/equipamentos como assistência social, educação, cultura e demais, para que assim consigamos promover a igualdade racial em suas diferentes esferas”.

Angelita Garcia, que ajudou a definir os passos iniciais dessa iniciativa entende que “é preciso dar passos mais concretos para a efetivação do Observatório, com criação de calendário para as próximas atividades e, que o observatório seja uma possibilidade de diálogo e de construção coletiva de estratégias para o enfrentamento ao racismo. E que isso seja feita de maneira acolhedora e afetuosa entre os participantes”.

Suzane, do Coletivo Negrex, que atua junto ao Hospital Santa Marcelina nos diz que a oficina deve ser “um momento para ampliar e integrar os coletivos e pessoas da Aliança em prol do observatório. Espero que possamos realizar um planejamento de ações e metas com comprometimento das/os agentes envolvidos. E quanto ao observatório, espero que seja um espaço que aglutine, mobilize e estimule grupos, projetos, pesquisas e ações referentes à saúde da população negra. Gostaria que produzíssemos/compartilhássemos tanto um mapeamento do que já ocorre em relação a iniciativas de promoção da igualdade racial, quanto propostas que permitam melhorar os indicadores de saúde da população negra em São Paulo.”

Para Ana Luiza, estudante de Geografia na USP, uma das principais articuladoras da Aliança desde o passo embrionário, duas das suas maiores expectativas são “sair de lá com o projeto mais consolidado do que já está e que mais pessoas se aproximem do projeto, sentindo-se parte do processo. Que sigamos avançando. Espero que daqui um tempo ele se torne uma referência para os pretos como fonte de pesquisa, de partilha e de produção. Que mais pessoas pretas se apropriem desse instrumento, pra que as nossas demandas sejam pensadas e escritas por nós e para nós mesmos”.

Entre os gestores, Jean Dantas, do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo deseja “que o observatório possa se tornar um canal efetivo de reflexões sobre a realidade da politica do SUS, para saúde da população negra. Assim como, possa ser um espaço propositivo de indicativos de ações para melhoria dos indicadores de saúde desta população”.

Para Celso Ricardo Monteiro, do Programa de DST/AIDS da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo “é preciso cooperação, mais troca, mais investimento, trazendo as pessoas para o centro das discussões, em meio à diversidade de sujeitos e a real promoção da equidade, na perspectiva da promoção da saúde e não apenas na recuperação e assistência. Isso se faz no território e na realidade das pessoas e não no gabinete, vendo a cidade do alto do castelo”.

A atividade, conduzida pelas organizações da sociedade civil com atuação no enfrentamento ao racismo, acontece no próximo sábado, entre 09h30 e 17h30, na Casa do Professor, centro de São Paulo.

Informações: Ana Luiza – observatoriopopnegra@gmail.com

A intensa busca pela promoção da equidade nas ações de saúde

LASPN

E nasce a Liga Acadêmica de Saúde da População Negra

por Jade Bento Moura

A imagem acima é conhecida como “Sankofa”: um desenho de um pássaro visto de costas, metaforizando a busca em construir um futuro que não nega o passado, mas aprende com ele.

O Sanfoka faz parte de um todo maior, uma coleção de desenhos chamados de “adinkras”. Responsáveis pela preservação e transmissão de valores fundamentais, essas imagens retratam também ideias na forma de provérbios. Seus criadores, os povos Akan, localizavam-se na costa oeste Africana, mais especificamente nos países Costa do Marfim e Gana.

Bom, todo o teor conceitual dos adinkras é representativo para a criação da primeira Liga Acadêmica de Saúde da População Negra do Estado de São Paulo. Em um contexto marcado pelo surgimento das primeiras ligas acadêmicas com o intuito de mobilizar indivíduos em prol de um bem comum, a LASPN já expõem seus objetivos no próprio nome.

Para estabelecermos um contexto histórico, as primeiras ligas foram criadas no antigo Mundo Grego. Com o intuito de estabelecer alianças para vencer rivais, a Liga de Delos e a Liga do Peloponeso determinaram inícios e fins de conflitos.

Em âmbito nacional, as Ligas se estabeleceram de forma gradual. Primeiramente, a presença das Ligas camponesas – uma união de brasileiros esquecidos pelo até então Estado que se formava- lutando pelo fim do genocídio no campo, tendo em vista o direito á terra e a reforma agrária. Pode-se notar, então, que as ligas se estruturaram na história como uniões com finalidades pré-estabelecidas, criação de vínculos que tinham como função o estabelecimento de uma resistência em conjunto.

Em relação à saúde, o ideal não é diferente: no início do século XX, a elite brasileira era uma das poucas com acesso a algum tipo de atendimento hospitalar. Para a maioria que não era provida desse privilégio, a carteira de trabalho era a única forma de conseguir um atendimento gratuito em alguma Santa Casa de misericórdia. Nesse cenário de abandono, não é estranho que epidemias como tuberculose e hanseníase fossem as maiores causas de morte no nosso país, tampouco parece improvável que o surgimento das primeiras Ligas Acadêmicas derivem dessa problemática.

Estudantes voluntários, por assim dizer, passaram a procurar maneiras de estabelecer o mínimo de dignidade, no âmbito da saúde, para uma população que havia sido negligenciada pelo Estado.

Não tão diferente disso, porém um século depois, a população carente da zona leste de São Paulo também dependeu de voluntárias para terem o mínimo acesso a assistência primária. Adentrando a periferia em 1961, a rede filantrópica de Irmãs Marcelinas já exercia trabalhos e já havia se estabelecido em locais onde não havia ao menos transporte público. Percebe-se, então, que a mudança dos tempos não é sinônimo de presença do Estado quando os corpos mortos são negros. Ademais, a partir de 1996 a Prefeitura de São Paulo juntamente com o Estado de São Paulo estabelecem um convenio com as Irmãs Marcelinas para expandir todo o Programa de Saúde da Família tratado acima.

Com esse conjunto de ideias e nesse contexto, porém anos mais tarde, nasce a LASPN: Primeiramente idealizada pela primeira estudante negra da Faculdade de Medicina Santa Marcelina. Entretanto, foi preciso uma longa espera para que chegassem outras estudantes negras que compartilhassem das mesmas aspirações.

De início éramos seis: três graduandas e três residentes com muitos planos. Do meio de Fevereiro para Maio, estabelecemos metas, reunimo-nos semanalmente e sensibilizamos estudantes não-negros para a causa. Em conjunto, a Liga estava ganhando uma forma. Agora já com uma diretoria montada, tínhamos pouco mais de 10 pessoas, semanalmente, em prol da mesma luta: estabelecer uma base sólida para realizar pesquisas e projetos de extensões sobre a saúde da população negra e sobre quais moléstias acometem mais essa população e suas causas/consequências. Além disso, compartilhamos o dever de -como liga vinculada à Faculdade Santa Marcelina- posicionarmo-nos e atuarmos na criação de protocolos e ações contrárias a qualquer tipo de racismo institucional. Ademais, visto que a Liga por si é generalista, a saúde que buscamos engloba a participação de acadêmicos de todas as áreas da saúde (enfermagem, nutrição, fisioterapia, etc) de toda e qualquer instituição de ensino superior que tenha interesse na nossa pauta.

No meio do caminho, por fim, encontramos e nos identificamos com o projeto de criação de um observatório de saúde da população negra na cidade de São Paulo. Com o ideal de uma grande aliança entre vários coletivos negros e também não negros, o observatório transcende a definição de “liga” acima proposta. Isso porque, vem conseguindo unir pessoas de diferentes áreas de conhecimento em prol de uma causa única.

Nesse sentido, a recém fundada LASPN será um braço ativo nessa construção e pretende fiscalizar a política, sensibilizar e aproximar os estudantes, professores, etc; da comunidade negra de forma indissociável.

Contatos – Liga Acadêmica de Saúde da População Negra: e-mail jabemoura@gmail.com ou telefone (11) 96363-9176

Gente que faz!

arlete 3

Associação Cultural Educacional Assistencial Afro-Brasileira – Ogban, presidida por Dona Arlete é um grupo que se inicia com a discussão sobre anemia falciforme, na década de 70 (uma condição rara que acomete em sua maioria, os negros), com a dificuldade de acesso à saúde.

Esta é uma parcela a população mais atingida e que mais morre por anemia falciforme, logo, era preciso, a promoção do debate racial dentro da saúde, o que agora envolve o genocídio da juventude negra. Entre suas inúmeras ações ao longo dos anos, a Associação realizou um curso para aproximadamente 140 funcionários do Hospital Santa Marcelina, com duração de 2 meses, onde diversos funcionários, entre médicos e enfermeiros, contaram que suas práticas eram racistas e discriminatórias dentro do hospital e só puderam saber disso através do curso.

Um problema visível, segundo o que aprenderam é a falta de continuidade dos grupos, visto que a própria OGBAN possui uma série de projetos que precisam de pessoas para tocá-los. O “égo não pode passar na frente da necessidade das pessoas”, pois a necessidade de pessoas que precisam desse trabalho (jovens da periferia) tem aumentado potencialmente.

Avançando na construção conjunta do observatório

A Oficina de Planejamento da Aliança Pró-saúde da População Negra acontece no próximo dia 26 de Maio na APEOESP, ás 10h da manhã, no centro da cidade de São Paulo. Diferentes Organizações e pessoas comprometidas com o enfrentamento ao racismo e seu impacto na saúde deverão em perfeita aliança, conectar-se, e planejarem uma atuação conjunta em atenção á saúde, para juntas avançarem na organização do Observatório de Políticas públicas em atenção á saúde integral da população negra, no município de São Paulo. A atividade, orientada pelos principais desafios da sociedade civil organizada na relação com o Estado laico, democrático e direito, na perspectiva do enfrentamento ao racismo institucional e seu impacto na saúde, definirá meios para a condução do observatório; a sua agenda prioritária; a relação com o Estado; a organização comunitária, entre outras.28575574_953793518118837_4300449057375218180_n

Serviços de saúde com zero discriminação é tema de seminário do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo.

zero discriminacao

Nessa semana o Programa Estadual de DST/AIDS realizou na Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, o Seminário Zero Discriminação em atenção ás violências vivenciadas cotidianamente pelas pessoas vivendo com aids.

Uma das discussões que compõe o repertório do evento é a manutenção do status-quo, reunindo o estigma e discriminação da população negra, para além da pobreza e a luta de classes, com o denso impacto do racismo, por exemplo, na saúde pública, que é considerada direito de todos, mas com grandes impeditivos no que diz respeito ao acesso a bens, recursos e serviços.

Para Celso Ricardo Monteiro, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo “a teoria já produziu conhecimento suficiente para que seja abandonada visão de mundo eurocêntrica que a ciência ajudou a reproduzir, valorizando a cultura e os corpos de um povo em detrimento de outro. Agora, temos inclusive mecanismos de defesa e orientações de toda ordem, que nós mesmos ajudamos a construir, para reagir a esse fenômeno fantástico. É hora, portanto, de ação, de fato e nãomais de direito”.

Confira aqui, a matéria da Agência de Notícias da AIDS.

“É racismo” na prática e na teoria, afirmam especialistas.

O Babalorixá Celso Ricardo Monteiro do Asé Igbin de Ouro e o Professor Dr. Deivison Faustino participaram da 15ª edição do Programa O Rap em Debate, que discute hip hop sem Maquiagem. O tema era o alcance institucional do racismo.

Confira aqui o podcast com a gravação do programa.

Harvard discute o pensamento, a atuação e os desafios dos afrodescentes e suas perspectivas no Brasil de Marielle Franco.

Um conjunto de especialistas, ativistas e pesquisadores estiveram em Harvard recentemente discutindo a perspectiva do movimento negro brasileiro diante da conjuntura que envolve o atentado contra a vereadora negra Marielle Franco, do Rio de Janeiro, há mais de um mês sem nenhuma resposta das autoridades.

Uma Terça-Afro para a metrópole cinzenta

A “Terça-Afro”  é um coletivo composto por 07 integrantes, que está sediado na Vila Cachoeirinha, financiado pelo fomento. Quinzenalmente, às terças-feiras, promovem encontros com rodas de conversa e outras atividades em que são discutidas as questões étnico-raciais. A sede do projeto, o Quilombo Terça-Afro está localizada na zona norte, mais especificamente na Vila Nova Cachoeirinha, porém ao longo do tempo temos construído uma rede e atuação em outros territórios da cidade também. E assim, surgi a “Terça-Afro Itinerante” onde o coletivo realiza encontros em outras partes da cidade, para dar visibilidade ao projeto e atingir novos sujeitos. A atividade chave do projeto acontece quinzenalmente às terças-feiras, porém a partir do próximo mês teremos mais ações com o projeto no Quilombo Terça-Afro e algumas ações circulando na cidade, como as rodas de conversa, convidando sempre uma pessoa negra com sua sabedoria para compartilhar e trocar conosco e com o público sua ciência, abarcando sempre a amplitude e importância que é falar a partir de uma perspectiva racial.

terca-afro

Tecle aqui e conheça a página da Terça-Afro no Facebook

Oyá e a atuação das mulheres negras em defesa de seus direitos básicos e fundamentais.

Com a necessidade de ações e campanhas relacionadas á saúde da população negra, o Coletivo de Oyá – Mulheres Negras da Periferia de São Paulo organizou-se na região leste de São Paulo, inicialmente, realizando um mapeamento das entidades negras sediadas na zona leste paulistana: religiosas de tradições afro-brasileiras, redes com foco na saúde, além de unidades de saúde e organizações que desejassem acolher sua proposta. A partir daí, realizou-se um encontro para formação de multiplicadoras, com dez participantes, na Fábrica de Cultura Vila Nova Curuçá. Para ambientação das participantes o encontro foi aberto com uma vivência com xequerês, instrumento musical da cultura afro-brasileira.

Saiba mais em  www.facebook.com.br/coletivodeoya

Conheça o Negrex

Você já ouviu falar em algum grupo  de negros e negras, formando-se em medicina, com olhar direcionado às questões do racismo?

Aqui, um grupo de “Universitários de medicina falam de todos os obstáculos para ingressar, permanecer e concluir os estudos… sendo pretos.”

Tecle aqui, conheça o Negrex e apaixone-se!

Você conhece o AMEM?

coletivo amemO Coletivo Amem, que está aniversariando, é a diferença do momento, em gênero, número e grau. Isso porque as questões étnico-raciais e a sexualidade dividem a agenda desse Coletivo, de forma única: questionando a correlação existente entre a homossexualidade, a raça-cor e etnia, gênero e a sexualidade das pessoas. Trata-se de um mix, onde além de dançar e se divertir, é permitido sonhar, ao ponto de inventar uma Parada Gay versão afro-brasileira. Um abuso, dirá burguesia!

Na entrevista que cedeu a Vice, em Janeiro de 2017, Flip Couto, um dos articuladores do grupo, conta-nos que “a grande virada foi isso, começar a criar esse rolê das bixas pretas, que vai nos rolês, em saunas e a gente vai conversar sobre isso, sobre realidades.”

Clique aqui e conheça o Coletivo Amem através da entrevista de Bruno Costa, da Vice.

Foto: Leandro Noronha

Mais um passo pró-saúde da população negra.

Não discute-se mais o direito a saúde, a partir da população negra, pura e simplesmente por entender-se que ele está dado, não apenas pela Constituição Federal, mas também pelo conjunto de normas e diretrizes que dão norte ao Sistema Único de Saúde. Desta forma, a Aliança pró-saude da população negra que se constitui em São Paulo, unindo diferentes organizações e pessoas dedicadas ao enfrentamento ao racismo e seu impacto na saúde pública tem buscado a construção de um observatório direcionado, capaz de acompanhar a evolução da política.

Em sua segunda atividade pública, a Aliança, como tem sido chamado esse movimento, ofereceu aos participantes uma densa discussão sobre os desafios e as experiências da sociedade civil obtidas até aqui, na definição de políticas nessa areá. Desde OGBAN, até o Coletivo Anarcopunk Aurora Negra, conduzido por mulheres indígenas e negras, o que não falta é expertise.

Nesse sentido a II Reunião de lideranças-chave para a organização do observatório de políticas públicas para saúde integral da população negra teve o seu objetivo alcançado: possibilitou o intercâmbio entre as experiências, reunindo diferentes gerações e perspectivas, além de avaliar os passos a serem dados, a partir do que já existe.

O espaço será mantido para acolher outras organizações e pessoas, com suas respectivas experiências e essas irão subsidiar a organização do observatório, conforme o pactuado, na última sexta-feira, véspera do Dia Mundial da Saúde. Esse tem sido um passo importante pra articulação da sociedade civil, envolvida nesse processo.

Na sequência, as organizações partem para uma nova fase: o planejamento do trabalho conjunto, com vistas ao diálogo com o poder público.

Confira abaixo a programação organizada para a II Reunião de Lideranças-chave

II Reunião de Lideranças-chave na Organização Pré-observatório das Políticas de Saúde da População Negra

Câmara Municipal dos Vereadores de São Paulo

06 de Abril de 2018

Programação

 

18h – Acolhimento: café comunitário.

19h – Boas Vindas

Iyalorixá Luciana  Bispo de Oyá  e Ana Luiza da Silva – Aliança Pró-saúde da população negra

19h15 – Diálogos sobre “Experiências e Desafios para implementação das políticas para promoção da igualdade racial e o enfrentamento ao racismo, a discriminação, o preconceito, a xenofobia e as intolerâncias correlatas no âmbito das Organizações da Sociedade Civil “

Facilitadora: Profa. Angelita Garcia

 

Festa Amem

Filipe Martiniano Couto – Coletivo Amem

 

Segurança alimentar e saúde das comunidades negras de Terreiro

Carol Santos – A Casa da Serpente de Cobre

 

Promoção da igualdade racial no mercado de trabalho: as trabalhadoras e trabalhadores negros

Regina Célia da Silveira Santana – Instituto Sindical Interamericano Pela Igualdade Racial/INSPIR

 

Resgate da cultura, ancestralidade afro e indígena, ocupação e políticas autônomas

Marina – Centro de Cultura Social da Favela Vila Dalva

 

Terça Afro

Ana Caroline de Jesus – Terça Afro

 

Participação das comunidades no ciclo das políticas públicas

Leila Rodrigues Rocha – Coletivo de Oyá – Mulheres Negras da Periferia de SP

 

21h30 – Considerações e recomendações

Celso R. Monteiro – Colege  Laureate/Faculdades Metropolitanas Unidas

 

22h – Encerramento

Uma resposta importante ao racismo e a intolerância religiosa. Você já viu?

Confira aqui o vídeo sobre  da atuação do Programa Municipal de DST/AIDS de São Paulo e sua resposta à presença da aids junto á população negra

Uma proposta de trabalho conjunto, na construção de uma agenda permanente contra o racismo e seu impacto na saúde. E um exercício prático: observar para intervir na política.

4Ao longo de 2017, Pais, Mães e filhos de santo, lideranças de movimentos sociais, gestores, universitários e pesquisadores reuniram-se no Painel de IST/AIDS e Religiões Afro-Brasileiras, para acompanhar o desenvolvimento do Projeto Xirê II – Prevenção de DST/AIDS na Roda dos Orixás, desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Com essa iniciativa entendeu-se que era preciso um debate mais amplo, envolvendo outros sujeitos políticos entorno das políticas para atenção à saúde integral da população negra, que muitas pessoas ainda não conhecem.

Traga sua experiência e seja mais que bem vindo à esta aliança!

%d blogueiros gostam disto: