De casa cheia, Aliança realiza sua I Assembleia Extraordinária.

A Aliança finalizou o mês de janeiro realizando sua I Assembleia Extraordinária.  A reunião, realizada remotamente, discorreu sobre o Relatório de desempenho institucional da Aliança em 2020, o seu desempenho financeiro naquele ano, a Previsão Orçamentária para 2021 e a Agenda 2020/2023, composta pelo Planejamento Estratégico e Definição de Prioridades para o ano de 2021.

Flip Couto relatou que institucionalizada em setembro de 2020, mas com suas ações desenvolvidas em rede, desde 2017, a partir do Projeto Xirê, essa associação privilegiou em sua agenda, a elaboração de Texto Norteador e Planejamento Estratégico para o período 2020/2023, ao longo do período setembro e dezembro de 2020. Além disso, a Aliança se ocupou com o processo de sua institucionalização junto ao Cartório, a alimentação de suas redes sociais, a realização das reuniões da Diretoria Executiva e os encontros com sua rede, todos realizados virtualmente em razão da pandemia de COVID-19.

O Diretor Executivo destacou ainda, a importante atuação coletiva dessa rede em meio à pandemia, para organizar e estruturar a Aliança, de forma remota, privilegiando as questões políticas do atual momento.

Considerada a pauta principal da Assembleia, Flip Couto apresentou também a Agenda de 2020/2023 e as prioridades para 2021, definidas a partir do Planejamento Estratégico elaborado pela Diretoria Executiva, reunindo 10 objetivos macros que derivam das finalidades da Aliança, com 10 metas referentes a tais objetivos, que devem ser alcançadas até o ano de 2023.

Foram definidas como prioridades para o ano de 2021, a mobilização social e organização comunitária; controle social das políticas públicas e o financiamento da Aliança Pró-Saúde da População Negra.

Veja isso!

Foto por cottonbro em Pexels.com

Conass e Organização Pan-Americana de Saúde lançam hoje a Coleção Covid-19, uma coletânea de artigos preparados por integrantes de diversas áreas do conhecimento para discutir as lições, perspectivas e efeitos da pandemia para o SUS e para o País.

Dividida em seis volumes, a obra aborda desde as respostas à pandemia, os desacertos e as implicações jurídicas até o impacto social provocado pela doença, que enfrenta agora um recrudescimento no País. Para fazer essa ampla reflexão, foram convidados mais de 190 autores. Na lista, encontram-se ex-ministros da Saúde, parlamentares, juízes, professores, jornalistas, representantes de órgãos de controle e integrantes de instituições internacionais. Os textos produzidos pelos colaboradores da Coleção Covid-19 foram respeitados na íntegra. “As análises representam um valioso instrumento para analisar a pandemia sob seus mais variados aspectos e certamente vão auxiliar a gestão estadual do SUS na tomada de decisão”, afirmou o presidente do Conass, Carlos Lula. Confira em: http://www.conass.org.br/conass-e-opas-lancam-colecao-sobre-covid-19/#.YBVcjKT_qgQ.whatsapp

A Década da Igualdade Racial no Brasil será tema de seminário organizado pela PUC – Rio de Janeiro

Foto: PUC Rio de Janeiro

Já estão abertos os prazos de inscrição e para submissão de trabalhos para o Seminário A DÉCADA DA IGUALDADE RACIAL NO BRASIL: Trajetórias e Percursos das Políticas de Igualdade Racial.

Contando com apoio da FAPERJ, o seminário será virtual e ocorrerá entre os dias 13 e 15 de abril de 2021, na parte da noite.

O evento é interdisciplinar e tem sua composição integral de mulheres negras como palestrantes, moderadoras e coordenadoras de GT.

Os trabalhos poderão ser enviados até o dia 12 de fevereiro de 2021 para os Grupos de Trabalho:

GT1: Educação e ações afirmativas;

GT2: Gênero, raça, sexualidade e relações de poder;

GT3: Saúde da população negra;

GT4: Territórios quilombolas e políticas públicas;

GT5: Religiosidades de matrizes/motrizes africanas, Racismo religioso e igualdade racial;

GT6: Direito e Relações Raciais;

Encorajamos o envio de trabalhos por estudantes, profissionais, acadêmicxs, não-acadêmicxs,  ativistas, etc.

Haverá a publicação de todos os artigos selecionados em Anais e os melhores trabalhos serão publicados em livro.

Para participar dos Grupos de Trabalho, interessadas deverão submeter os ARTIGOS (vide seção 4, infra) na plataforma de envio no site https://www.even3.com.br/decadaigualdaderacial/ até o dia 28 de fevereiro de 2021, às 23h59.

Confira o edital em: https://www.even3.com.br/decadaigualdaderacial/

Em rede!

A Aliança Pró-Saúde da População Negra iniciou o ano de 2021 realizando nesse 28 de janeiro, o I Encontro de sua Rede. Uma rede pró-saúde da população negra em resposta ao impacto do racismo na saúde de nosso povo. A atividade coordenada por Flip Couto reuniu as principais lideranças dessa rede, por meio de reunião remota, diante da necessidade de isolamento social e as medidas de contenção da COVID-19, ainda presente entre nós.  

O encontro foi iniciado com o depoimento da Sra. Geralda Marfisa, Diretora Financeira da Aliança, falando sobre a luta por direitos das pessoas idosas pelo direito ao transporte na cidade de São Paulo, o que inclui o ato realizado recentemente em frente à Prefeitura de São Paulo pela manutenção do direito à gratuidade no transporte público.

Lucas Eduardo, do Coletivo Megê, contribuiu com a discussão demonstrando o interesse de mobilizar jovens para fortalecer o movimento. Angelita Garcia contribuiu propondo para que jovens apoiem na divulgação com imagens e textos elucidativos para ampliar a circulação de materiais legítimos em especial aos idosos da família, nas redes, no whats App.

Um outro ponto importante, foi apresentado por Flip Couto, Diretor Executivo da Aliança, que convidou aos presentes a falarem sobre o plano de imunização contra a Covid-19. Segundo Iyá Cristina, da RENAFRO, o que mais está prendendo a atenção das pessoas é a ida das mulheres na fila da vacina e a necessidade de combater a resistência da vacinação, sobretudo na juventude.

Os profissionais de saúde, compreende a campanha da vacinação como lenta e que nem todos os profissionais conseguiram a vacina. A população tem um receio que foi “politicamente implantado” (sic) e o governo federal defende um posicionamento negacionista pelo fato de ter tido gastos com produção de cloroquina. É preciso que todes os trabalhadores da rede hospitalar sejam vacinados, e o fato de pessoas pretas estarem mais expostas, como por exemplo no trabalho de limpeza.  É importante refletir sobre a questão da classe média que coloca tudo que é vacina como algo ruim, fortalecendo o movimento negacionista e o fato de que é importante usar o termo “trabalhadores da saúde” para incluir todes que atuam nas instituições de saúde, não apenas médicos e enfermeiros. Ester Horta, membro do Conselho Fiscal da Aliança, trouxe uma pesquisa recentemente divulgada, Faculdade de Saúde Pública da USP e a Conectas Direitos Humanos que revelou a existência de uma estratégia institucional de propagação do vírus, promovida pelo Governo brasileiro sob a liderança da Presidência da República”. Ester acrescentou ainda que tais ações foram e são apoiadas pelo mercado, pelo sistema capitalista.

Dona Arlete Isidoro, da OGBAN, compartilhou sobre a experiência do grupo que ela está participando de um curso de conselheiros de saúde, no qual propôs uma discussão sobre o impacto do racismo na saúde e solicitou apoio da Aliança na construção do texto.

O advogado Renato Azevedo, de Santos, informou que o movimento da baixada está levantando uma discussão sobre a saúde integral da população negra e o enfrentamento do racismo no atendimento nos serviços públicos. Relata, como esse processo foi judicializado em Santos e propôs compartilhar esse processo que faz uma linha histórica de atendimento à saúde da população negra.

Para os membros da Aliança é preciso transformar as demandas trazidas a essa rede em um posicionamento político concreto como a execução pontual, que seja estratégica, com notas de repúdio, por exemplo.

A rede também propôs uma reflexão sobre o dia da Visibilidade Trans, que é celebrado no dia 29 de janeiro, pontuando que, não apenas nesta data, mas durante todo o ano, é preciso que também a Aliança seja um espaço de acolhimento dessas experiências. Neste sentido Ester Horta convidou a todas as pessoas cisgêneras a se incomodar com as violências que pessoas trans sofrem diariamente e também convidou a todes a acompanhar o dossiê da ANTRA (Associação Nacional de Pessoas Trans e Transexuais) que será lançado no dia 29/01, além da programação da FONATRANS – Fórum Nacional das Travestis e Transexuais Negras e Negros como o III Festival Traviarcado, cuja abertura ocorreu inclusive na noite de 28 de Janeiro.

O próximo encontro da rede será realizado dia 11 de fevereiro. Venha participar você também!

Convocação

São Paulo, 01 de fevereiro de 2021.

Ofício 004/2021

Ref.: Convocação da V Reunião da Diretoria Executiva

Ficam convocados/as todos/as os/as Diretores Executivos da Aliança Pró-Saúde da População Negra para a IV Reunião da Diretoria Executiva desta Associação.

A atividade acontecerá no dia 18 de fevereiro de 2020, às 19h30.

A V Reunião da Diretoria Executiva ocorrerá através do aplicativo Google Meet ou outro similar que será amplamente divulgado e disponibilizado através de e-mail.

São Paulo, 31 de janeiro de 2021.

Flip Couto – Diretor Executivo

Conheça a FONATRANS

Neste 29 de Janeiro, Dia da Visibilidade Trans e Travesti, data que marca a ida de mulheres travestis e pessoas trans no Congresso Nacional em 2004, a fim de reivindicar direitos, marca-se a importância de conhecermos a trajetória contada pelas pessoas que construíram e constroem essa luta, composta em sua maioria por travestis e pessoas trans negras. Neste sentido perguntamos: Você conhece o FONATRANS?

O Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros – FONATRANS, segundo informações de seu portal, constitui-se num espaço nacional de inclusão e aglutinação à militância destes dois segmentos. O FONATRANS tem por finalidade básica desenvolver e apoiar projetos que visem:

Promover e Cobrar do Estado Brasileiro solução dos problemas fundamentais e lutar por conquistas para o bem comum de pessoas travestis e transexuais negras e negros, bem como atuar de forma veemente no enfrentamento ao racismo, transfobia e a intolerância religiosa e promover os direitos humanos bem como respeito a todas as diferenças, partindo do princípio que todos os direitos são direitos humanos.

A presidenta da FONATRANS é a Jovanna Cardoso (Jovanna Baby) mulher negra e travesti que liderou os primeiros movimentos transexuais no Brasil, fundadora da primeira entidade trans brasileira e latino-americana, a ASTRA. Hoje, além de representar o FONATRANS, Jovanna é Coordenadora Municipal de Direitos Humanos em Picos, no Piauí, e reconhecida pela criação do movimento de transexuais no Brasil. e representa o Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros.

Em entrevista à Ponte Jornalismo Jovanna afirma que:

“O Fonatrans nasce da necessidade de ter uma discussão específica sobre negritude e transexualidade. Nós, travestis dos anos 90, e ainda hoje, sofremos muito mais por ser travesti e preta do que qualquer outra coisa”. Ela aponta na entrevista que  apesar de corpos trans negros serem os mais violentados e assassinados, são esses mesmos corpos que ajudaram a fundar o movimento trans e que compõem suas fileiras institucionais e políticas, visto o número de parlamentares trans negras eleitas para as câmaras municipais do Brasil.

“Não temos mais como desassociar(…) A maioria eram homens e mulheres pretas, isso [aconteceu] muito antes de existirem paradas LGBT Brasil afora” se referindo a primeira caminhada do grupo trans no Rio de Janeiro nos anos 90. Na chamada do 2° Festival Traviarcado, de 2020 “O Fonatrans acredita que não existe revolução LGBTI sem que travestis e transexuais negras e negros ocupem espaços como protagonistas e tenham suas pautas políticas respeitadas dentro dos movimentos sociais”. Festival aliás que se encontra na 3ª edição e teve sua abertura em evento online no último dia 28.

Para saber mais acesse o no portal da Como Nasceu o Movimento de Travestis no Brasil

http://www.fonatrans.com/p/historico-do-movimento-de-travestis-no.html

Acompanhe as Redes da FONATRANS

 Que possamos trazer essas reflexões em todos os temas que atravessarão este ano, em todas as pautas, em especial às pautas da saúde da população negra. Que quebremos as barreiras que este CIStema e que o “Vidas Negras Importam”, de fato abarque todas as vidas negras, que abarque as vidas trans negras.

Fontes:

Envelhecimento, na perspectiva de Prof. Alexandre da Silva

“O que quero destacar citando essas pessoas idosas é quanto ao protagonismo que exercem na sociedade, das repercussões das ações tomadas por elas, do significado que isso deveria ter para os mais jovens. Sim, os mais jovens ainda têm muito o que aprender com os mais velhos e mais velhas” diz o Colunista do Viva Bem.

Confira em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/opiniao/2021/01/25/o-protagonismo-das-pessoas-idosas-no-combate-a-covid-19.htm?cmpid=copiaecola

Chamada para publicação de artigos no dossiê RAÇA, GÊNERO E SEXUALIDADE: DISPUTAS DE NARRATIVAS E HISTORICIDADES DE EIXOS ESTRUTURANTES DOS DIREITOS HUMANOS NO SUL GLOBAL

Está aberto, até o dia 28 de fevereiro de 2021, prazo para submissão de artigos do dossiê “RAÇA, GÊNERO E SEXUALIDADE: DISPUTAS DE NARRATIVAS E HISTORICIDADES DE EIXOS ESTRUTURANTES DOS DIREITOS HUMANOS NO SUL GLOBAL”, organizado por Ana Flávia Magalhães Pinto (UnB), Keisha-Khan Perry (Brown University) e Thiago Gehre Galvão (UnB) O século XXI continua marcado por ausências, silenciamentos e tentativas de esquecimento no que tange ao reconhecimento de raça, gênero e sexualidade como eixos estruturantes dos Estados nacionais e das relações internacionais desde uma perspectiva do Sul Global, bem como de práticas de sociabilidade que extrapolam categorias tradicionais da História Política. Essas limitações, todavia, não dão conta de toda as experiências vividas em especial do século XIX para cá. Com destaque para períodos mais recentes, temos assistido a persistentes disputas de narrativas sobre os sentidos de humanidade, cidadania e direitos humanos, protagonizadas também por sujeitos subalternizados desde a perspectiva hegemônica, com destaque para populações negras, indígenas, mulheres e pessoas LGBTQI+, sem perder de vista ainda as especificidades de latinos, árabes, judeus e asiáticos. A partir desses indivíduos e grupos humanos, firmam-se tanto a denúncia do caráter fundamentalmente racista da sociedade em nível global quanto a problematização dos efeitos da permanência de estruturas familiares coloniais, patriarcais e heteronormativas, orientadas sobremaneira nas figuras do homem branco e da mulher branca como epítomes da dominação. Não por acaso, os debates de gênero têm avançado no reconhecimento de papeis assumidos por mulheres brancas na reprodução e na manutenção dessa ordem, em sintonia com seus pares masculinos em relação a grupos negativamente racializados. Isso, por certo, acaba produzindo ressonâncias na institucionalidade. No que toca as conferências internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), poderíamos ressaltar incidências relevantes desses sujeitos na agenda de encontros estratégicos, a saber: a Conferência sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Cairo em 1994; a IV Conferência Mundial sobre a Mulher, promovida em Beijing/Pequim, em 1995; a II Conferência Mundial sobre os Assentamentos Humanos (HABITAT II), em Istambul, 1996; e a III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância, sediada em Durban, no ano de 2001. Isso, por sua vez, acaba promovendo novas ressonâncias no cotidiano de diferentes sociedades do Sul Global. Esse cenário, portanto, insta o amadurecimento de análises históricas e interdisciplinares orientadas pelas indissociabilidade de raça, gênero e sexualidade, uma vez que nossas identidades não são separadas em blocos, nem sofremos em parcelas fragmentadas o que significamos. Apostando na potencialidade do debate interdisciplinar com a Antropologia, a Sociologia, as Relações Internacionais e a Ciência Política, encorajamos o envio de artigos desenvolvidos no âmbito dos estudos históricos e em áreas afins, em diálogo com a História. 

Anos 90 – Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Confira em: https://seer.ufrgs.br/anos90/announcement/view/1315