Uma aliança pró-saúde da população negra, de fato!

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No próximo sábado, dia 26 de Maio, a Casa do Professor (e não mais na APEOESP como havíamos anunciado antes) sediará a Oficina de Planejamento do Observatório que se quer construir, para acompanhar os avanços das políticas em atenção á saúde integral da população negra.

A realização da oficina de planejamento do Observatório de políticas públicas em atenção à saúde integral da população negra é um passo definidor na articulação construída por diferentes organizações da sociedade civil, destinadas ao enfrentamento ao racismo e seu impacto na saúde. Lideranças e pesquisadores com diferentes experiências na área de saúde da população negra possuem diferentes expectativas entorno desse processo.

Para o jovem Matheus Silva, estudante de Geografia na USP, que esteve entre os articuladores da fase inicial da Aliança, é fundamental “que a gente consiga trazer mais coletivos e também que a gente consiga dar início a outros processos de articulação entre nós, indo aos territórios desses coletivos para ajudar nas ações reais”.

Jessica, da Terça-Afro, “espera que seja um momento de troca entre coletivos e grupos para construir um planejamento condizente com o interesse e objetivos dos envolvidos, para que o observatório consiga construir um trabalho pratico que envolva a saúde da população negra e também outras secretárias/equipamentos como assistência social, educação, cultura e demais, para que assim consigamos promover a igualdade racial em suas diferentes esferas”.

Angelita Garcia, que ajudou a definir os passos iniciais dessa iniciativa entende que “é preciso dar passos mais concretos para a efetivação do Observatório, com criação de calendário para as próximas atividades e, que o observatório seja uma possibilidade de diálogo e de construção coletiva de estratégias para o enfrentamento ao racismo. E que isso seja feita de maneira acolhedora e afetuosa entre os participantes”.

Suzane, do Coletivo Negrex, que atua junto ao Hospital Santa Marcelina nos diz que a oficina deve ser “um momento para ampliar e integrar os coletivos e pessoas da Aliança em prol do observatório. Espero que possamos realizar um planejamento de ações e metas com comprometimento das/os agentes envolvidos. E quanto ao observatório, espero que seja um espaço que aglutine, mobilize e estimule grupos, projetos, pesquisas e ações referentes à saúde da população negra. Gostaria que produzíssemos/compartilhássemos tanto um mapeamento do que já ocorre em relação a iniciativas de promoção da igualdade racial, quanto propostas que permitam melhorar os indicadores de saúde da população negra em São Paulo.”

Para Ana Luiza, estudante de Geografia na USP, uma das principais articuladoras da Aliança desde o passo embrionário, duas das suas maiores expectativas são “sair de lá com o projeto mais consolidado do que já está e que mais pessoas se aproximem do projeto, sentindo-se parte do processo. Que sigamos avançando. Espero que daqui um tempo ele se torne uma referência para os pretos como fonte de pesquisa, de partilha e de produção. Que mais pessoas pretas se apropriem desse instrumento, pra que as nossas demandas sejam pensadas e escritas por nós e para nós mesmos”.

Entre os gestores, Jean Dantas, do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo deseja “que o observatório possa se tornar um canal efetivo de reflexões sobre a realidade da politica do SUS, para saúde da população negra. Assim como, possa ser um espaço propositivo de indicativos de ações para melhoria dos indicadores de saúde desta população”.

Para Celso Ricardo Monteiro, do Programa de DST/AIDS da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo “é preciso cooperação, mais troca, mais investimento, trazendo as pessoas para o centro das discussões, em meio à diversidade de sujeitos e a real promoção da equidade, na perspectiva da promoção da saúde e não apenas na recuperação e assistência. Isso se faz no território e na realidade das pessoas e não no gabinete, vendo a cidade do alto do castelo”.

A atividade, conduzida pelas organizações da sociedade civil com atuação no enfrentamento ao racismo, acontece no próximo sábado, entre 09h30 e 17h30, na Casa do Professor, centro de São Paulo.

Informações: Ana Luiza – observatoriopopnegra@gmail.com

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